Home Economia e Política Ministro da Fazenda defende reforma da previdência

Ministro da Fazenda defende reforma da previdência

por Redação Dinheirama
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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, considera uma “má solução” uma reforma da previdência só para quem entra no mercado. Diz que o governo avalia fazer cortes radicais no orçamento e afirma que sua meta é reverter o crescimento da dívida pública num prazo de dois a quatro anos.

Em entrevista na manhã desta quarta-feira (18) aos jornais Folha de São Paulo, Valor, O Globo e O Estado de S. Paulo, o ministro se disse favorável à fixação de idade mínima para aposentadoria no país e evitou antecipar qualquer medida econômica justificando que não pode criar falsas expectativas.

Durante toda conversa com jornalistas, Meirelles destacou que seu principal objetivo na Fazenda é reverter o crescimento da dívida pública e que todas as medidas serão adotadas para interromper a atual trajetória de crescimento do endividamento público, classificado por ele de “insustentável”.

O drama do ministério da Cultura

A extinção do ministério da Cultura é um dos temas que tem causado mais desgaste ao Presidente interino Michel Temer. Em uma tentativa de tranquilizar artistas e militantes críticos ao fim do Ministério da Cultura, o ministro Mendonça Filho (DEM) anunciou Marcelo Calero na Secretaria Nacional de Cultura e prometeu ampliar os recursos da área.

Ao longo dos últimos dias, algumas mulheres foram convidadas para assumir a Secretária Nacional de Cultura, todas recusaram o convite e deixaram claro o descontentamento com a extinção do ministério.

STF dá prazo para Dilma esclarecer a utilização do termo “Golpe” para o impeachment

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), notificou a presidente afastada Dilma Rousseff, para que ela esclareça, caso queira, as declarações de que é vítima de um “golpe de Estado” em razão do processo de impeachment aberto contra ela.

O prazo para os esclarecimentos é de dez dias a contar da data em que ela receber a decisão, que foi publicada nesta quarta-feira (18). A presidente afastada não é obrigada a se manifestar.

A ministra atendeu a pedido de deputados de oposição, que entraram com uma ação na Corte para que Dilma se explicasse pelas declarações.

Mercado Financeiro

O mercado financeiro avalia a possibilidade do Fed (Federal Reserve) elevar os juros nos EUA em junho. A possibilidade se tornou maior após a divulgação da ata da Fomc (Federal Open Market Committee).

No Brasil, a expectativa em torno das dificuldades do governo interino em afinar o discurso e enfrentar temas desgastantes no congresso continua. O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, mostrou ainda ter força política e conseguiu emplacar o deputado André Moura (PSC) como líder do governo.

André Moura é investigado pela Lava Jato, suspeito de tentativa de assassinato e réu em três ações no STF.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, operava às 12h18 em baixa de -1,55% a 49.776 pontos, enquanto o dólar seguia em alta de +1,09% negociado a R$ 3,60.

Foto: José Cruz/ Agência Brasil

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