Depois de semanas seguidas projetando queda menor da atividade econômica em 2016, economistas voltaram a piorar a estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, embora tenham previsto crescimento maior em 2017. Os dados estão no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (5).

A pesquisa semanal do Banco Central aponta queda de 3,20% do PIB neste ano. Na semana anterior a projeção de retração era de 3,16%. Para 2017, o crescimento passou de 1,23% para 1,30%, enquanto em 2018 foi mantido em 2%.

A revisão deste ano ocorre após o PIB recuar 0,6% no 2º trimestre, levemente acima da previsão do mercado. Quando comparado com o mesmo período do ano passado, o PIB recuou 3,8%.

Neste ano até junho, a contração é de 4,6%. No acumulado em quatro trimestres (equivalentes a 12 meses), a queda foi de 4,9%, recorde negativo na série histórica.

A leitura de economistas é que a recuperação da economia será demorada. Os sinais positivos emergiram ainda fracos. A indústria saiu do vermelho pela primeira vez depois de cinco trimestres de queda. Já os investimentos da indústria subiram depois de dois anos e meio em declínio.

A perspectiva para a inflação se manteve em 7,34% neste ano. Para o próximo, caiu de 5,14% para 5,12%. Este valor está dentro da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) de -4,5% com 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Em 2018, permaneceu em 4,5%.

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Aliados pressionam Temer a adiar reforma da previdência

Aliados do presidente Michel Temer pressionam o Palácio do Planalto para adiar o envio da proposta de reforma da Previdência ao Congresso Nacional para depois do segundo turno das eleições municipais, no dia 30 de outubro.

O temor de correligionários e líderes de partidos que dão sustentação ao governo é de que o tema cause prejuízos aos candidatos do PMDB ou identificados com a gestão Temer.

Em um jantar com líderes da base aliada na semana passada, o presidente avisou que pretende apresentar a reforma provavelmente até o fim deste mês.

Aliados do Centrão e da antiga oposição – os dois blocos de sustentação governista – reclamam que a apresentação do texto coincidiria com o auge das campanhas municipais – o primeiro turno será no dia 2 de outubro. O projeto seria entregue a um Congresso praticamente vazio.

O gesto, porém, seria mais simbólico do que prático, pois jogaria a pressão sobre os parlamentares. Há a preocupação de que deputados e senadores envolvidos nas disputas municipais sejam obrigados a se posicionar contra a reforma. Diante da pressão, o governo deve adiar o envio da proposta.

Governo deve apoiar terceirização irrestrita

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o governo de Michel Temer vai apoiar a proposta de terceirização irrestrita. Isso engloba qualquer tipo de atividade, nos moldes propostos pelo projeto aprovado na Câmara, no início de 2015, e que está à espera da votação no Senado.

O Palácio do Planalto quer que o projeto, que conta com a simpatia de associações patronais, mas a ojeriza das centrais sindicais, seja aprovado ainda este ano, concomitantemente ao andamento da reforma da Previdência.

Apesar de o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, ter dito que o governo vai encaminhar ao Congresso outro projeto sobre o tema, não há dúvidas no núcleo duro que assessora Temer do apoio a essa proposta, que já passou pelo trâmite na Câmara.

A ideia é economizar tempo e entregar ao setor produtivo, no prazo mais breve possível, uma medida concreta que represente redução de custos.

Regulamentar a terceirização é um dos pontos do que está sendo chamado no Planalto como “modernização” das relações de emprego. A reforma trabalhista deve permitir que as convenções coletivas prevaleçam sobre as normas legais.

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Mercado financeiro

Acontece hoje, nos EUA, o feriado do Dia do Trabalho. Isso deve manter as atenções do mercado para as negociações internas que o governo Temer deverá manter sobre as reformas tão importantes para o destravamento do país.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, operava às 11h53 em alta de +0,25% com 59.763 pontos. O dólar, têm alta de +0,52%, sendo negociado por R$ 3,27.

Redação Dinheirama
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