No início de fevereiro, os mercados de risco desequilibraram em praticamente todo o mundo. Também pudera, o final de 2017 e o mês de janeiro foram excepcionais para valorização dos ativos de risco, com boas sinalizações de fluxo de recursos carreados.

O risco geopolítico reduziu um pouco com Coreia do Norte e do Sul se entendendo por conta dos jogos de inverno na Ásia. Além do presidente Donald Trump, sempre muito beligerante, adotou postura mais comedida em suas declarações, especialmente no discurso anual para o Congresso americano.

Do ponto de vista das economias, foi ficando cada vez mais claro para todos, a recuperação global encabeçada pelos EUA e zona do euro. Mas tendo como grandes coadjuvantes a China, Índia e o Japão sinalizando expansão da economia e, no caso japonês, praticamente debelando o processo histórico deflacionário.

FMI mudando projeções e as dificuldades da reforma da Previdência

O FMI andou alterando suas projeções de crescimento dos países emergentes, e o Brasil deve ter boa expansão. Vamos sair de crescimento de PIB em 2017 da ordem de 1,0%, para elevação em 2018 próxima de 3,0%, mesmo sem a sinalização positiva que a reforma da Previdência poderia propiciar.

Nesse momento uma reforma da Previdência emagrecida e “liliputiana” seria boa sinalização para investidores locais e em todo o mundo, mas não traria nenhuma melhora prática na economia.

Na nossa visão, melhor seria, nesse caso, concentrar esforços na aceleração de concessões e privatizações (começando por Eletrobras – em andamento) para reduzir o tamanho e a influência do Estado Brasileiro na economia.

Junto com isso, precisaria agir sobre a política tributária, simplificando e aliviando normas, e em algumas situações nem precisaria passar pela sempre complicada aprovação do Congresso Nacional. Isso daria mais competitividade para nossas empresas e reduções de custos.

EUA, preocupações e o alerta ligado

Mas o fato é que os mercados andaram ajustando por preocupações com aumento de juros mais acentuado nos EUA. Dificuldade em aprovar teto mais alto da dívida (Câmara aprovou alongamento até 23 de março) e, ainda agregando estresse, o memorando do caso da Rússia sem inocentar Trump.

Na Europa, Angela Merkel não conseguia formar seu gabinete de governo, mas acabou abrindo mão do ministério das Finanças para o SPD (Social Democrata) e conseguiu chegar ao entendimento.

Sem solução até o momento, os problemas do Brexit estão deixando Theresa May cada vez mais fragilizada e as discussões com a União Europeia cada vez mais duras. A união Europeia declarou que o Reino Unido não terá união aduaneira no pós-Brexit e dissidentes estão criando novo partido contra o Brexit. Além disso, Trump é acusado de protecionismo comercial. Os acordos do NAFTA com Canadá e México ainda estão distantes.

Tudo isso junto e com a alta recente dos mercados acabou acontecendo desequilíbrios no câmbio e ações e os mercados cederam forte. Nos EUA, novo recorde foi batido: maior queda em números de pontos em um só dia, quando o Dow Jones acusou queda de 4,6%.

Brasil: vamos sofrer menos que os mercados desenvolvidos

No Brasil, também sofremos, mas curiosamente menos que outros mercados desenvolvidos, o que não deixa de ser situação rara, mas identifica que existem compradores aproveitando esses momentos de pressão.

De nossa parte, continuamos acreditando que os fundamentos de crescimento global não foram comprometidos, e a tendência primária dos ativos segue sendo de alta. Claro que teremos muita volatilidade (mais ainda no curto prazo) até que os mercados encontrem novo ponto de equilíbrio.

Portanto, entendemos que tais períodos são propícios para aquisição progressiva de ações, mas sempre privilegiando empresas com bom conteúdo fundamentalista, boa governança corporativa. Após criteriosa análise e seleção, incluindo liquidez e horizonte de mais longo prazo para retorno.

Fazendo isso cremos os riscos de insucesso estarão minimizados e haverá possibilidade de bons retornos no médio prazo, inclusive para carteiras estruturadas para recepção de dividendos e juros sobre o capital. Busque orientação conosco. Acesse modalmais.

Alvaro Bandeira
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários