Na semana em que o Banco Central se reúne para determinar a nova taxa de juros no país, economistas cortaram a projeção para a Selic de 13,75% para 13,50% neste ano, segundo Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (17).

O centro das expectativas de analistas consultados pela agência internacional Bloomberg, indica que a Selic cairá dos atuais 14,25% ao ano para 14% ao ano já no encontro desta quarta-feira (19) do Copom (Comitê de Política Monetária do BC), o penúltimo previsto para o ano.

A mudança na estimativa ocorre após a Petrobras anunciar, na última sexta-feira (14), a redução dos preços da gasolina e do diesel nas refinarias, o que deve aliviar a inflação neste ano, contribuindo para que o BC diminua a taxa de juros no país, na avaliação de analistas.

A perspectiva para a inflação recuou de 7,04% para 7,01% neste ano e caiu de 5,06% para 5,04% em 2017. Já em 2018 a estimativa é que o IPCA (índice oficial de preços) convirja para o centro da meta do governo, de 4,5% ao ano.

O Boletim Focus divulgado nesta segunda também trouxe projeções piores para o PIB (Produto Interno Bruto). A retração estimada para este ano passou de 3,15% para 3,19%.

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Juros dos bancos públicos já são maiores do que os de instituições privadas

Segundo levantamento divulgado pelo jornal o Estado de São Paulo, os bancos públicos foram na contramão da concorrência e ajustaram gradualmente o juro cobrado dos clientes nos últimos meses.

O movimento foi suficiente para mudar radicalmente o ranking do crédito do Banco Central. Se no passado o recente Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal operavam os juros mais baixos, agora as duas instituições já cobram algumas das maiores taxas.

Entre os cinco maiores bancos, o BB tem o maior juro no financiamento de veículos e a Caixa opera o segundo maior no crédito rotativo do cartão de crédito.

Após o estouro da crise em 2008, bancos estatais foram protagonistas quando os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff incentivaram o consumo via queda de juros.

O plano, porém, mudou. No ano passado – ainda no governo Dilma – os dois bancos federais começaram a elevar lentamente os juros em reação à subida da taxa Selic e diante de necessidade de melhorar a estrutura de capital, como revelou o Estado no início do ano.

Com a chegada de Michel Temer ao Palácio do Planalto, o movimento ganhou velocidade. Em maio, ele indicou Paulo Caffarelli para a presidência do BB e Gilberto Occhi para a Caixa.

Sob o novo comando, os dois bancos adotaram o discurso de recompor receitas para recuperar a rentabilidade perdida nos anos anteriores. Agora as instituições já exibem juros bem próximos dos concorrentes.

Para o economista Roberto Troster, sócio da Troster & Associados, a mudança da política do BB e Caixa é o reconhecimento de que a persistência dessa ação mais agressiva poderia colocar em risco o futuro dos próprios bancos estatais.

“Essa recomposição acontece porque o governo viu que, se não mudasse, os bancos iriam quebrar. Afinal, precisam de lucro para continuar emprestando”, disse.

Receita libera 5º lote para consulta da restituição do imposto de renda

A Receita Federal libera nesta segunda (17) o pagamento do quinto lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física de 2016.

O depósito do crédito bancário referente a este lote totaliza R$ 2,7 bilhões. Ao todo, 2.221.405 contribuintes serão contemplados.

Têm preferência para receber a restituição os 25,150 idosos e 3.111 deficientes físicos, mentais ou portadores de alguma moléstia grave. O valor recebido por estes grupos soma R$ 111.469.566,87.

A restituição ficará disponível por um ano no banco.

Se o resgate não for feito nesse prazo, o contribuinte deve solicitá-la pela internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF (Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física).

Para saber se teve a declaração foi liberada, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal ou ligar para o número 146.

Inconsistências de dados ou outros problemas podem ser identificados no extrato da declaração disponível on-line.

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Mercado financeiro

A semana começa com cautela, acompanhando os mercados no exterior e aguardando a reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) do Banco Central que deverá iniciar um ciclo de baixa na taxa Selic.

O Ibovespa principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, operava às 11h19 em alta de +0,08% com 61.819 pontos. O dolar registrava queda de -0,34%, sendo negociado por R$ 3,19.

Redação Dinheirama
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