Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque é a informação de cerca de 2,2 bilhões de senhas são vazadas na internet.

2,2 bilhões de senhas são vazadas na internet

No começo do mês, o pesquisador de segurança Troy Hunt revelou que um vazamento, batizado de Collection #1, tinha exposto os e-mails de 773 milhões de pessoas e mais de 21 milhões de senhas. Em seguida, o pesquisador de segurança da informação Brian Krebs informou que existiam outros pacotes de credenciais, o Collection #2 até o Collection #5, que tinham até dez vezes o tamanho do vazamento original.

Agora, diferentes pesquisadores de segurança da informação tiveram acesso e analisaram esses últimos quatro pacotes de dados. A conclusão é de que eles abrigam os nomes de usuários e senhas de 2,2 bilhões contas únicas, quase três vezes mais do que o primeiro pacote.

“Essa é a maior coleção de credenciais que já vimos”, disse à revista Wired Chris Rouland, pesquisador de cibersegurança da empresa Phosphorus.io. Boa parte desses arquivos é velha, composta por material de outros vazamentos, como do  Yahoo, LinkedIn e Dropbox. Esses dados já vinham circulando na internet em fóruns e programas de torrent – apenas uma fração seria inédita. Ainda assim,  o Hasso Plattner Institute, na Alemanha, afirmou que 750 milhões das credenciais não faziam parte do seu catálogo de informações vazadas. Já Rouland 611 milhões de credenciais não faziam parte da Collection #1 – é comum que em grandes compilações de dados exista informação duplicada.

Os pesquisadores também chamam a atenção para a livre circulação do material na internet. É comum que vazamentos inéditos sejam vendidos por valores altos na rede e percam valor conforme envelhecem, dando tempo para que seus proprietários ou empresas tomem ações para combater invasões. Segundo os pesquisadores, a fácil disponibilidade indica que as credenciais perderam apelo, mas não significa que não possam ser úteis para  hackers menos habilidosos, que ainda podem tentar descobrir se as senhas e logins funcionam.

Rouland não revelou quais companhias foram afetadas pelo vazamento, mas disse estar tentando contato com elas e que também está aberto a conversar com representantes de empresas que acreditam terem sido afetadas.

Troy Hunt publicou em seu site – haveibeenpwned.com – uma ferramenta em que usuários podem checar se foram afetados pelo vazamento Collection # 1. O recurso também mostra se um e-mail já foi afetado em outras falhas de segurança, como a da rede social Myspace ou a do serviço de música Last.fm. A recomendação dos especialistas é que as pessoas troquem as senhas das contas caso elas estejam listadas na ferramenta de Hunt.

Receita da Amazon cresce 20%, mas previsão de vendas desanima

A Amazon anunciou nesta quinta-feira (31) seu terceiro lucro líquido seguido para o trimestre. A companhia lucrou US$ 3,03 bilhões no período finalizado em dezembro de 2018, acima do US$ 1,9 bilhão registrado no mesmo período do ano anterior.

A receita subiu 20% no comparativo anual, indo de US$ 60,45 bilhões para US$ 72,38 bilhões e superando a estimativa média de analistas de US$ 71,87 bilhões.

A previsão de vendas para o primeiro trimestre, no entanto, ficou abaixo das estimativas de Wall Street, uma vez que a companhia enfrenta obstáculos regulatórios na Índia e uma desaceleração nas vendas de comércio eletrônico na Europa.

A empresa começou a remover produtos de sua unidade da Índia na noite de quinta-feira (31) para cumprir com as novas restrições de investimento que entram em vigor em fevereiro. Elas proíbem estrangeiros de vender produtos através de fornecedores nos quais investem.

O relatório da Amazon prevê vendas líquidas de US$ 56 bilhões a US$ 60 bilhões para o primeiro trimestre, abaixo da estimativa média de analistas de US$ 60,77 bilhões, segundo dados do IBES da Refinitiv.

As vendas líquidas na América do Norte saltaram 18,3%, para US$ 44,12 bilhões no trimestre.

A receita da Amazon Web Services, divisão de computação em nuvem da empresa, subiu 45,3%, para US$ 7,43 bilhões.

No ano fiscal, as vendas aumentaram 31% para US$ 232,9 bilhões ante US$ 177,99 bilhões em 2017.

Jeff Bezos, presidente-executivo da companhia, destacou o Echo Dot, alto-falante inteligente, como o item mais vendido em todo o mundo.

Ele disse que o número de cientistas pesquisadores trabalhando na Alexa, sistema de inteligência artificial dos dispositivos da marca, mais do que dobrou no ano passado. Isso resultou em um avanço de 20% na capacidade de o sistema entender solicitações e responder a perguntas.

Facebook ganha US$ 47 bi em um dia após bons resultados no 4º tri

O valor de mercado do Facebook subiu US$ 47 bilhões após o pregão de quinta-feira (31), na bolsa de valores Nasdaq – as ações da empresa se valorizaram 10,82% no dia, depois que a rede social divulgou bons resultados no 4º trimestre de 2018, incluindo alta de 61% no lucro, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Agora, a empresa está avaliada em US$ 479 bilhões – é a quinta maior companhia americana listada em bolsa, atrás de Amazon, Microsoft, Apple e Google. A rede social segue, porém, distante de seu pico histórico – US$ 629 bilhões, em 25 de julho do ano passado. No dia seguinte, o Facebook teve a maior perda diária da história de Wall Street: US$ 119 bilhões.

Na quarta-feira, o Facebook divulgou os resultados do último trimestre de 2018, com números que animaram os investidores. Parte do otimismo do mercado se deve ao fato de que a empresa voltou a apresentar bons números e previsões otimistas para o futuro, após dois trimestres com expectativas de redução no ritmo de crescimento de receitas e margens de lucro. A revisão aconteceu após a empresa divulgar que gastaria mais para proteger a segurança e a privacidade de seus usuários após a revelação do caso Cambridge Analytica.

Redação Dinheirama
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