Após a primeira redução na taxa básica de juros desde 2012, economistas reduziram a projeção para a inflação para este ano e o próximo. Também projetaram uma piora da atividade econômica em 2016 e 2017.

Já a perspectiva para os juros foi mantida no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (24).

O Focus voltou a mostrar queda na expectativa de alta do IPCA neste ano, pela sexta semana seguida. A projeção agora é de 6,89%, ou 0,12 ponto percentual abaixo da semana anterior. Para o ano que vem, a projeção caiu de 5,04% para 5,0%.

Em outubro, o IPCA-15, prévia da inflação oficial desacelerou a alta para 0,19%, menor nível para o mês desde 2009, acumulando alta em 12 meses de 8,27%, após 8,78% de setembro.

Para a atividade econômica, a expectativa de retração do PIB (Produto Interno Bruto) em 2016 agora é de 3,22%, sobre queda de 3,19% antes. A pesquisa ainda mostra recuperação em 2017, porém menor, de 1,23%, contra 1,30% anteriormente.

A projeção na pesquisa Focus do BC para a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em 29 e 30 de novembro, continua sendo de um corte de 0,50 ponto percentual, com a Selic encerrando o ano a 13,50%.

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Crise e juros altos fazem brasileiro fugir de financiamentos

Com medo do desemprego, o consumidor está fugindo de financiamentos e partindo para operações de crédito que não envolvem pagamento de juros.

É esse o cenário mostrado por dados de agosto divulgados neste mês pelo Banco Central: juntas, as operações no cartão de crédito parceladas sem juros e à vista somaram R$ 62,9 bilhões, alta de 11,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Elas já representam 42,3% dos novos empréstimos pessoais totais, percentual que era de 39,4% em agosto de 2015.

Os números do BC, que englobam essas duas operações em uma categoria (cartão de crédito à vista e cartão parcelado sem juros), ainda mostram ela foi a única a ter crescimento acima da inflação oficial, quando a base de comparação é agosto do ano passado. A variação de preços no período foi de 8,7%.

Os novos empréstimos de cheque especial, por exemplo, subiram somente 2,8% em relação ao ano passado, segundo o BC. O cartão de crédito rotativo caiu 4,9% no período, e o montante gasto no cartão de crédito parcelado com juros recuou 18,6%.

Os números da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) confirmam a tendência de aumento das modalidades sem juros.

Além do crescimento no cartão à vista e parcelado sem incidência de juros, a entidade registrou aumento de 13% nas transações com cartão de débito no primeiro semestre.

Servidor aposentado custa o triplo de empregado privado

Um funcionário público da União que se aposentar neste ano, aos 60 anos de idade e com expectativa de viver até os 80, custará R$ 3,34 milhões para os cofres do governo.

Esse é o valor médio, por servidor, que será desembolsado pela União para garantir o pagamento das aposentadorias ao funcionalismo, segundo cálculo da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados.

Se esse servidor for um militar, o montante é ainda maior: R$ 4,92 milhões.

No caso dos empregados da iniciativa privada, que contribuem com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o valor por pessoa apresenta um desequilíbrio menor, mas ainda assim tem impacto considerável para os cofres públicos.

Um trabalhador da área privada que se aposentar neste ano, com expectativa de mais 20 anos de vida, custará, em média, R$ 1,1 milhão aos cofres públicos.

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Mercado financeiro

O mercado financeiro ainda avalia a decisão do Banco Central em relação ao corte de juros. Boa parte dos analistas entendeu o pequeno corte como um recado de que o crescimento econômico poderá ser muito mais lento do que o imaginado.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, operava às 11h33 em alta de + 0,71% com 64.566 pontos. O dólar registrava queda de -1,19%, sendo negociado por R$ 3,12.

Redação Dinheirama
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