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Inflação do Reino Unido recua para meta de 2% pela 1ª vez

Os dados do Escritório Nacional de Estatísticas mostraram que a inflação de serviços, que, na opinião do banco central britânico, fornece uma visão melhor dos riscos da inflação no médio prazo, foi de 5,7%

por Reuters
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A inflação no Reino Unido retornou à meta de 2% em maio pela primeira vez em quase três anos, mas as fortes pressões subjacentes dos preços descartam a possibilidade de um corte na taxa de juros antes da eleição geral no país.

Embora o primeiro-ministro Rishi Sunak tenha comemorado a queda da inflação em maio, ela provavelmente chegou tarde demais para mudar sua sorte na eleição de 4 de julho ou para provocar um corte na taxa de juros pelo Banco da Inglaterra na quinta-feira.

Os dados do Escritório Nacional de Estatísticas mostraram que a inflação de serviços, que, na opinião do banco central britânico, fornece uma visão melhor dos riscos da inflação no médio prazo, foi de 5,7%.

O valor foi inferior aos 5,9% registrados em abril, mas superior aos 5,5% previstos pelos economistas em uma pesquisa da Reuters ou aos 5,3% estimados pela autoridade monetária no mês passado.

“A inflação de serviços continua em alta, (o que) acreditamos que elimina qualquer chance remanescente de que o Comitê de Política Monetária possa anunciar um corte nos juros amanhã”, disse Cathal Kennedy, economista sênior na RBC Capital Markets.

A queda na inflação anual ao consumidor em relação à leitura de 2,3% de abril – em linha com as expectativas dos economistas – levou-a ao seu nível mais baixo desde julho de 2021 e marca um declínio acentuado em relação à máxima de 41 anos de 11,1% em outubro de 2022.

A queda foi mais acentuada do que na zona do euro ou nos Estados Unidos, onde a inflação ao consumidor em maio foi de 2,6% e 3,3%, respectivamente, revertendo as preocupações de um ano atrás de que a inflação britânica estava se mostrando excepcionalmente rígida.

A inflação começou a aumentar na maioria das economias ocidentais no segundo semestre de 2021 devido a gargalos causados pela pandemia da Covid-19 e, em seguida, acelerou depois que a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022 fez com que os preços de energia disparassem.

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