Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque é a afirmação de um dos cofundadores do Facebook dizendo que a rede social é um monopólio.

Facebook é monopólio e chegou a hora de desmembrá-lo, diz cofundador da rede

Cofundador do Facebook na universidade Harvard junto a Mark Zuckerberg, Chris Hughes caracterizou, em artigo publicado no jornal The New York Times, a rede como um monopólio e pediu que autoridades tomem responsabilidade sobre os efeitos causados pela empresa na sociedade.

Em seu texto, ele pede um desmembramento da companhia, com as aquisições do Instagram e do WhatsApp pela empresa sendo desfeitas. Futuras aquisições deveriam ser proibidas por alguns anos.

A ação permitiria que novos competidores surgissem, investidores colocassem dinheiro no mercado e empresas de publicidade tivessem mais alternativas para anunciar.

Ele também pede a criação de uma agência reguladora para tratar de empresas de tecnologia e zelar pela privacidade dos usuários, seguindo modelos adotado pela Europa.

A agência deveria definir que tipos de discurso são aceitáveis dentro das plataformas sociais —o que, segundo Hughes, hoje cabe apenas a Zuckerberg.

A medida seria necessária, segundo ele, devido à grande concentração de poder e capacidade de influência acumulado pela companhia, e, em especial, Zuckerberg.

“Os Estados Unidos foram construídos sobre a ideia de que o poder não deve ser concentrado em uma única pessoa, pois somos todos falíveis.”

Segundo ele, o poder de Zuckerberg hoje não tem antecedentes, sendo maior do que o de qualquer político ou empresário.

“Mark sozinho pode definir como alterar o algoritmo da rede para decidir o que os usuários vão ver em seus feeds de notícias, que configurações de privacidade serão adotadas e que mensagens serão entregues”, diz.

Hughes se disse desapontado com Zuckerberg, a quem diz considerar uma boa pessoa, pois seu foco em crescimento o levou a trocar segurança e civilidade por cliques.

STF valida o uso de aplicativos de transporte de passageiros no País

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem validar o funcionamento no País de aplicativos de transporte individual de passageiros, como Uber, 99 e Cabify. O julgamento vai ser concluído nesta quinta-feira, quando os ministros vão fechar a tese em torno do tema (uma espécie de resumo com o entendimento da Corte sobre o assunto), devendo discutir o papel de municípios na fiscalização e regulamentação dos serviços.

Os ministros do Supremo retomaram o julgamento de um recurso da Câmara Municipal de São Paulo, que acionou o STF contra decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que derrubou uma lei municipal de 2015 que havia proibido o transporte de passageiros nessa modalidade na capital paulista. A Corte também julgou conjuntamente uma ação do PSL contra lei de Fortaleza que vetava o uso de carros particulares para o transporte de pessoas.

“A proibição ou restrição desproporcional da atividade de transporte por motorista cadastrado em aplicativo é inconstitucional por violação aos princípios da livre inciativa e livre concorrência”, disse o relator de uma das ações, ministro Luís Roberto Barroso. “Os municípios têm o poder de fiscalização, mas ao exercerem esse poder não podem instituir restrições irrazoáveis, como interferência nos preços”, ressaltou Barroso.

Aplicativos de serviços, como Uber  e 99,  estão se tornando em tempos de crise a principal fonte de renda para um número cada vez maior de trabalhadores atingidos pela crise econômica.

Fundadora de startup brasileira de psicologia recebe prêmio mundial

A brasileira Tatiana Pimenta, fundadora da startup Vittude, que conecta psicólogos a pacientes, recebeu US$ 30 mil (cerca de R$ 118 mil) na premiação mundial Cartier Women’s Initiative Awards, que reconhece empreendedoras mulheres que estão à frente de negócios de impacto social. Engenheira civil de 37 anos, ela foi uma das 21 finalistas e ficou em segundo lugar na categoria América Latina –  ao todo, três mil pessoas se inscreveram para a premiação.

Tatiana esteve na semana passada em São Francisco, nos Estados Unidos, para participar do evento. Para ela, a premiação traz retornos práticos, como conexão com investidores estrangeiros. “Empresas lideradas por mulheres têm dificuldade para receber aportes, já que não há quase mulheres em fundos de investimento. Prêmios como esse dão visibilidade”, disse ela, em entrevista ao Estado. “Em breve devemos ter fechamento de uma rodada de investimento, fruto de conversas que surgiram com a premiação”, adianta.

A startup, fundada em 2016, é uma plataforma digital que ajuda as pessoas a encontrarem psicólogos. A ideia, segundo Tatiana, surgiu da dificuldade de se comunicar com os profissionais de saúde.

“Na hora de procurar um psicólogo no plano de saúde as únicas informações que temos são nome, telefone e endereço. Isso não é suficiente para a escolha”, diz Tatiana, que além de fundadora é presidente executiva da startup. A Vittude também atende empresas, oferecendo vale consulta para os empregadores distribuírem entre os funcionários.

Redação Dinheirama
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