Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque é a informação de que a Amazon lançou um sistema de compra internacional para o Brasil.

Amazon lança sistema de compra internacional para o Brasil

A varejista Amazon anunciou nesta semana um recurso de compras internacionais que permitirá que clientes em todo o mundo – inclusive no Brasil – comprem mais de 45 milhões de itens que podem ser enviados a seus países a partir dos Estados Unidos.

O recurso de compra internacional exibirá preços, custos de envio e estimativas de impostos de importação. A Amazon vai gerenciar ainda o serviço de entrega e a liberação alfandegária em caso de possíveis surpresas no momento da compra ou entrega. Os clientes também podem escolher entre diferentes opções de envio e velocidades de entrega.

O recurso de compras internacionais, disponível em um navegador móvel e no aplicativo móvel para dispositivos iOS e Android, foi estendido a usuários para comprar produtos fora de seus mercados internos. A novidade estará disponível ainda em cinco idiomas: espanhol, inglês, chinês simplificado, português do Brasil e alemão.

A nova ferramenta permitirá que os clientes façam compras em 25 moedas, com mais idiomas e moedas a serem adicionados ao longo do ano.

Além disso, a Amazon disse na quarta-feira (18), que tem agora mais de 100 milhões de membros do serviço de vantagens Amazon Prime no mundo. Entre as vantagens do Prime, estão benefícios como compras com entregas mais rápidas e isentas de taxas de frete. Além disso, há plataformas de conteúdo como o serviço de streaming de vídeo Amazon Prime Video, o serviço de streaming de música Prime Music e a biblioteca de ebooks Audible Channels.

Jeff Bezos disse que o Prime Now, um serviço que oferece entrega gratuita dentro de duas horas, está agora disponível em mais de 50 cidades em nove países diferentes.

Briga judicial deixa sem uso satélite de R$ 2,7 bi que espalharia banda larga

A principal bandeira do governo federal no plano Internet para Todos, divulgado no fim de 2017, é um satélite da Telebras que custou R$ 2,7 bilhões e está sem uso desde junho do ano passado, quando chegou a seu ponto de órbita.

Após um leilão que não atraiu interessados, em outubro de 2017, a Telebras estava prestes a fechar um contrato com a americana Viasat, que finalmente instalaria os equipamentos em solo para usar o SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas).

A concorrente Via Direta, do Amazonas, porém, questionou o acordo na Justiça em março deste ano. A empresa diz que também era cotada para operar o satélite, e o edital da licitação previa ao menos três empresas, o que ela pede que seja mantido.

Quando há um leilão malsucedido, a Lei das Estatais exige que o contrato sem licitação siga as mesmas condições do edital anterior —agora, a União precisa provar que esse é o caso da parceria com a Viasat.

Enquanto isso, o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) suspendeu o negócio e pediu para analisar o contrato, que até este momento é sigiloso.

Segundo o governo, milhares de escolas e hospitais serão atendidos pelo satélite. “Cerca de 500 equipamentos que vão levar a banda larga de qualidade à área rural de Roraima estão prontos para serem instalados e aguardam a liberação”, diz a Telebras.

Planos não faltam. O Internet para Todos é a terceira política de universalização do acesso dos últimos anos. Em 2010, foi lançado o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), cujo intuito era levar internet para 40 milhões de domicílios até 2014, meta que não foi batida até hoje.

Quando foi feita a última pesquisa TIC Domicílios, de 2016, apenas 54% dos lares (36,7 milhões) tinham acesso à internet. O PNBL chegou ao fim em 2016, e sua única ação concreta, além de reativar a Telebras, em 2011, foi incentivar empresas a oferecer pacotes de celular mais baratos em algumas cidades.

A estatal se tornou o maior gasto individual com telecomunicações do governo. Desde 2011, a União investiu R$ 2,3 bilhões na empresa. Mais de 75% dessa verba foi para a construção e lançamento do SGDC.

Chat é a nova solução do Google para acabar com o SMS

O Google aparentemente está insatisfeito com a longa lista de soluções de comunicação que já desenvolveu. Agora, a empresa está lançando mais um serviço, segundo o The Verge, e o nome dele é Chat.

A ideia da nova plataforma é que ela substitua totalmente o SMS e que seja um “iMessage killer”. Mais importante que isso é que ele finalmente deve resolver todos os objetivos não cumpridos da companhia no envio de mensagens.

Em vez de criar um novo app, o que a companhia já fez várias vezes e sem sucesso, desta vez o Google quer adaptar um novo padrão de mensagem que vai tirar as pessoas do SMS. Para atingir isso, o Google já tem há um tempo feito lobby para operadoras adotem uma nova tecnologia chamada RCS (Rich Communication Services).

O Chat é essencialmente a cara desse protocolo. Ele será acessível via Mensagens, o app padrão de mensagens que vem instalado na maioria dos dispositivos Android.

Quando o Chat começar a funcionar — algo esperado ainda para esse ano — ele automaticamente estará ativo dentro do app Mensagens e vai substituir o SMS como um protocolo primário de mensagens. As mensagens entre usuários do Chat serão enviadas via RCS, e serão enviadas via internet em vez de um plano de SMSs da operadora. Esses envios devem gastar o mínimo possível do plano de dados do usuário.

As conversas com pessoas que não usam o novo protocolo serão feitas via SMS. Google e Microsoft estão por trás do RCS, mas a Apple, não. Portanto, aquelas bolhas de texto verde no iOS (quando a mensagem entre aparelhos iOS é enviada via SMS e não iMessage) devem estar longe de acabar.

Ok, então qual é a novidade do Chat? O protocolo suporta uma série de recursos de apps de mensagem modernos. Ele mostrará avisos de recebimento, indicadores de que a pessoa está digitando, mensagens de grupo e fotos e vídeos de alta resolução.

Redação Dinheirama
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