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Jogadores precisam “sentir mais” a camisa da seleção brasileira, diz novo técnico Dorival Júnior

Dorival chega à seleção para o lugar de Fernando Diniz, que comandou a equipe por apenas seis partidas

por Reuters
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Os jogadores da seleção brasileira precisam se dedicar mais e sentir o peso da camisa amarela para o Brasil dar a volta por cima e sair do atual momento difícil, especialmente nas eliminatórias para a Copa do Mundo, disse nesta quinta-feira o novo técnico Dorival Júnior.

Com um discurso de tom ufanista em sua primeira entrevista coletiva como comandante da equipe, o treinador recorreu a máximas do recém falecido Zagallo, um dos maiores entusiastas da seleção brasileira. Dorival pediu apoio de todos, inclusive da crônica esportiva, e, especialmente, da torcida para que o Brasil recupere grandes momentos, vitórias e títulos.

“Peço que cada um assuma cada vez mais sua responsabilidade. Isso vai ajudar na nossa recuperação. Não é a seleção de um treinador, é a seleção do povo e temos que ajudar e sentir mais isso“, disse o técnico em entrevista na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após assinar contrato até o fim de 2026.

“O atleta tem que entender que essa camisa (do Brasil) é pesada… Quero que cada um assuma sua responsabilidade, tem que sentir mais à camisa da seleção. Essa é uma lição deixada por Zagallo e tem que ficar marcada. Não pode deixar de ter gana, garra e vontade de ganhar a todo momento“.

Dorival chega à seleção para o lugar de Fernando Diniz, que comandou a equipe por apenas seis partidas, com duas vitórias, um empate e três derrotas seguidas. Inicialmente a CBF sonhava com o técnico Carlo Ancelotti para este ano, mas o italiano preferiu renovar seu contrato com o Real Madrid.

(Imagem: Reprodução/REUTERS/Adriano Machado)
(Imagem: Reprodução/REUTERS/Adriano Machado)

O novo treinador tem diversos títulos conquistados por diferentes clubes, tendo sido campeão da Copa do Brasil pelo São Paulo no ano passado e também conquistado a mesma competição e a Copa Libertadores um ano antes pelo Flamengo.

O ex-jogador, de 61 anos, conquistou no total 14 títulos ao longo da carreira de técnico e revelou muitos jogadores de destaque pelos diversos clubes que dirigiu.

Neymar

Em 2010, quando dirigia o Santos do então iniciante Neymar, o técnico teve um discussão com o atacante que culminou com a sua saída do clube paulista.

Dorival disse que considera o assunto superado e entende que o craque brasileiro, que se recupera de lesão no joelho, ainda pode ser muito útil à seleção, embora a equipe precise aprender a jogar sem o seu camisa 10.

“O Brasil tem que aprender a jogar sem Neymar, entendendo que o momento dele é de lesão. Mas tem que saber que temos um dos três melhores jogadores do mundo neste momento, e que temos que aproveitá-lo. Neymar é muito importante, desde que recuperado, em condições e totalmente focado”, disse.

“Não tenho problema nenhum com o Ney. A proporção que tomou aquela situação foi além do que esperávamos, desnecessariamente. Desde aquele momento, após a partida, já estávamos conversando. A diretoria do Santos tomou posição, eu respeitei, apenas isso. Mas com o atleta nunca tive nenhum tipo de problema, pelo contrário. Todas as vezes que nos encontramos foi sempre situação muito positiva”, acrescentou.

Dorival irá estrear à frente da equipe em um amistoso contra a Inglaterra, em 23 de março. O Brasil também enfrentará este ano Espanha e México em amistosos, além da disputa da Copa América dos Estados Unidos e dos jogos das eliminatórias.

O país ocupa a incômoda sexta posição nas eliminatórias para a Copa do Mundo, com apenas duas vitórias em seis partidas. Os seis primeiros se classificam para a Copa diretamente, ao passo que o sétimo vai para uma respescagem.

(Imagem: Reprodução/X´s/@neymarjr)
(Imagem: Reprodução/X´s/@neymarjr)

Dorival classificou a situação brasileira como difícil, mas disse que o país tem valores para se recuperar.

“É um momento difícil, mas nada impossível de se reverter rapidamente. O futebol brasileiro pode se reencontrar e voltar a vivenciar um grande momento, com vitórias e conquistas”, afirmou.

O treinador disse que não tem um esquema pré definido para a seleção, e prometeu dar oportunidade aos melhores jogadores, independentemente da idade ou de onde jogam, se no Brasil ou no exterior.

“Nosso campeonato é tão difícil quanto lá fora, o nível de dificuldade é alto e vou fazer o máximo para ter os melhores, quer estejam na Inglaterra, Espanha, Portugal ou aqui“, afirmou.

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