Quem tem dívidas, tem problemas! E quando temos um problema, não conseguimos pensar em outra coisa, senão nele. Não temos olhos para mais nada, a não ser para o tal do endividamento. Dessa forma, criamos uma espécie de miopia financeira em que a única coisa que enxergamos são as nossas dívidas.

Como diriam os estudiosos da física quântica, tudo em que focamos, expande. Se focarmos nos problemas, a única coisa que conseguiremos será torná-los ainda maiores do que já são. Como fazer para sair dessa situação tão incômoda, sem ficarmos atormentados com tamanhas dificuldades?

Simples: devemos focar na solução! Existe uma dívida a ser paga, e já sabemos disso. Não importa se ela é gigante ou pequenininha, se você pudesse pagá-la, já o teria feito. Se não pagou é porque não dispõe de recursos suficientes no momento para quitar este débito.

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Um velho sábio disse certa vez: “O que não tem solução, solucionado está”.  Eu concordo em gênero, número e grau com ele. Ou seja, se você acredita que seu caso não tem solução, você já decidiu que não vai pagar o que deve e ponto final – a dor de cabeça deixou de ser sua e passou a ser dos seus credores. Se esse for o seu caso, só espero que não tenha contraído sua dívida com algum agiota.

Mas caso você acredite que, por mais calamitosa que seja sua situação, ela é solucionável, pare de pensar no problema e comece a pensar na solução. O problema você já conhece de cor e salteado e pensar nele não irá resolvê-lo – pelo contrário, irá drenar as energias que deveriam estar sendo utilizadas, adivinha aonde? Acertou: na solução!

Imagino que esse problema já venha se arrastando há algum tempo. Se até agora você não conseguiu resolvê-lo, não será fazendo as mesmas coisas que você já fez que irá mudar essa realidade. É preciso fazer algo diferente, mudar o modo de pensar e, principalmente, agir!

Sair das dívidas requer esforço em dobro! É preciso se esforçar para ganhar mais e também para gastar menos. É o resultado desse esforço dobrado que ajudará na construção do capital necessário para pagar o que deve.

Obviamente, não será em um mês que você irá resolver isso. Muitas vezes, este processo leva vários meses. Algumas vezes, pode levar até mais de um ano (ou mais).

O mundo das finanças pode ser meio perverso. Não raro, o problema que você demorou um mês para criar precisa de anos para ser resolvido. Perder o controle financeiro pode custar muito caro, tanto em termos monetários quanto psicológicos.

Volto a insistir: não adianta chorar o leite derramado! Pare de reclamar, de se lamentar e comece a agir. Problemas não se resolvem sozinhos. É preciso que você tome uma atitude para que consiga solucioná-los o quanto antes.

Quanto mais tempo demorar, mais a dívida crescerá e maiores serão as dificuldades na hora de solucioná-la. Não importa o tamanho do seu problema, a melhor hora para enfrentá-lo é agora.

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Portanto, pare de focar nas dívidas e trabalhe de forma inteligente para aumentar sua renda e diminuir seus gastos. Se você foi capaz de criar o problema, você também é capaz de solucioná-lo. Manda ver!

Samuel Magalhães
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