Lições de planejamento para as fériasFérias. Escrevo este artigo em uma folha de papel timbrado com as inscrições do hotel. Férias. Escrevo este artigo na bela área de recepção do Hotel Panamericano de Bariloche. Férias. Escrevo este artigo enquanto recebo a notícia de que os vôos para Buenos Aires e São Paulo não estão confirmados. As férias são, em todos os aspectos, um reflexo do bom planejamento e de alguma paciência.

É a primeira vez que abordo o assunto “férias” no Dinheirama. Não é por acaso: depois de muito tempo sem desfrutar desta necessária pausa, decidimos, eu e minha amada namorada, que merecíamos alguns dias de descanso e novas experiências. A semana passou rápido, mas soubemos aproveitá-la com muita intensidade, alegria e inteligência financeira[bb].

Inteligência financeira, como assim?
Como você já deve imaginar (ou saber), viajar não está nada barato. Não raro, ouvimos diversos turistas dizendo: “Mas está fácil pagar. Podemos parcelar a viagem e usar o cartão de crédito para as compras”. É verdade, mas será que isso é mesmo inteligente? Será este o jeito mais econômico de viajar e curtir as férias? Decidimos fazer diferente.

Férias com começo e fim!
A palavra-chave é planejamento. Nossas férias começaram muito tempo antes da viagem propriamente dita. Começamos a formar uma poupança para a viagem e seus gastos ainda em outubro de 2006. Desde então, decidimos poupar e investir[bb] mensalmente uma quantia fixa de dinheiro com alguns objetivos nobres em mente:

  1. Adquirir um bom pacote de turismo em meados de 2008;
  2. Embarcar com a tranquilidade de ter pago toda a viagem à vista e com desconto;
  3. Formar caixa para comprar moeda estrangeira e também pagar eventuais passeios fora do pacote, além da fatura do cartão de crédito;
  4. Criar o hábito de planejar bem as férias.

Vejamos mais detalhes de cada uma destas metas e sua importância geral:

1) Adquirir um bom pacote. Viajar de férias significa viver momentos agradáveis e felizes junto das pessoas que amamos. Assim é nossa definição particular. A escolha da operadora de turismo[bb] e do pacote de viagem são fundamentais para que voltemos com apenas ótimas recordações e para o sucesso da viagem. Isso significa, então:

  • Analisar muito bem as opções de hotel, visitando seus sites na Internet e procurando pessoas que já ficaram hospedadas lá. Peça fotos ao seu agente de turismo e procure por opiniões também em blogs e sites de viagem;
  • Discutir os detalhes inclusos no pacote e os custos de aquisição de passeios e participação em eventos, shows etc. Faça isso antes de assinar o contrato, antes de embarcar. A operadora oferece preços melhores ou iguais aos cobrados dos turistas independentes? Há facilidades (transporte, alguma foto inclusa etc.) que justifiquem a contratação antecipada?
  • Existem profissionais da companhia sediados nos lugares para onde você vai viajar? Qual a política de devolução do dinheiro e reclamação usada pelo agente contratado? Há algum contrato de risco em algum passeio?
  • Se o pacote parece muito barato, desconfie. Pode ser que existam poucos passeios inclusos. Além disso, o hotel não deve ser nada bom e a companhia aérea utilizada pode ser motivo de aventura no aeroporto (voamos Aerolíneas Argentinas e vivemos isso na pele).

2) Pagar a viagem antes de desfrutá-la. Particularmente, considero este item essencial para que as lembranças das férias sejam as melhores possíveis. Viajar, curtir, comprar e, na volta ao Brasil, ainda ter que encarar um carnê ou débito mensal prologando não soa como boa lembrança das férias para mim. A esta altura, você já deve ter um orçamento doméstico[bb], certo?

Como costumo dizer, o ideal é “voltar zerado”. Isto é, negocie o valor do pacote, pague à vista antes de embarcar e ao voltar só se preocupe com as histórias a serem contadas para toda a família, com as fotos a serem reveladas e passe a pensar (planejar) na próxima viagem.

3) Formar caixa para pagar tudo aquilo que não está incluso no pacote, incluindo moeda estrangeira. A idéia é a mesma do que abordei no item acima: usar a formação de poupança para pagar também as despesas, passeios e compra de dólar para a viagem. No nosso caso, cerca de 20% do valor total do pacote foram gastos com passeios e despesas extra-pacote.

A sugestão então é: prepare-se antecipadamente para estas despesas, pois elas existem e podem detonar suas finanças. Veja você que nós pensamos até no dinheiro para a revelação das fotos e para a volta para casa do aeroporto (afinal, moramos no interior).

4) Criar o hábito de planejar as férias. Eu poderia estender muito mais os itens citados neste artigo e escrever muitas outras dicas, mas a missão aqui é outra: defender o planejamento como uma ferramenta de apoio dentro das famílias. Só assim fica fácil acreditar que a disciplina e a organização são os verdadeiros responsáveis pelas tão desejadas liberdade e independência financeira[bb].

Fica o convite para que você experimente planejar melhor suas atitudes. Planeje desde as pequenas viagens até as aquisições mais caras de bens (carros, imóveis etc.). E faça isso ao lado de sua família, para que todos possam viver juntos a importante mudança de hábito e desfrutar, de verdade, de tudo que o dinheiro pode proporcionar.

PS: O artigo foi escrito na terça-feira passada, dia 29 de julho. Ufa, já estamos de volta ao Brasil. A viagem para a Argentina foi ótima e já começamos nossos investimentos para a próxima grande viagem. Destino? Ainda não sabemos. Quando? 2010. Porque planejar é preciso!

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Crédito da foto para stock.xchng.

Conrado Navarro
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