Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque são os desdobramentos da polêmica envolvendo a Apple.

Após polêmica sobre lentidão, Apple dá desconto de R$ 300 em troca de bateria

Após confirmar, em dezembro, que seus aparelhos iPhone têm funcionalidade que diminui sua velocidade conforme a bateria envelhece, a Apple dará descontos para quem quiser trocá-la.

A companhia reduziu em R$ 300 o preço de substituição de bateria, de R$ 449 para R$ 149, para iPhones 6 ou modelos mais recentes. Os descontos oferecidos serão mantidos até o final do ano.

A empresa indica que a revisão e a troca sejam feitas em lojas da Apple ou em uma assistência técnica autorizada.

De acordo com a companhia, O objetivo da diminuição da velocidade seria prevenir que o telefone desligue sozinho e “prolongar a vida útil” do aparelho.

O Procon-SP informou ter tentado notificar a Apple a respeito do problema e questionou sobre o desempenho de modelos antigos, prejuízos a usuários e os procedimentos para realizar trocas no Brasil.

Segundo o Procon, a Apple se recusou a assinar a notificação. Mesmo assim, representantes do órgão deixaram o documento no prédio da companhia e consideraram a comunicação feita, com prazo de dez dias para resposta.

Em nota, a Apple afirmou que sua intenção sempre foi a de que seus clientes pudessem usar seus aparelhos pelo máximo de tempo possível.

A Apple afirmou ainda que seus produtos são conhecidos pela durabilidade e que busca recuperar a credibilidade com quem duvidou das intenções da empresa.

Aplicativo chinês WeChat nega armazenar conversas de usuários

A Tencent Holdings, dona do WeChat, aplicativo de mensagens mais popular da China, negou armazenar o histórico de conversas dos usuários, depois que um importante homem de negócios foi à mídia dizendo acreditar que a empresa estava monitorando todas as contas do aplicativo.

“O WeChat não armazena as conversas de nenhum usuário. O histórico é salvo apenas nos celulares, computadores e outros aparelhos dos usuários”, informou a companhia em seu site.

“O WeChat não usará nenhum conteúdo de conversas dos usuários para análises de dados. Por causa do modelo técnico do aplicativo que não armazena ou analisa conversas de usuários, esse rumor de que estamos acompanhando o WeChat diariamente é um mal entendido”.

Li Shufu, presidente do conselho da Geelu Holdings , controladora da marca de automóveis Volvo, foi citado na mídia chinesa na segunda-feira (1º), dizendo que o presidente do conselho da Tencent, Ma Huateng, “deve estar observando nossas conversas no WeChat todos os dias.”

‘Uber chinês’ pagou US$ 600 milhões em dinheiro pela brasileira 99

O aplicativo de transporte chinês Didi Chuxing pagou US$ 600 milhões em dinheiro pela startup brasileira 99 e vai investir outros US$ 300 milhões na operação da companhia. Com o acordo, a 99 supera um valor de mercado estimado de US$ 1 bilhão, o que faz da startup o primeiro “unicórnio” – apelido dado às startups que superam essa cifra – conhecido no Brasil.

A aquisição corresponde a 100% da companhia, que foi fundada em 2012 pelos empreendedores Paulo Veras, Renato Freitas e Ariel Lambrecht – antes do acordo, a Didi tinha 45% de participação na 99. Os cofundadores e convidados celebram o acordo em uma festa na sede da 99, na zona Sul de São Paulo, com direito a uma série de unicórnios infláveis espalhados pelo escritório.

Após informações sobre o acordo vazarem ontem, a Didi e a 99 confirmaram a aquisição. As companhias, no entanto, não confirmam o valor da operação. Segundo o comunicado, a aquisição é fruto da parceria entre as duas empresas, que começou com o aporte de US$ 100 milhões da Didi na 99 em janeiro de 2017.

“As equipes de Didi e 99 trabalham em profunda parceria. Esse novo nível de integração trará para a região um serviço de mobilidade ainda mais acessível”, afirmou, por meio de nota, o fundador da Didi, Cheng Wei. “A globalização é uma prioridade estratégica para a Didi.”

Redação Dinheirama
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