Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque  é a notícia do acordo entre as gigantes Amazon e Apple.

Amazon fecha acordo para com Apple para vender iPhones no fim do ano

A Amazon.com anunciou sexta-feira (9) um acordo para a venda de produtos da Apple no mundo durante a temporada de compras de fim de ano.

Nas próximas semanas, a maior varejista do mundo vai vender as versões mais recentes de iPhone, iPad e outros produtos da Apple nos Estados Unidos, Europa, Japão e Índia. A Amazon vendia anteriormente um inventário limitado de produtos da Apple.

O acordo ressalta como marcas como Apple e Nike, que há muito tempo resistem a distribuir seus produtos por meio da Amazon, estão cada vez mais se voltando ao site de comércio eletrônico que se tornou um canal crítico de vendas.

A partir de 4 de janeiro, a Amazon vai retirar do seu site os vendedores que não tiverem a aprovação da Apple. A Amazon, porém, vai manter a venda de produtos sem marca, como fones de ouvido, que sejam compatíveis com os aparelhos da Apple.

A lista de produtos à venda no fim do ano inclui o Apple Watch, mas não o HomePod, uma alternativa sofisticada ao alto falante inteligente da Amazon Echo.

Samsung apresenta tela de smartphone dobrável

A Samsung revelou ontem a sua primeira tela dobrável para smartphones. O dispositivo, que lembra um livro, foi apresentado durante a conferência para desenvolvedores da companhia, em São Francisco. A fabricante não deu previsão de quando vai lançar os primeiros celulares com a tecnologia, mas disse que a fabricação em massa da tela começará nos próximos meses.

À primeira vista, quando está fechada, a Infinity Flex Display (visor de tela infinita) é semelhante à usada em um smartphone tradicional. Isso porque a parte dobrável da tela está apenas no centro do aparelho, que passa a adotar uma visão estendida quando é aberta.

Feita de polímero flexível, a novidade permite que a Samsung ganhe mais espaço: quando aberto, o aparelho passa a ter uma tela de 7,3 polegadas – o iPhone XS Max, maior e mais recente modelo premium lançado pela Apple, tem uma tela de 6,5 polegadas.

De acordo com a Samsung, a tela maior era uma exigência dos consumidores. O problema, diz a empresa, é que o design de aparelhos tradicionais estava no limite do seu tamanho e não permitiam mais a expansão. A solução foi criar um novo tipo de aparelho.

Renato Franzin, professor da USP, acredita que, se a tecnologia der certo, permitirá a criação de novos dispositivos. “Até agora nos contentávamos com telas menores ou com modelos Notes e tablets, que eram mais difíceis de carregar. Telas maiores e que cabem no bolso abrem um enorme leque de opções para os engenheiros”, diz.

O especialista, no entanto, é cético em relação a durabilidade das telas flexíveis. Franzin lembra que a tecnologia não é recente e que a própria Samsung tem documentado patentes do gênero há anos. Os atrasos no lançamento das telas dobráveis para smartphones eram justificados pela falta de viabilidade de construir dispositivos flexíveis que suportassem serem aberto várias vezes ao dia.

“Desconheço materiais que aguentem o uso frequente de uma tela flexível de 90° ou mais. Entendo que abrir uma tela desse tipo em um smartphone uma vez ao dia, por um ano, é o limite hoje”, frisa Franzin.

Após denúncias por omissão, Google amplia política contra assédio sexual

Sundar Pichai, presidente-executivo do Google, enviou um e-mail quinta-feira (8) a todos os funcionários da companhia anunciando novas políticas de combate ao assédio sexual corporativo.

A medida é uma reação à recente reportagem do jornal The New York Times, que denunciou que a empresa acobertou três casos de assédio, sendo que um deles envolvia o executivo Andy  Rubin, criador do sistema operacional Android.

Dois executivos confirmaram ao jornal que a saída de Rubin, em 2014, ocorreu após a acusação de uma funcionária, que alegou ter sido forçada a fazer sexo oral no engenheiro em um hotel em 2013.

Ciente do fato, o cofundador Larry Page teria pedido que ele renunciasse, mas com uma bonificação de US$ 90 milhões (R$ 336 milhões) —a última prestação está prevista para o próximo mês.

Segundo a reportagem, Rubin é um dos três chefes que foram protegidos após acusações de condutas inapropriadas do tipo. Depois disso, funcionários do Google de diversos países protestaram contra a posição da empresa e exigiram mudanças.

“Nas últimas semanas, as lideranças do Google e eu ouvimos seu feedback e ficamos sensibilizados com as histórias que vocês compartilharam”, escreveu Pichai, que pediu desculpas.

Em um plano, o Google anuncia medidas de acolhimento como um site dedicado ao tema com atendimento instantâneo, possibilidade de acompanhamento de um colega durante a investigação, recursos extras durante e depois do processo, aconselhamento estendido à carreira da vítima e um time especial de conselheiros na divisão de relações empregatícias.

A empresa também ampliou a política de prevenção. Tornou o treinamento sobre assédio sexual obrigatório entre os funcionários (deve ser feito a cada dois anos) e determinou que chefes acompanhem de perto a liberação de bebidas alcoólicas, que não pode ser excessiva.

Em 20% das denúncias, as vítimas relataram que o agressor estava alcoolizado.

“A partir de agora, se você não completar o treinamento, vai receber uma estrela a menos em sua nota na sua avaliação de performance”, informa a empresa.

Outras empresas americanas de tecnologia são alvo de omissão em episódios de assédio. Em fevereiro de 2017, a engenheira Susan Fowler, ex-funcionária da Uber, relatou a dinâmica de autorização velada que a empresa dava a assediadores.

Ela relatou que, mesmo diante de inúmeros alertas, a área de recursos humanos não tomava providências contra o acusado devido ao seu cargo de chefia.

Redação Dinheirama
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