Por Gustavo Chierighini, publisher da Plataforma Brasil Editorial.

Caro leitor, desta vez vou deixar a ainda incerta e turbulenta seara das questões econômicas (tentando esquecer o tranco que será colocar em dia a nossa situação fiscal) para abordar um pouco sobre aquilo que coloquialmente poderia denominar como “micro-microeconomia” – em resumo, a vida econômica como ela é, contemplando a maioria de nós, simples mortais, pagadores de impostos.

A começar pela minha própria trajetória até aqui – desde que decidi abandonar a rotina, benefícios e complicações da vida executiva e decidi empreender –, me deparo com a questão sobre o que nos impulsiona a seguir em frente, independentemente dos desafios e contratempos.

Creio que assim como a maioria dos empreendedores e outros profissionais que resolveram assumir as rédeas do próprio destino ou carreira, eu poderia destacar uma longa série de motivos para prosseguir. Eles são muitos, felizmente.

Há a necessidade de realização, os anseios materiais, o reconhecimento público, familiar e o do “espelho” (o mais importante e íntimo), o desejo por segurança e o legado. E, dentre todos, enxergo neste último o mais importante, aquele que garante a maior mobilização de força, estímulo e resiliência.

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Nenhum outro consegue ser tão contundente, auto justificável ou tão semelhante à uma causa. Com o legado, seremos capazes de deixar a nossa marca, a nossa obra, por mais singela que ela possa ser.

Contudo, e aqui peço desculpas ao leitor mais sensível pelo ponto de inflexão do texto, nada acontecerá sem dinheiro. Sim, eu sei que pular da poesia para a “vida como ela é” não é uma transição simples. Mas ela precisa ser feita.

Lamento pela rudeza, mas sem recursos até mesmo o mais bem-intencionado dos pais correrá o risco de não materializar o seu propósito afetivo. Não é fácil estar presente, proteger, oferecer bons exemplos e formar adequadamente com a corda no pescoço, “correndo atrás do prejuízo” dia após dia.

Sim, caro leitor, existem muitas exceções, mas, convenhamos, exceções são exceções e a maioria de nós segue a regra. Então, por quê arriscar?

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Sem dinheiro, não há saúde que se sustente na velhice; e nem mesmo na meia idade, que é quando a maioria dos empreendimentos ainda demandam muitos dos seus fundadores e muitas carreiras ainda não conheceram a realização plena.

Sem reservas, não há paciência que supere a fase de maturação que todos os bons e sólidos negócios exigem. E sem grana, a sua educação não será totalmente completa.

Precisamos, de uma vez por todas, abandonar a negação atavicamente cultural que nos persegue em demonizar o gosto pelas conquistas financeiras, porque sem elas poucas outras conquistas poderão ocorrer.

Se queremos ir além da retórica, do comportamento honesto e correto (que nada mais é do que a obrigação de todos nós) e do proselitismo barato de uma vida livre das pressões materiais (politicamente corretos, me desculpem), precisamos de dinheiro e educação financeira.

Um “futuro melhor” será inviável sem esse movimento. Neste sentido, você está no lugar certo, e bem acompanhado com os amigos do Dinheirama. Persevere neste sentido. Até o próximo!

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Plataforma Brasil
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