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Marketing, Internet e o “choque do conteúdo”

por André Massaro
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Marketing, Internet e o “choque do conteúdo”

Olá leitor do Dinheirama! Vou começar este artigo fazendo uma rápida apresentação de um “fato novo”. Se vocês repararem na minha assinatura lá embaixo, verão que agora estou identificado, entre outras coisas, como “membro do Conselho Editorial do Dinheirama”.

Esse conselho editorial, que ainda não está completo e não foi formalmente anunciado (será em breve), é fruto de várias conversas nossas (eu, a equipe do Dinheirama e outros parceiros que são blogueiros e jornalistas da área de economia e finanças) sobre a proliferação desenfreada de conteúdo de finanças pessoais (e também outros assuntos) que estamos presenciando nesses últimos anos.

Frequentemente vemos conteúdo de excelente qualidade surgindo por aí, mas muitas vezes o que vemos são coisas redundantes, irrelevantes, incorretas ou até mesmo potencialmente danosas aos leitores.

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Não sabemos da existência de outros blogs que tenham um conselho editorial (ao menos não no Brasil), mas criamos o conselho do Dinheirama para ajudar a orientar a linha editorial geral e também o próprio desenvolvimento do conteúdo. Acreditamos que é um passo importante e que isso contribuirá para manter o alto nível de qualidade deste espaço.

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Choque do Conteúdo

Achei interessante fazer essa pequena introdução informal do conselho, pois o momento é mais que oportuno. Nesses últimos dias, um assunto que tem “fervido” nos sites e blogs de marketing dos EUA é algo que está sendo chamado de “Choque do Conteúdo”.

A expressão foi cunhada pelo consultor, escritor e guru de marketing americano Mark Schaefer em um artigo publicado alguns dias atrás no seu blog, chamado (tradução minha) “O choque do conteúdo: Por que o marketing de conteúdo não é uma estratégia sustentável” (clique para ler).

Sem entrar em grandes detalhes (sugiro a leitura do artigo original), o argumento do autor é que o conteúdo na internet está crescendo tanto, e de forma tão acelerada, que logo mais as empresas terão que pagar às pessoas para lerem seu artigos, seus blogs, seus tweets, seus vídeos no YouTube etc.

O conteúdo não para de crescer, mas a capacidade das pessoas absorverem esse conteúdo é finita. E por favor não caiam naquela armadilha “wishful thinking” de dizerem algo como “Ah, mas sempre haverá espaço para o conteúdo de qualidade”.

Sim, sempre haverá espaço para conteúdo de qualidade, mas é preciso revirar muita lama para, quem sabe, achar uma pepita de ouro aqui e outra ali. Nem todos têm tempo (ou interesse) para isso.

O autor mostra um gráfico interessante que está circulando em vários outros artigos por aí (não publicaremos pois ainda não temos autorização expressa para isso), que mostra a curva do crescimento do conteúdo e a curva do consumo. Clique aqui para ver o gráfico e ler o artigo.

Ele também especula sobre o futuro do marketing de conteúdo sugerindo que, talvez, só aqueles grupos com muito dinheiro e recursos conseguirão sobreviver nessa guerra para tentar ganhar um pouco da atenção do público.

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E você, o que pensa sobre isso?

Isso, de certa forma, contraria a visão otimista de muitos empresários e marqueteiros do que, com o marketing de conteúdo, o jogo fica mais fragmentado e favorece as estratégias de “nicho”, dando mais chances às pequenas empresas de competirem por espaço.

O artigo é um pouco alarmista (será?), mas é interessante e convida à reflexão. Ele me “tocou”, afinal eu mesmo sou gerador de conteúdo (livros, artigos, blog, vídeos etc.). Se você também é gerador de conteúdo, profissional de marketing ou empresário (ou pretende ser), talvez te “toque” também e te faça ver as coisas por outro ângulo.

Aqui no Dinheirama, como geradores de conteúdo, estamos conscientes que talvez sejamos mais parte do problema do que da solução (aliás, a criação do conselho editorial é uma tentativa de evitar que, claramente, façamos “parte do problema”), mas vamos lutar com todos os nossos meios para nos mantermos íntegros e relevantes no meio de tanto ruído – e contamos com sua ajuda. Precisamos de seu feedback.

E você, o que acha? Será que estamos realmente chegando no limite da nossa capacidade de absorção de conteúdo? Deixe seus comentários e opiniões no espaço abaixo. Até a próxima!

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