Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque  são os detalhes sobre o “Tinder do Facebook” que já está sendo testado na Colômbia.

Como funciona o “Tinder do Facebook”, que começou a ser testado na Colômbia

Quatro meses depois de anunciar a novidade, o Facebook afirma nesta quinta-feira (20) que o Facebook Dating, recurso de paquera à la Tinder, enfim chegou, mas só na Colômbia. A funcionalidade será testada no país sul-americano antes de chegar a outras localidades.

O deslizar popularizado pelo Tinder está presente no Facebook Dating, que se diferencia de seus concorrentes por causa de sua integração com grupos e eventos dentro do Facebook. O novo recurso a princípio não terá seu próprio aplicativo. Ele pode ser acessado dentro do aplicativo principal da rede social em smartphones — mas não no desktop.

Ao procurar por matches, o Facebook leva em consideração coisas como seu local, páginas curtidas em comum, similaridades entre os dois perfis e amigos em comum. Aqui mora uma outra diferença importante: você pode “expressar interesse” em alguém mesmo sem um match, podendo enviar uma mensagem, que a outra pessoa pode responder ou simplesmente ignorar. Importante ressaltar que só é possível trocar mensagens de texto — nada de fotos (o que inclui registro de órgãos genitais)

Além disso, outra distinção é que seus amigos no Facebook não são exibidos como possibilidade de combinação, apenas amigos de amigos ou estranhos completos. Pessoas bloqueadas também não aparecerão. Mas se você, por exemplo, apenas excluiu seu ex do Facebook, ele poderá aparecer lá.

Recentemente, o Facebook tem lidado com grandes preocupações de segurança e privacidade das informações dos usuários. Os executivos da rede social estão bem conscientes disso, e o Facebook Dating tenta trazer uma experiência que pareça segura para as pessoas. As únicas informações que o recurso novo pega do Facebook automaticamente, por exemplo, são nome e idade.

No momento da criação do perfil de namoro, o Facebook pede que você escreva uma curta introdução sobre você e o que você procura no novo espaço de paquera. Seu perfil de namoro na rede social traz uma mistura de fotos e respostas a perguntas feitas pelo Facebook, como “como é o seu dia perfeito?”, com espaço para nove fotos e perguntas no iOS e 12 no Android. Essas fotos podem ser selecionadas do seu rolo de câmera, das imagens publicadas no seu Facebook ou até mesmo a partir das imagens de Instagram que você escolheu publicar simultaneamente na rede social.

Se sua preocupação é com catfishing (golpe em que alguém finge se passar por outra pessoa, às vezes de outro sexo, enganando emocionalmente as vítimas), o Facebook tenta te dar segurança ao pedir que todos os usuários incluam sua localização, que será verificada pela rede social usando o GPS do seu smartphone. Nesse teste inicial na Colômbia, a busca por matches é feita em um raio de 100 quilômetros, e não é possível mudar sua localização para achar pessoas de outros locais. Se você viajar para outro país, por exemplo, precisará verificar novamente sua localização no Facebook.

Quando estiver disponível para o Brasil, não se preocupe, porque você só estará no “cardápio” do Facebook Dating se escolher participar dele, a partir do menu. O recurso é destinado apenas para maiores de 18 anos, é gratuito e sem anúncios.

Twitter dará a opção de voltar a ver as mensagens na ordem cronológica

O Twitter está disposto a voltar atrás depois de provocar o descontentamento de seus usuários há dois anos, quando mudou seu algoritmo para que vissem as mensagens mais destacadas em sua timeline, rompendo a ordem cronológica em que apareciam antes.

O microblog anunciou na noite de segunda-feira que trabalha em novas formas de dar aos usuários “mais controle sobre sua timeline”.

Agora o Twitter deixará que seus usuários vejam sua timeline de acordo com suas preferências: as mensagens poderão ser mostradas por ordem estritamente cronológica, ou através do algoritmo que seleciona e põe em destaque os “melhores” tuítes, seguindo o modelo do Facebook.

Esta opção será oferecida a partir das próximas semanas, informou a rede social.

A novidade introduzida há dois anos permitiu ao Twitter ser “mais pertinente e prático”, afirmou a empresa, com sede em San Francisco. A rede social apontou, no entanto, que também leva em conta “as reações dos usuários” adeptos ao antigo modo de funcionamento cronológico.

Google defende compartilhamento de dados do Gmail com terceiros

O Google forneceu detalhes sobre suas políticas para extensões de terceiros no Gmail, mas se esquivou das perguntas dos senadores dos Estados Unidos sobre desenvolvedores que violaram as regras da empresa para monitoramento dos e-mails.

A forma como os dados de usuários fluem entre grandes plataformas de tecnologia e seus parceiros tem enfrentado escrutínio em todo o mundo este ano, desde que o Facebook revelou que havia feito pouco para monitorar tais relacionamentos.

O Google disse em uma carta aos senadores norte-americanos divulgada nesta quinta-feira, 20, que se baseia em varreduras automatizadas e relatórios de pesquisadores de segurança para monitorar extensões após seu lançamento, mas não respondeu ao pedido dos legisladores para dizer quantos foram flagrados violando as políticas da empresa.

Os senadores podem cobrar maior clareza sobre as operações do Gmail em uma audiência da Comissão de Comércio sobre as práticas de privacidade das empresas de tecnologia marcada para 26 de setembro com funcionários do Google, Apple, AT&T e Twitter.

Os usuários do Gmail devem dar seu consentimento para ativar extensões, que podem ajudar a enviar emails com atraso, obter descontos com varejistas e remover listas de discussão indesejadas. De acordo com as políticas do Google, as empresas de software que criam essas extensões devem informar os usuários sobre como coletam e compartilham dados do Gmail.

O inquérito dos legisladores veio depois que o Wall Street Journal publicou em julho que alguns desenvolvedores não deixaram claro para os usuários que seus funcionários poderiam revisar as mensagens do Gmail e que seus dados poderiam ser compartilhados com terceiros. Especialistas em software disseram à Reuters em março que a auditoria de aplicativos que interagem com o Gmail, o Facebook e outros serviços é negligente.

O Google disse aos senadores que suspendeu extensões em razão da “falta de transparência para os usuários”, sem identificar os infratores ou quando as ações de fiscalização ocorreram.

Redação Dinheirama
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