O mercado da beleza é sem dúvida um dos mercados que a cada ano se reinventa e cresce em nosso país.

Em um país com a economia na corda bamba e desemprego nas alturas, é curioso observar e refletir sobre isso.

Nós, mulheres, somos o principal público alvo, mas homens e crianças não ficam muito atrás. Estamos perfumados, alisados, coloridos e depilados com perfeição. Nada contra e sem julgamentos, mas faz sentido? Existem alternativas?

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Mercado da beleza: brasileiras gastam Onze vezes mais que inglesas

O ambiente grita que somente unhas cortadas e limpas em uma pessoa, honesta e feliz  não são suficientes. Precisamos de muito mais para não sermos consideradas “relaxadas”. Não me entenda mal, acho lindo e válido para quem gosta e pode.

O que me faz pensar é o fato de, em um país de analfabetos funcionais e de pessoas que consideram trinta reais em um livro um preço caro, ler a seguinte notícia na revista Exame:

“A mulher brasileira gasta anualmente com beleza ONZE  vezes mais do que as inglesas. Na contramão do crescimento do Brasil, que segue se recuperando lentamente, o mercado de estética se destaca como um dos mais promissores do país.”

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Mercado da beleza: seguimos e somos levadas a seguir um padrão

Como livreira tenho o prazer de conhecer pessoas e livros que, se trabalhasse em outra área, jamais chegariam até mim. Foi o caso de “Meus cabelos estão ficando brancos”, de Anne Kreamer.

Chegou até meu acervo junto com meus primeiros cabelos brancos, e comecei a observar várias senhoras assumindo seus grisalhos. Fui mais fundo e descobri grupos nas redes sociais, outros livros, vídeos acompanhando a transição da tintura para o cabelo natural.

Interessante, é claro que havia muito mais gente cansada de perder horas no salão de beleza a cada quinze dias. Ou quem, como eu, não queria investir tanto tempo e dinheiro (muito dinheiro) em nome de algo que, para mim, nunca fez sentido. Vamos sendo levadas, né?

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Mercado da beleza ou quais são as nossas prioridades?

O que isso diz sobre nossas prioridades? Está sobrando tanto dinheiro assim ou cedemos ao senso comum?

Não estou sugerindo que ninguém mais tenha uma rotina de cuidados pessoais. Será que ela pode ser simplificada, reduzida e mesmo assim nos sentirmos bem? Estou  propondo uma reflexão. Faz realmente sentido para você?

O tempo é o nosso bem mais precioso. Com o tempo economizado poderíamos nos  qualificar, fazer um curso, aprender um idioma, faturar mais e aí sim curtirmos uma mordomia.

Trocamos nosso tempo por dinheiro. É a nossa vida que trocamos por dinheiro. Escolher com cuidado quando e como gastar também é amor próprio. Ter coragem e disposição para fazer um pouco diferente, e isso nós temos. Do contrário, não estaríamos em um site como esse.

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Mercado da beleza: autoestima não deveria vir apenas da aparência

Autoestima é bom, mas ela não vem só da nossa aparência. Já experimentou aquele investimento bem feito, o empreendimento que decola,  filhos em boas escolas,  reserva de emergência?

São coisas que fazem diferença real em nossas vidas. Causam satisfação duradoura, não descascam nem desbotam.

O problema não está em consumir, o que é até muito benéfico, pois milhares de salões de beleza  geram empregos por aí. O problema está em consumir sem pensar, só porque todo mundo faz. E, é claro, sua mãe já  disse que você não é todo mundo, né?

Cristina Pizarro
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