Ele espirra, as ações pelo mundo despencam. Se ele está de bom humor, elas voltam a subir. Assim é George Soros, 76 anos, bilionário e filantropo assumido. Com enorme capacidade de antever boas oportunidades e aproveitá-las, ele resume bem o que devemos fazer com nosso dinheiro: entrar pra ganhar. Ele está de volta num livro de tendências autobiográficas. A obra, entitulada “A Era da Insegurança” (Editora Campus/Elsevier, 212 páginas, R$ 49,90) traz diversos depoimentos e passagens deste megainvestidor que ficou conhecido como “o homem que quebrou o Banco da Inglaterra” depois do episódio onde ganhou US$ 1 bilhão em 24 horas em 1992. Acompanhe o raciocínio que faz dele um homem de tanto sucesso, no trecho abaixo:

“Nos mercados financeiros, assumo posições para ganhar. Na esfera social, assumo posições porque acredito nelas, ganhe ou não. Esta é a diferença entre os mercados financeiros, que não são governados por considerações morais, e a esfera social, em que a moralidade deve ter um papel a cumprir”.

Será que não estamos sendo coniventes demais com o que esperamos de nosso dinheiro e das pessoas que, supostamente, cuidam dele? Entrar pra ganhar é a regra número um, mas nem sempre estamos dispostos a enfrentar os riscos para levar adiante tão séria decisão. Por que? Falta coragem? Preguiça de aprender mais? Falta de tempo? Qualquer que seja a desculpa, investidores como ele continuarão adorando que sejamos tão desleixados. A leitura do livro deixa isso bem claro. De que lado você quer estar?

Conrado Navarro
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