dinheirama-post-mudanca-bolsa-valores-novas-regras-ibovespaCom a finalidade de refletir com mais precisão o atual cenário econômico brasileiro, a Bovespa apresentou algumas mudanças na metodologia do seu principal índice acionário – o Ibovespa.

Vale salientar que, com o intuito de suavizar o impacto das mudanças, as novas regras serão colocadas em prática em duas etapas, sendo que a partir de 6 de janeiro de 2014, tanto a configuração antiga como a atual valerão simultaneamente. O índice em questão será, então, calculado mediante a média simples dos dois métodos em vigor, que terão o mesmo peso na mensuração.

Exclusão de ações cujos valores sejam menores que R$ 1

Essa mudança é essencial para os rumos do Ibovespa no curto prazo, uma vez que tal condição pode excluir as ações da petrolífera OGX – exceto caso a empresa opte pelo grupamento dos títulos objetivando atender a nova exigência.

Além disso, as empresas que estejam passando por um processo de recuperação judicial também deverão ser removidas da composição do índice.

Observação: a ausência da OGX, dada a performance dessa empresa ao longo do presente ano, significará menos volatilidade e maior segurança para investir nas bolsas de valores, tanto por parte de pessoas físicas como de entes jurídicos.

Inclusão de empresas no Ibovespa

Conforme a nova configuração, as ações que compõem o Ibovespa devem representar 85% de todos os negócios – frente aos 80% da antiga metodologia. Os ativos de determinada empresa deverão ter sido negociados em 95% das sessões nos últimos 12 meses, além da exigência que cada ativo, individualmente, represente valor igual ou superior a 0,1% de todas as transações efetuadas.

Cálculo do peso das ações

De acordo com a metodologia anterior, o número de ações negociadas e o valor total negociado tinham a mesma importância. A partir das novas regras, o montante transacionado terá um peso maior do que o item quantidade de negócios realizados.

Conforme salientou o diretor de relações com investidores da BM&F Bovespa, Eduardo Guardia, atribuindo maior peso ao valor total negociado, o índice Ibovespa ficará protegido de grandes oscilações.

Além disso, as empresas não poderão ter participações no Ibovespa superiores a 20% – incluindo tanto as ações ordinárias como as preferenciais.

Considerações finais

As medidas, claramente, visam a redução do nível de volatilidade ao objetivar a desconcentração (empresas não poderão acumular participações superiores a 20%) e ao dar maior importância ao valor negociado (volume) em vez do número de negócios efetuados.

Lembremos que um menor nível de volatilidade se traduz em um ambiente mais favorável para a emissão de dívidas por parte das empresas que oferecem, por exemplo, proteção ao capital dos investidores diante de contextos inflacionários.

Portanto, menos volatilidade significa maior propensão a investir e, por conseguinte, mais recursos chegando aos caixas das empresas, sendo que em contrapartida os investidores recebem uma série de vantagens que protegem seu capital diante de variáveis macroeconômicas desfavoráveis.

Foto touching stock market, Shutterstock

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