Quando falamos em investimentos, normalmente o foco, por razões óbvias, são as indicações daqueles nos quais devemos aplicar o nosso dinheiro para fazê-lo render. Pode ser uma aplicação financeira ou a oportunidade de um negócio por exemplo. Mas é preciso considerar que fazer o dinheiro render e usá-lo com sabedoria também requer outro tipo de atitude: conhecer em que tipo de coisas não devemos colocar o nosso dinheiro ou, caso o coloquemos, que seja com conhecimento de causa e uma série de cuidados, assim não corremos risco de desperdiçar o que nos é tão valioso!

Desta vez resolvi citar três opções que requerem o máximo de nossa atenção caso apareçam em nossas frentes em algum momento da vida, seja por conta de um gerente de banco, da indicação de algum amigo, ou algo do tipo. Já vi muita gente colocando dinheiro nestas coisas sem saber ao certo o que estava fazendo. Tanto é que com algumas simples perguntas estas pessoas já se mostravam perdidas e sem entender o porquê de terem colocado dinheiro ali.

Mas você está aqui no Dinheirama nos acompanhando. Portanto, já terá mais conhecimento para decidir suas aplicações de forma sábia e segura e fugir de alguns micos. Lembre-se também que todo investimento tem seu lado B, ou seja, eventuais riscos, por isso contar com informação adequada é essencial sempre. Vamos lá?

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1. Planos de Previdência

Quem investe em um plano de previdência normalmentez o faz visando o longo prazo e objetivos importantíssimos como a aposentadoria, por isso não vale escolher qualquer alternativa. É importante, aliás, avaliar se um plano de previdência é de fato a melhor opção considerando este objetivo. Por que digo isso?

Primeiramente porque muitos planos têm, além da taxa de administração, uma taxa de carregamento que é cobrada de cara. Ou seja, mal você coloca o dinheiro e um percentual dele já é retirado para arcar com o custo da empresa, pois a taxa incide sobre as contribuições. Uma taxa de 1%, por exemplo, significa que a cada R$ 100,00 investidos, R$ 1,00 será retido.

Além disso, apesar da propaganda massiva dos planos PGBL, no qual é possível deduzir até 12% do valor no Imposto de Renda,  nem todo mundo explica que este IR será cobrado no futuro, em formatos diferentes de acordo com a sua escolha. Ou seja, você aplica um dinheiro achando que receberá X, mas receberá Y.

Caso você não use esta “economia” feita com a dedução para aumentar o dinheiro de alguma forma (investindo por exemplo), tenderá a ganhar menos do que pensava no futuro. Como estas coisas não ficam muito claras na hora da contratação é preciso tomar um cuidado extra e avaliar se é melhor investir nisso mesmo ou em outras opções. Compare sempre!

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2. Títulos de capitalização

Pode parecer bobagem falar sobre títulos de capitalização, mas é o tipo de coisa que se realizada de forma frequente e durante muito tempo acaba gerando um grande desperdício de dinheiro.

E neste caso, convenhamos, não há quem não tenha recebido uma oferta de título de capitalização em algum momento da vida financeira. Os bancos, aliás, adoram oferecer esta alternativa dizendo que se tratam de uma espécie de “poupança”, e muita gente aceita! O problema é que a opção fica longe de ser vantajosa quando comparada a outras no mercado.

Funciona assim: você compra um título de capitalização e ele vai “rendendo” durante o período estipulado. Neste período há sorteios de algumas coisas, como eletrodomésticos, carros, imóveis, viagens. Se a pessoa for sorteada, ótimo! Mas como não podemos contar com a sorte neste caso (seria a mesma coisa de apostar na loteria e ficar esperando), o ideal é avaliar o produto por si só. 

O que acontece é que, ao final do período determinado, o comprador do título recebe o valor que investiu com o reajuste combinado. Porém, há uma série de taxas de administração bastante altas, que comem a rentabilidade. E em alguns casos, se a pessoa resgatar antes do prazo, também receberá menos dinheiro. Há outros casos que, mesmo resgatando no prazo, a pessoa recebe um percentual menor do que o valor investido (70% por exemplo), tendo que contar com a sorte de fato para ser sorteada no meio do caminho e ganhar algo extra, senão terá ainda mais prejuízo. Avalie outras opções

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3. Franquias

Finalmente, vamos falar de investimento em negócios. As franquias costumam ser uma das primeiras opções de quem decide empreender e não tem muita experiência, e obviamente elas podem trazer uma série de vantagens, especialmente quando se tratam de negócios já bem estabelecidos. Por outro lado, é preciso pesquisar muito bem antes de colocar o seu rico dinheirinho em uma delas. Isso porque há franquias de todos os tipos, inclusive aquelas que já se vendem no mercado mesmo sem ter o negócio consolidado.

Conheci uma, por exemplo, que estava há menos de um ano no segmento, ainda cheia de dúvidas e gaps, e ainda assim oferecia franquias, cobrando uma taxa inicial e ainda vendendo seus produtos para os franqueados. Ou seja, um ganho duplo por parte de quem vende, mas e quem compra? Onde estão as garantias e a segurança de investir em algo assim?

Além disso, é preciso considerar que há pouca flexibilidade, eventuais pagamentos de royalties mensais, localização forçada do negócio (já que muitas vezes a franquia já tem gente operando nas regiões que interessam), e etc. Ou seja, o que pode ser uma oportunidade também pode trazer muita dor de cabeça se você não fizer a lição de casa! Portanto, esqueça o comodismo e, caso pretenda investir, pesquise, avalie, compare e tome sua decisão de forma clara e segura. Seu bolso e seus planos futuros agradecerão!

Janaína Gimael
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