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Meios de Pagamento: o que muda com o Apple Pay?

por João Kepler
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Quem já usa serviços como o Google Wallet e PayPal sabe que a ideia de usar o smartphone no lugar de cartões de crédito ou débito para realizar pagamentos em estabelecimentos físicos e serviços online não é nova.

Mas a Apple, com acordo com instituições como Bank of America, Capital One Bank, Chase e Citi, além das bandeiras MasterCard, Visa e American, criou o seu próprio serviço de pagamentos via NFC, chamado de Apple Pay. A opção estará disponível a partir dos novos aparelhos que virão embarcados com a tecnologia NFC, como iPhone 6, iPhone 6 Plus e Apple Watch.

O Apple Pay já sai com uma grande vantagem, pois os usuários atuais do iTunes que já tiverem cartões de crédito registrados poderão utilizar este serviço de forma automática. Além disso, com essa parceria com as instituições financeiras o Apple Pay já pode ser utilizado em mais de 220 mil estabelecimentos comerciais espalhados pelos Estados Unidos. Redes como Target, McDonalds e Disney, entre muitas outras, já estão entre elas, bem como as próprias lojas da Apple.

Enfim, para usar basta apenas o usuário aproximar seu iPhone do terminal NFC, escolher o cartão desejado e se autenticar via Touch ID (biometria) para finalizar a transação. Simples Assim!

Pois bem, como eu disse no começo do texto, isso não é necessariamente novo ou revolucionário. O que chama mesmo atenção é que a Apple vai disponibilizar uma API para permitir o desenvolvimento de aplicativos compatíveis com o Apple Pay. Ou seja, ela quer dominar o mercado atraindo todas as lojas e vendedores para seu gateway de pagamento.

O mundo dos meios de pagamento está sacudido com esta entrada: muitas startups que tinham foco nisso vão ter que “pivotar” ou se adaptar, achar uma brecha ou oportunidade via API que ainda será liberada. Mas esse movimento da Apple também apresenta uma nova perspectiva para criação de aplicativos e soluções que serão integradas ao módulo do Apple Pay, como programas de fidelidade, cupons, soluções OmniChannel e etc.

Além disso, a solução apresentada pela Apple cria um novo padrão de mercado em que o usuário não precisa mais se conectar com intermediários e/ou subadquirentes, bastando integrar a cadeia dos pagamentos via Apple Pay (ou mesmo Google Wallet, que funciona de forma semelhante). Enfim, seria uma grande mudança neste segmento.

Como disse o polêmico amigo Ricardo Jordão: “É meu amigo, se você vende plástico e carteira de couro prepare-se para fazer outra coisa da vida”. E eu ainda acrescento: se é você é um subadquirente (intermediário) de meios de pagamento, comece agora a repensar o seu negócio.

Foto “Paying with NFC”, Shutterstock.

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