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Investir tempo, energia e esforço por uma boa negociação

por Ricardo Pereira
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Investir tempo, energia e esforço por uma boa negociaçãoValdemar Engroff comenta : “Ricardo, é lamentável quando, em certas grandes redes (pelo menos aqui no Rio Grande do Sul é assim), se pretende fazer uma compra à vista e não há o devido desconto.

A primeira proposta é sempre o parcelamento em 10 ou 12 vezes SEM JUROS. Em termos legais e de direito do consumidor, o se pode fazer neste caso? O jeito é mesmo pechinchar?”

Esse é o típico caso em que as lojas de departamento e as grandes redes mostram qual é o seu verdadeiro negócio.

A venda de carnês (leia-se dinheiro[bb]) e o ganho auferido com esse negócio é o que motiva as lojas a oferecer sempre a opção de venda a prazo.

Aparentemente, não há nada de errado com a “oferta”, mas quando ela é tentadora e parcelada em inúmeras vezes torna-se perigosa.

Sob o aspecto legal, acho melhor buscar orientação nos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon de sua cidade ou mesmo o Idec ( Instituto de Defesa do Consumidor). Entretanto, a oferta é lícita e não fere seu direito de negociar – particularmente acredito que a força do consumidor deve se dar de outra forma, com energia, negociação e uma dose de perseverança.

Primeiro, brigue pelo desconto. Sempre!

A lógica diz que se o preço a vista é o mesmo do preço parcelado, existe margem (muita margem) para negociar e conseguir o bom e velho desconto.

Muito provavelmente ao pedir o desconto ao vendedor, este o negará e fará de tudo para dissuadi-lo da possibilidade de comprar à vista.

Nessa hora, vale a pena colocar em prática a pesquisa em outros lugares, que servirão de argumentação.

Mais, se o desconto não foi concedido, passe para uma abordagem mais contundente, agressiva, mas sempre educada e séria (interessada): solicite a presença do gerente e insista!

Então explique, critique e apresente as suas propostas

Quando o gerente chegar, aja de forma firme e explique que fez uma boa pesquisa de preços e conseguiu identificar outros locais com melhores condições comerciais.

Passe, então, a valorizar seu relacionamento com a loja, explicando que, como cliente da loja, gostaria de obter mais vantagens no valor do bem desejado.

Jogue ao gerente a responsabilidade de explicar porque o valor à vista é o mesmo do valor parcelado. Negocie e mostre que você sabe que há margem para concessão do desconto.

Mostre-se controlado, mas decidido a sair da loja de mãos abanando – e faça isso se for preciso.

A prática demonstra que a firmeza e a contundência, aliadas à informação e educação, são, nessa hora, responsáveis para o sucesso[bb] e a eficiência na solicitação dos descontos e nas boas negociações. Deixe a preguiça de lado.

Portanto, fuja do parcelamento. Pague à vista!

Se a conversa não der em nada e a loja se mostrar realmente irredutível, use a maior arma existente em um país que valoriza o livre comércio: procure outra loja.

Considere avaliar os preços e condições de compra também na Internet, porque muitas empresas oferecem desconto à vista no boleto e frete grátis. Muitas mesmo.

Com certeza encontrará bons negócios na loja ao lado ou no site de comércio eletrônico que seu amigo indicou.

O importante é ter consciência que, nesse momento, o pior seria pagar um alto preço ou parcelar, usando o crédito, simplesmente por falta de coragem e iniciativa.

Pequenos valores, grandes negócios!

A importância que pequenos valores ganham, se bem empregados no decorrer do tempo, mostra como a barganha e a busca por desconto precisam se tornar hábitos no Brasil.

Atualmente, poucas pessoas se atrevem a lutar pelo seu futuro financeiro, optando apenas pela satisfação imediata.

Pois é, em geral somos despreparados financeiramente. Mas o pior não é isso. O desinteresse é que muito me desanima. Se precisamos mudar, o que estamos esperando?

Aqueles que possuem sucesso financeiro[bb] e chegaram à independência criaram esse hábito importante e fazem dessas lições diferenciais de sucesso.

Não espere mais. Agora é com você. Vamos transformar o Brasil com nosso exemplo? Utilizem o espaço de comentários para compartilhar suas experiências em busca do descontos.

O que funcionou? Que idéia tem para negociar melhor? Seja o resultado positivo ou não, só o fato de dividirmos as lições mostrará nossa força. Até a próxima!

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Ricardo Pereira
é educador financeiro e palestrante, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama.

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