Leitura Dinheirama - Revista Veja 2037Revista Veja
Edição 2037 – Ano 40 – Nº. 48
5 de dezembro de 2007

O Leitura Dinheirama dessa semana começa com força total. Hoje serão comentadas reportagens da revista Veja. No decorrer da semana abordaremos as interessantes matérias da revista Exame, de circulação quinzenal. Como sempre, o foco são os textos relacionados à economia, finanças pessoais[bb] e conjuntura econômica nacional e internacional. Não trata-se de uma resenha ou de uma abordagem comercial, mas da popularização da opinião e do acesso à boa informação.

A Liga da salvação do Capitalismo – Os países ricos já sofrem os efeitos da crise imobiliária americana e podem amargar um impacto ainda mais drástico se a maior economia do mundo entrar em recessão. Oh, e agora quem poderá nos defender? Quem pensou em super herói esta muito enganado. Na verdade, a aposta mundial que pode representar a tábua de salvação do mundo de uma período de vacas magras é composta justamente dos países que há bem pouco tempo eram os grandes vilões do mundo.

Brasil, Rússia, Índia e China, grupo identificado pela sigla Bric, venceram o atraso econômico graças às reformas a que se impuseram e hoje lideram o crescimento mundial. O mundo passa por uma conjunção rara de fatores que, segundo Simon Johnson, economista chefe do FMI, deixam a economia em situação sombria:

“Lidamos com o potencial de uma colisão entre uma crise financeira do século XXI e um choque do petróleo, ao estilo do ocorrido na década de 70”

Seria como se uma tempestade perfeita (termo utilizado a partir de 1991, quando uma portentosa tempestade vinda do Atlântico Norte causou mortes e prejuízos de mais de 200 milhões de dólares) atingisse o mundo. A revista chega à seguinte conclusão:

“As economias modernas gastam apenas metade do petróleo de que precisavam há quarenta anos para cada dólar (deflacionado) de riqueza que produzem hoje. Mas ainda assim, a 100 dólares o barril e sem perspectiva de queda drástica, o petróleo é um fator a ser considerado na formação da tempestade perfeita”

Outro fator preponderante é a crise americana. A complicada questão do mercado imobiliário pode trazer um gosto amargo que a princesa do capitalismo, a economia norte-americana, não sentia desde 2001. Além desses dois fatores, como se por si só não fossem suficientes, a letargia européia e o marasmo japonês traduzem o triste cenário que o mundo enfrenta. Dessa forma, a esperança fica mesmo diante do grande crescimento dos novos países emergentes[bb].

Fonte dos Poderes.
O crescente número de consumidores aquece o mercado mundial e traz inúmeras oportunidades de negócio e crescimento, especialmente em países como Brasil, China e India. A revista destaca este acontecimento como parte de uma grande roda de poder da nova economia que se desenha:

“A fonte dos poderes passa por uma fase inédita de prosperidade, decorrente da abertura ao comércio mundial, do incentivo à iniciativa privada e da conseqüente inserção de 3 bilhões de novos consumidores no mercado mundial”

Vejamos alguns números do BRIC:

CHINA
PIB: 3,2 trilhões de dólares
Crescimento anual: 11,5%
População: 1,3 bilhão de habitantes
Extensão: 9,5 milhões de km²

INDIA
PIB: 1 trilhão de dólares
Crescimento anual: 9%
População: 1,1 bilhão de habitantes
Extensão: 3,2 milhões de km²

RUSSIA
PIB: 1,2 trilhões de dólares
Crescimento anual: 7%
População: 140 milhões de habitantes
Extensão: 17 milhões de km²

BRASIL
PIB: 1,3 trilhões de dólares
Crescimento anual: 4,5%
População: 190 milhões de habitantes
Extensão: 8,5 milhões de km²

Cartões – O triunfo do dinheiro de plástico. Cerca de 60 milhões de brasileiros usam ao menos um tipo de cartão. Hoje existe a possibilidade de pagar desde dentistas até engraxates através do cartão de crédito[bb]. Vejamos algumas relevantes informações sobre este mercado e seu potencial futuro:

  • Mercado legal. A popularização dos cartões atraiu milhões de brasileiros para formalidade;
  • Mesada eletrônica. Perdulários, os adolescentes sãos os principais alvos em potencial para as administradoras;
  • Doleiro de bolso. Turistas brasileiros já gastam mais com cartões do que com dinheiro vivo no exterior;
  • O motor da Internet. Três em cada quatro compras on-line são feitas com dinheiro “de plástico”;
  • Mais do que simplesmente vender. Lojas usam cartões próprios para conhecer melhor os consumidores;
  • Crédito verde. As versões de afinidade agora oferecem benefícios e apelam para causas ecológicas;
  • A serviço do contribuinte. Cartões do governo atenuam o peso da burocracia estatal e a tornam menos emperrada.

Obrigado pela companhia pessoal e até a próxima. Vem ai a revista Exame, que traz edição especial sobre globalização e fenômenos de sustentabilidade mundial.

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Ricardo Pereira é Analista Financeiro Sênior da ABET Corretora de Seguros, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama.

Ricardo Pereira
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