Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque é a efetivação da compra da Fox pela Disney.

Disney compra Fox por US$ 66 bilhões e mira Vale do Silício

A aquisição pela Disney do conglomerado 21st Century Fox, controlado por Rupert Murdoch, um negócio avaliado em US$ 66,1 bilhões, representa o maior contra-ataque por uma empresa de mídia tradicional aos gigantes da tecnologia.

A aquisição, que seria considerada impensável alguns anos atrás, vai mudar o panorama de Hollywood e do Vale do Silício, caso seja autorizada pelas autoridades regulatórias americanas.

A Disney agora tem poderio suficiente para se tornar competidora real da Netflix, da Apple, da Amazon, do Google e do Facebook no reino do vídeo on-line, que vem crescendo aceleradamente.

Ao mesmo tempo, o acordo significa que um dos estúdios mais célebres, o 20th Century Fox, passará por um “downsizing”, com algumas operações combinadas às dos estúdios Disney e outras redirecionadas à produção de filmes para distribuição on-line.

Fundado em 1935, o estúdio Fox transformou Marilyn Monroe em estrela, produziu clássicos como “A Noviça Rebelde”, lançou o primeiro dos filmes da saga Star Wars e transformou “Avatar” no filme de maior sucesso de bilheteria de todos os tempos.

Mas recentemente, como a maior parte de Hollywood, ele vinha encontrando dificuldades para acompanhar as mudanças na forma pela qual as audiências mais jovens consomem conteúdo – ou seja, por meio de dispositivos conectados à internet.

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Hackers vazam dados cadastrais de 17,9 mil clientes da Netshoes

No começo de dezembro, hackers vazaram os dados cadastrais de 17.908 pessoas, incluindo CPF, RG, endereço e data de nascimento, dizendo que foram retirados do site do Netshoes.

O vazamento, publicado no site Pastebin, não continha informações sigilosas, como número de cartão de crédito ou senhas, mas pode servir para orquestrar golpes e spam com base no endereço dos clientes.

Em nota, a empresa nega que tenha havido uma invasão aos seus sistemas. A Netshoes entrou com um pedido na Justiça para tirar do ar o conteúdo das planilhas, o que foi acatado.

“A companhia reforça que tais dados não incluem informações bancárias, de cartões de crédito, ou senhas de acesso, e reitera o compromisso com a segurança de seus ambientes tecnológicos, a fim de garantir a proteção das informações de sua base de consumidores”, diz a Netshoes.

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EUA derrubam neutralidade da rede

A agência que regula telecomunicações nos EUA decidiu acabar com o princípio da neutralidade na internet, que até agora garantiu que a rede funcione de maneira aberta e igualitária. Com a mudança, os provedores poderão escolher os conteúdos que trafegam em suas conexões e discriminar a qualidade dos serviços de acordo com o preço cobrado.

Na prática, em vez de ser uma estrada desimpedida na qual todos andam na mesma velocidade, a internet passará a ter vias expressas ou lentas, dependendo de quanto o usuário ou o dono do aplicativo estiverem dispostos a pagar. Empresas de tecnologia, entidades que representam consumidores e Estados governados pelo Partido Democrata anunciaram que contestarão a medida na Justiça. Os grandes beneficiários da medida são as empresas de telefonia e TV a cabo que oferecem os serviços de conexão online.

Além de questionar sua legalidade, eles argumentam que o processo de consulta para elaboração da proposta foi contaminado. Investigação conduzida pelo procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman, concluiu que 2 milhões de comentários foram realizados com identidades roubadas.

A mudança faz parte da ofensiva do governo Donald Trump para desregulamentar setores da economia e promete transformar a maneira como a internet funciona. Os grandes beneficiários serão as operadoras de telecomunicações, que oferecem conexão. A neutralidade da internet havia sido aprovada em 2015 pela Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês). A proposta para rejeitá-la foi aprovada por três dos cinco comissários, todos ligados ao Partido Republicano – já os votos de oposição vieram de duas comissárias ligadas ao Partido Democrata.

 

Redação Dinheirama
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