Motivações para respeitar e admirar seu dinheiroPaulo comenta: “Navarro, muito se discute sobre a necessidade cada vez maior de envolvermos a família e os filhos nas finanças do dia-a-dia. Entendo que a participação de todos deve fazer muita diferença no controle do orçamento e no planejamento de sonhos, mas ainda me sinto um pouco perdido sobre a abordagem mais eficiente para despertar, especialmente nas crianças e nos adolescentes, o interesse pelo dinheiro (no bom sentido). Que ferramentas ou ações podemos tomar para que essa realidade se transforme? Obrigado”.

Em essência, todos gostamos muito de dinheiro[bb]. O grande dilema – e também o grande ponto de desequilíbrio – está na paixão exagerada pelos benefícios imediatos que ele pode trazer. Tal argumento, amplamente usado para justificar o gosto pelo dinheiro, é falho na medida em que acelera o consumo, mas freia a realização de grandes sonhos e projetos de vida, o que nem todo mundo admite. Portanto, dinheiro é bom e todo mundo gosta, mas nem todo mundo respeita.

Daí que, agora sim, observa-se a delicada relação que cada indivíduo mantém com o seu capital. Alguns ousam desafiá-lo, mas sempre com muito respeito. Outros simplesmente o tratam com descaso, usando e abusando de justificativas para atos sempre impulsivos e nada planejados. O meio termo prevalece, mas poucos realmente se preocupam com a questão fundamental: a educação financeira[bb] embasada no exemplo, no planejamento e no investimento.

O despertar do interesse
Todos sonhamos e temos objetivos de vida, não é mesmo? Mesmo que você concorde parcialmente com esta afirmação, deve aceitá-la, já que de resultados obtidos a partir de objetivos e sonhos é que somos, hoje, um planeta muito mais evoluído – embora o conceito de evolução nem sempre faça sentido. Criar metas é atitude comum em empresas, portanto respiramos a necessidade de desafios e gestão de recursos para atingir os resultados desejados.

Assim, estamos diante de um item essencial para o genuíno interesse em relacionar-se bem com o capital que recebemos: usá-lo para atingir e realizar sonhos e objetivos. Traçar metas nos ajuda a criar compromisso, que por sua vez nos dirige de encontro à disciplina, que age sempre que decisões econômicas se fazem necessárias. Quem sabe o que quer conquistar, aprende a respeitar seu dinheiro e aproveitá-lo de forma mais inteligente. Se não aprende, seus objetivos é que não fazem sentido.

O dinheiro para os mais jovens
O que é que as crianças e jovens adoram fazer? Observar e imitar. Simples assim. Caímos no bom e velho papo do exemplo e da necessidade de inspirar os mais novos. Você se lembra do nosso papo sobre coerência? A educação do cidadão não é responsabilidade só da escola, portanto lembre-se de mudar antes de querer pregar a mudança. Certo, mas o que mais podemos fazer para instigar os jovens?

  • Fale de dinheiro com naturalidade. Em casa, você separa parte do seu tempo para gerir as finanças[bb] da casa? Convoca todos para participar com suas opiniões e ajudar na definição de prioridades? Isso é valorizado por todos? Aqui está seu ponto de partida: transforme o dinheiro em pauta, seja na hora do almoço, na reunião familiar de domingo ou em uma hora especialmente reservada para isso;
  • Invista em formação, para você e sua família. Quantos livros e/ou periódicos que tratam de finanças e investimentos você já leu? Com que frequência presenteia sua família com obras deste tipo? Acompanha a evolução da leitura? Faz perguntas? Exige feedback? As crianças podem começar lendo as ótimas cartilhas do Banco Central ou livros infantis sobre dinheiro, como “O Menino do Dinheiro”, de Reinaldo Domingos. Mas lembre-se, ao ler tudo isso elas avaliarão as atitudes dos personagens, comparando-as com as da família. Dê o exemplo;
  • Trace, de forma conjunta, objetivos e metas para todos. A fonte de motivação nunca pode ser esquecida. Seu filho quer trocar o computador[bb] ou adquirir uma nova bicicleta? Ótimo, na próxima reunião vocês colocarão este objetivo em uma lista e definirão as atitudes necessárias para chegar lá. Por exemplo: Ele precisará economizar 50% da mesada durante 6 meses? Você precisará suportar uma carga extra de trabalho para aumentar a receita mensal? Coloque tudo isso em discussão e demonstre como o esforço necessário para conquistar objetivos. A lição vai além do aspecto financeiro: denota-se a importância dos princípios e valores morais.

As dicas são muito simples, como quase tudo que funciona muito bem na vida. Cabe deixar claro que tais conclusões não são fruto de nenhum grande experimento social ou acadêmico, mas daquilo que vivenciei dentro de um lar financeiramente equilibrado, amplamente trabalhado e cercado de planejamento. Organização, objetivos claros e tangíveis e algum esforço foram as forças que permitiram que o exemplo passasse adiante. Funcionou comigo. Alguém ai disposto a deixar um testemunho semelhante?

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Crédito da foto para stock.xchng.

Conrado Navarro
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