Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque  é a notícia de que a Apple poderia lançar um carro até o ano de 2025.

A Apple pode lançar um carro entre 2023 e 2025

A previsão pode parecer um mero exercício de futurologia, mas tem lá sua base: ela foi feita pelo analista Ming-Chi Kuo, da consultoria TF International Securities, conhecido por acertar, nos últimos anos, as grandes novidades anunciadas pela empresa em novos modelos de iPhone. Para Kuo, o “Apple Car” tem potencial de revolucionar a indústria automotiva da mesma forma que o iPhone fez nos últimos anos.

“Será o próximo produto estelar da Apple”, escreveu o analista em uma nota publicada nessa quinta-feira, 16. Para ele, há “grandes oportunidades e demandas” no mercado de carros, que já está sendo redefinido por novas tecnologias – como conectividade e direção autônoma, por exemplo. Para Kuo, no entanto, o diferencial da Apple será aliar essas características com outras inovações, como realidade aumentada, para criar um automóvel capaz de bater os rivais.

“A Apple pode fazer uma integração melhor de hardware, software e serviços” que os atuais competidores no mercado de eletrônicos e de carros. Além disso, a Apple também poderá explorar serviços financeiros em torno da indústria automotiva.

Segundo Kuo, o carro, bem como o setor de serviços e um futuro dispositivo de realidade aumentada a ser lançado em 2020 (leia mais abaixo), serão as armas da empresa para alcançar um valor de mercado de US$ 2 trilhões – há duas semanas, a companhia comandada por Tim Cook se tornou a primeira empresa americana a bater o valor de US$ 1 trilhão.

As previsões de Kuo chamam a atenção especialmente porque hoje há poucos detalhes sobre o trabalho da empresa no setor. Sabe-se que a empresa tem um projeto de carro autônomo, chamado de Project Titan, desenvolvido desde 2014. Nos primeiros protótipos, a parte interior do carro foi projetada para ser um espaço de luxo que se assemelharia a uma sala de estar.

A ideia inicial do carro autônomo também contava com displays de realidade aumentadas e holográficos embutidos nos para-brisas e janelas do veículo, além de um teto solar feito de um material especial para reduzir o calor do sol e janelas com cores ajustáveis, semelhantes ao dos novos Boeing 787. O projeto, porém, não foi adiante por dificuldades da empresa de desenvolver partes fundamentais de um carro.

Ações da Tesla afundam após entrevista de Elon Musk ao New York Times

As ações da Tesla caíam cerca de 9% nesta sexta-feira (17) após o presidente-executivo Elon Musk dizer ao New York Times que seu tuíte sobre o fechamento do capital da empresa não foi revisado por ninguém.

As ações da montadora de carros elétricos caminham para seu pior dia em quase cinco meses, com os comentários de Musk chegando em um momento que os reguladores do mercado dos Estados Unidos pressionam os diretores da Tesla para obter detalhes sobre a quantidade de informações que o presidente-executivo compartilhou com eles.

No meio da tarde desta quinta, os papéis da empresa recuavam cerca de 8,9%, a US$ 305.

O jornal também relatou que a montadora está se movimentando para encontrar um segundo executivo para ajudar a aliviar um pouco a pressão sobre Musk, que tem lidado com problemas de produção do Model 3 e tem sido criticado por seu comportamento errático no Twitter.

“Há preocupações crescentes de que o conselho possa considerar mudar seu papel de CEO e presidente do conselho, e pode haver pressão da Securities and Exchange Comission (SEC) para que isso aconteça também com base na sua atividade no Twitter”, disse Ivan Feinseth, analista da Tigress Financial Partners.

“Embora isso possa ser uma questão de governança, seria uma questão muito decepcionante para a empresa, porque a visão e a personalidade de Elon Musk estão muito integradas na empresa.”

Musk disse na entrevista que não tem planos de abandonar seu duplo papel na montadora de presidente-executivo e presidente do conselho.

Na entrevista de uma hora, onde Musk se emocionou várias vezes, ele disse: “Este último ano foi o mais difícil e doloroso da minha carreira. Foi excruciante”.

Musk surpreendeu os mercados na semana passada ao tuitar que ele estava considerando fechar o capital da Tesla por US$ 420 por ação e que havia conseguido financiamento. Naquele dia, as ações dispararam 11%.

Funcionários do Google pedem explicação sobre projeto de retorno à China

O Google ainda está longe de lançar uma nova versão de seu serviço de buscas na China, disse Sundar Pichai, presidente executivo da empresa, em uma reunião a portas fechadas na última quinta-feira (16). A frase foi dita após funcionários do Google criarem um abaixo-assinado sobre um possível retorno da empresa ao país asiático. Nas últimas semanas, surgiram rumores de que a gigante americana estaria negociando com o governo chinês para voltar a oferecer o motor de pesquisas no país – o projeto, chamado de Dragonfly, faria o buscador não indexar termos e sites específicos, obedecendo ao controle chinês de informação e censura.

A informação foi publicada inicialmente na última semana pelo site americano The Intercept; nesta semana, funcionários da empresa se organizaram pedindo mais transparência quanto ao projeto – eles temem que o Dragonfly implique em redução da liberdade de expressão e da privacidade dos usuários em todo o mundo.

Na reunião, Pichai disse que o projeto está em fase inicial de desenvolvimento e que a “equipe está explorando muitas opções”. Ele ressaltou, porém, que lançar mais serviços na China faz parte da missão global da empresa – um mercado de mais de 1 bilhão de pessoas não pode ser desprezado.

Pressão. A criação de um aplicativo não é bem aceita por funcionários do Google e organizações de defesa dos direitos humanos. Eles estão preocupados que, para ter autorização para operar, a empresa concorde com as exigências de censura do governo chinês.

Funcionários assinaram uma petição pedindo que o Google forneça mais “transparência, supervisão e responsabilidade” no processo. Estratégia semelhante foi feita no começo do ano, quando funcionários discordavam do acordo da companhia com o governo dos EUA para o desenvolvimento de tecnologia de inteligência artificial para drones bélicos. A pressão garantiu o cancelamento da parceria.

“Precisamos urgentemente de mais transparência, um lugar na mesa de reuniões e um compromisso com processos claros e abertos: os funcionários do Google precisam saber o que estão ajudando a construir”, diz a petição sobre a China. O jornal The New York Times publicou pela primeira vez sobre o documento na última quinta-feira (16). O Google se recusou a comentar.

Redação Dinheirama
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