dinheirama-post-money-disorder-ja-ouviu-falarA crise não poupa ninguém. Algumas pessoas sofrem mais, outras menos. Mas se só de pensar em pagamento, contas, dinheiro e emprego seu estômago se contorce e você sua frio, cuidado, você pode ser uma vítima de “money disorder”.

Afinal, o que é isso? Trata-se de uma série de comportamentos autodestrutivos e limitantes ligados ao dinheiro que, na opinião dos médicos, não são tão extremos como o jogo patológico, a cleptomania ou as compras compulsivas, mas afligem uma grande parte das pessoas.

Leonardo Verea, psiquiatra especializado em medicina psicossomática, diz que “o dinheiro ainda é um grande tabu cultural que raramente é discutido abertamente”.

Embora seja difícil apontar o número de pacientes ou profissionais atingidos pela distúrbio, especialistas garantem que desequilíbrios relacionados ao dinheiro se multiplicaram nos últimos anos e os campos da psicologia e planejamento financeiro têm sido lentos para ligar dinheiro a emoção.

Mas, ao contrário de problemas financeiros que trazem algumas dores de cabeça e até um pouco de insônia, o money disorder, ou transtorno do dinheiro (em tradução livre), afeta a qualidade de vida do doente de forma grave.

E pouco importa se o doente não faz parte dos que perderam o emprego, dos que viram o valor das aplicações diminuir pela metade ou desaparecer, ou perdeu a moradia porque não conseguiu pagar as prestações do financiamento. Ele simplesmente não consegue lidar com dinheiro sem grande sofrimento.

A medicina identificou nos últimos anos alguns comportamentos financeiros problemáticos. As pessoas são afetadas por esses distúrbios de comportam da seguinte forma:

  • Over spending: gastam muito sem necessidade;
  • Under spending: não gastam nada, nunca, mesmo que isso gere problemas;
  • Serial borrowing: pedem dinheiro emprestado, mesmo sem necessidade;
  • Infidelidade financeira: mentem ou escondem do cônjuge o volume das próprias despesas, dos ganhos e da conta bancária;
  • Workahoolism: sobrecarregam-se de trabalho de forma voluntária;
  • Financial inces: cobrem de dinheiro os familiares com o objetivo de controlá-los;
  • Financial enabling: dão dinheiro a filhos adultos para desmotivá-los a se tornarem independentes;
  • Hoarding: guardam o dinheiro de forma compulsiva, sem objetivo.

Você tem o controle sobre o seu dinheiro ou permite que ele controle você, ainda que de forma inconsciente? Você fala abertamente dos seus problemas financeiros com sua família e amigos? Já pensou em procurar ajuda?

Lembre-se que a busca por educação financeira precisa vir de você mesmo. Leia mais artigos sobre educação financeira aqui no Dinheirama.

 

Igor Oliveira
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários