De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o governo do Rio desistiu em maio de um empréstimo de R$ 1 bilhão do Banco do Brasil, após sofrer resistências no Tesouro Nacional para aprovar a operação.

Os recursos seriam usados para capitalizar o Rioprevidência para ajudar a pagar aposentados e pensionistas. O empréstimo havia sido aprovado pelo Senado para compensar a queda na arrecadação nos royalties do petróleo e participações especiais.

O total aprovado era de R$ 3,5 bilhões, mas o Rio optou por pedir inicialmente apenas uma parte –R$ 1 bilhão.

O aporte era apontado pelo governo estadual como uma das tábuas de salvação para tentar manter em dia os salários de servidores e aposentados. O vencimento de maio já está em atraso.

A despesa total do Rioprevidência deste ano é de R$ 20 bilhões. Há um buraco de cerca de R$ 12 bilhões no fundo.

O Estado ainda tem um pedido de empréstimo de R$ 989 milhões do BNDES pendente de aprovação no Tesouro. Contudo, o Rio não pode firmar novas operações de crédito por ter dado calote de uma parcela da Agência Francesa de Desenvolvimento.

Fundo citado na Lava Jato perde R$ 900 milhões

No foco da Operação Lava Jato, o FI-FGTS, fundo de investimento que usa recursos dos trabalhadores para aplicar em infraestrutura, registrou, pela primeira vez em seus oito anos, prejuízo no resultado anual. A rentabilidade de 2015 ficou negativa em 3%, e houve uma perda de R$ 900 milhões do patrimônio líquido. A principal razão para resultado tão ruim foi o provisionamento de R$ 1,8 bilhão para cobrir os prejuízos do colapso da Sete Brasil, criada para construir e administrar os navios sondas do pré-sal.

O FI-FGTS, criado no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entrou de vez na mira da Lava Jato após a prisão de Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa, que participava do comitê que decidia os investimentos do fundo e é apontado como ligado ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Cleto já teve sua delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal, e há uma expectativa de que seus depoimentos mostrem como funcionava o esquema de aprovação dos projetos que recebiam dinheiro do fundo.

Brasil cai 4 posições em ranking do investimento estrangeiro

O fluxo de investimento estrangeiro para o Brasil recuou 11,5% no ano passado e o País caiu quatro posições no ranking das economias que mais atraem capital internacional, ocupando agora o oitavo lugar. A informação consta do relatório anual World Investment Report 2016, divulgado nesta terça-feira (21) pela Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Com esse desempenho, o Brasil vai na contramão da tendência global, que registrou forte aumento de 38% nos fluxos de investimento direto no ano passado.

De acordo com dados divulgados pela entidade, o fluxo total de investimento estrangeiro para o País, caiu de US$ 73,086 bilhões em 2014 para US$ 64,648 bilhões no ano passado. “A atividade de investimento em geral no Brasil – medida pela formação bruta de capital fixo – caiu no decorrer do ano registrando declínio acumulado de 14% em termos reais no fim de 2015”, cita o documento. “Com a economia em recessão e os resultados corporativos em queda, os lucros reinvestidos tombaram 33%”. Entre os setores que mais sofreram, a entidade destaca o segmento de infraestrutura.

Cheques sem Fundo aumentam em maio

De acordo com a Serasa Experian, empresa de análise de risco e crédito, as devoluções de cheque por insuficiência de fundos no Brasil, aumentaram em maio, atingindo o segundo maior patamar para o mês desde o início das medições em 1991.

A taxa de devoluções de cheques foi de 2,39% em maio, ante 2,38% em abril e 2,29% em maio do ano passado, segundo dados da empresa. O maior nível para o mês em questão, ocorreu em 2009, com 2,52% de cheques devolvidos.

Mercado financeiro

O mercado financeiro aguarda com cautela as definições sobre o referendo popular que decidirá a permanência do Reino Unido na União Europeia. De acordo com pesquisas de opinião, existe um empate entre os que apoiam a saída e a permanência no bloco econômico.

No Brasil, as expectativas em torno do cenário político recaem sobre o futuro do deputado afastado Eduardo Cunha, que a cada dia perde mais apoio.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, operava, as 11h30, em alta de +0,56% com 51.120 pontos, já o dólar em baixa de -0,50%, negociado a R$ 3,389.

 

Redação Dinheirama
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