Por Walter Poladian Filho, consultor de investimentos e planejador financeiro do Criando Riqueza.

Precisamos aprender a extrair o máximo dos serviços que contratamos, tendo sempre o cuidado de aprender algumas coisas importantes para gerenciar melhor o nosso dinheiro. Uma delas é estar atento aos custos operacionais envolvidos nos serviços financeiros que utilizamos.

Conta digital

Apesar de muita gente ainda não conhecer as contas digitais (ou eletrônicas), elas existem, e estão disponíveis no Banco do Brasil, no Bradesco e no Itaú. São contas que oferecem uma série de serviços sem cobrar nenhuma tarifa.

A única exigência é que toda movimentação seja eletrônica, ou seja, via internet banking (site do banco), atendimento telefônico, caixa eletrônico ou aplicativos para tablet e celular (as opções variam conforme os bancos). Se buscar o contato pessoal na agência, será tarifado.

Ótima opção para o pequeno investidor, que assim consegue evitar o pagamento de taxas de DOCs e TEDs nas transferências de recursos para a corretora.

Isenção de tarifas

Como sei que nem todo mundo pode ou quer abrir mão do contato pessoal com o banco, escrevo para os leitores que preferem ter os serviços de uma agência e de um gerente bancário para atender suas necessidades financeiras no dia a dia, e precisam pagar mensalidade (tarifa bancária de conta corrente) referente ao pacote de serviços do banco e anuidade do cartão de crédito.

O valor dessas tarifas varia de banco para banco, de segmento para segmento (varejo, alta renda, private…), de cartão para cartão (Silver, Gold, Platinum…) e de pacote para pacote (talão de cheque, quantidade de TEDs…).

Leitura recomendada: Aprenda a fugir das pegadinhas que acabam com o seu dinheiro

Os bancos oferecem isenção de custos em alguns casos, como conta-salário, conta universitária e quando há comprovação de determinada renda mensal, porém, o mais comum é atrelar a dispensa de tarifa a um valor mínimo de investimento em produtos do banco.

Se hoje você paga tarifas, verifique com seu gerente se consegue isenção ou redução nos valores cobrados por se enquadrar em algum caso que dê direito a esse benefício, afinal, “quem não chora, não mama!”

Como avaliar se vale a pena investir pelo banco?

O primeiro passo é verificar o valor mínimo necessário para garantir a isenção ou a redução das tarifas.

O segundo passo é checar quais são os investimentos disponíveis para esse valor, lembrando que, nos grandes bancos, os produtos diferem conforme a aplicação inicial. Quanto maior, melhor. Um dos meios para verificar essa informação é recorrer ao seu gerente ou acessar o site do banco na área de investimentos.

Para seu “colchão de liquidez” – aplicação para atender às necessidades de curto prazo –, recomendamos ter pelo menos o valor que representa seis vezes seu gasto mensal médio investido em um CDB, em um Fundo DI de liquidez diária ou em títulos do Tesouro Selic (que têm liquidez em D+1).

Como são investimentos de renda fixa com rentabilidade pós-fixada atrelada ao CDI, que acompanha a taxa de juros da economia (Selic), hoje em 14,25% ao ano, é possível fazer uma simulação aproximada de rendimentos e comparar os retornos anuais entre eles.

Veja qual é a rentabilidade média (em %, do CDI) oferecida no CDB e no Fundo DI do seu banco e compare com a rentabilidade do Tesouro Selic oferecida pelo banco ou por uma corretora independente (que costuma ter custo bem menor).

Curso de finanças recomendado: Investimentos para Leigos – Você no controle das suas finanças

E caso opte por investir uma parte também em LCA ou LCI, aplicações que possuem carência mínima de 90 dias, as taxas de retorno oferecidas nas corretoras deverão ser bem mais atrativas que as dos grandes bancos. Lembre-se de que essas letras de crédito são isentas de Imposto de Renda.

Conclusão

Aprenda a comparar as aplicações disponíveis no mercado para que possa fazer a melhor escolha. Mas lembre-se de descontar os custos anuais que teria com o banco ou com a corretora para chegar ao retorno líquido efetivo com os investimentos. É esse valor que vai lhe ajudar a tomar a melhor decisão!

Se conseguir obter retorno superior em produtos fora do banco, em corretoras independentes, em que a diferença cubra os valores das tarifas dos bancos, escolha essa opção. Caso contrário, invista uma parte de seu patrimônio no banco, pela comodidade, e outra parte na corretora, para garantir melhor rentabilidade.

Nota: Esta coluna é mantida pelo Criando Riqueza, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Criando Riqueza
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários