Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque  são os números negativos do Facebook que estão colocando em risco o emprego de Mark Zuckerberg.

Facebook perde US$ 119 bilhões e investidores pedem a cabeça de Mark Zuckerberg

Nos últimos anos, as empresas de tecnologia se tornaram uma espécie de dogma em Wall Street: a despeito das crises na economia, elas pareciam ser capazes de atrair novos usuários, aumentar seus faturamentos e gerar mais valor para seus acionistas. Na última quinta-feira (26), essa fé foi posta à prova pelo Facebook: no pregão da Nasdaq, a empresa viu suas ações caírem 19% e perdeu US$ 119 bilhões em valor de mercado. É a maior perda diária de valor da história de uma empresa de capital aberto nos Estados Unidos.

É como se, de um dia para o outro, desaparecesse o valor de uma Nike (US$ 125 bilhões), um McDonald’s (US$ 122,6 bilhões) ou uma General Electric (US$ 114 bilhões).

O resultado reflete o pessimismo dos investidores após a divulgação de projeções da empresa para os próximos trimestres: na quarta-feira, o Facebook anunciou que prevê queda em seu ritmo de crescimento de receita e de usuários para os próximos anos, bem como uma redução de suas margens de lucro – haverá mais gastos para proteger os dados dos usuários, o que também pode levar a perdas nas receitas com anúncios.

Com o prejuízo, alguns grandes acionistas do Facebook já começam a pedir a demissão de Zuckerberg, de acordo com o site especializado Business Insider.

O site aponta que o fundo Trillium, que controla mais de 11 milhões de dólares (41 milhões de reais) em ações do Facebook, protocolou proposta para mudar a governança corporativa da empresa, com o objetivo de fazer com que o empresário abandone ao menos um de seus postos. Na avaliação do grupo, ele concentra muito poder ao ocupar o cargo de CEO e também de presidente do conselho.

Acionistas da Fox aprovam venda para a Disney por US$ 71 bilhões

A 21st Century Fox anunciou que seus acionistas aprovaram a oferta de aquisição de seus ativos de cinema e televisão por US$ 71 bilhões, em ações e dinheiro, feita pela Walt Disney Company em junho. Os resultados da reunião de acionistas foram divulgados em um encontro especial realizado nesta manhã em Nova York.

A Disney já havia feito uma proposta anterior na casa de US$ 54 bilhões, mas foi forçada a aumentá-la depois que a Comcast, maior empresa de televisão dos EUA, propôs pagar US$ 66 bilhões pela Fox. Na semana passada, a Comcast desistiu da Fox, mas resolveu continuar na briga pela rede de televisão britânica Sky, um dos principais ativos da Fox.

Com a aprovação pelos acionistas, resta pouco para o acordo ser firmado – a transação já havia sido aprovada previamente pelas autoridades regulatórias americanas. Se o acordo chegar ao fim, a Disney terá direito sob marcas famosas da Fox, como os X-Men, Os Simpsons e Arquivo X. Além disso, a empresa ganha força para lutar contra gigantes de tecnologia que tem entrado no ramo do entretenimento, como Netflix e Amazon.

Não serão, porém, todos os ativos da Fox, comandada pelo magnata da mídia Rupert Murdoch, que serão vendidos à Disney: a emissora de TV Fox, bem como a Fox News e os canais de esportes Fox Sports farão parte de uma nova empresa, possivelmente chamada de New Fox.

Ações do Twitter despencam com queda no número de usuários

As ações do Twitter despencaram nas operações antes da abertura do mercado após a empresa afirmar que perdeu usuários no segundo trimestre deste ano.

A rede social fechou o período com 335 milhões de usuários mensais, 1 milhão a menos do que o registrado nos três primeiros meses do ano, principalmente nos Estados Unidos.

O maior rival do Facebook –cujas ações despencaram quase 20% nesta quinta-feira (27) após a rede divulgar receita abaixo do esperado– disse que a decisão de penalizar usuários mal comportados tinha valido a pena, embora mensalmente o uso da rede social tenha caído.

A empresa não revelou o número de usuários diários.

O Twitter tem estado sob a pressão de reguladores em vários países para eliminar discursos de ódio, conteúdo abusivo e desinformação, bem como proteger melhor dados dos usuários e aumentar a transparência nos gastos com propaganda política, além de combater contas falsas e robôs usados para manipular a plataforma.

A empresa de mídia social aumentou as exclusões e suspensões de contas nos últimos meses, dizendo que essa era uma razão pela qual o número de usuários mensais diminuiu.

Analistas esperavam um ganho de 1 milhão de usuários, e os resultados podem ampliar as preocupações de que o Twitter não tem uma clara estratégia para aumentar o uso e a receita juntos.

O presidente-executivo Jack Dorsey disse que o número de usuários diários cresceu 11% em comparação com um ano atrás, acrescentando que isso mostrou que abordar “comportamentos problemáticos” estava transformando o serviço.

Spotify atinge 83 milhões de assinantes pagos

A plataforma de streaming de música Spotify anunciou, nesta quinta-feira (26), ter atingido 83 milhões de assinantes pagos, apontando um crescimento constante.

Em comparação ao mesmo período de 2017, representou um aumento de 40%. Há três meses, eram 75 milhões de usuários pagos.

O Spotify atribuiu esse crescimento a um avanço nos mercados emergentes, em especial América Latina e Sudeste Asiático, e à popularidade do pacote família. Ainda assim, os planos individuais continuam a registrar melhor receita.

No final de junho, o aplicativo registrava uma base de 180 milhões de usuários ao mês, incluindo aqueles que usam o serviço gratuitamente.

Apesar do rápido crescimento do streaming ao redor do mundo, o Spotify ainda não registra lucro, já que prioriza a expansão da plataforma.

As perdas operacionais no trimestre chegaram a €90 milhões de euros, embora dois terços desse montante estejam relacionados aos custos para estrear na Bolsa de Nova York este ano, assim como a opções de ações de empresas mais caras do que o esperado.

Amazon tem lucro recorde de R$ 9,3 bilhões no trimestre

A Amazon.com divulgou lucro trimestral de US$ 2,5 bilhões (R$ 9,3 bilhões).

O valor é um recorde para o período e foi mais que o dobro das expectativas de Wall Street, que já  prevê um forte desempenho no terceiro trimestre, graças à divisão de serviços de computação em nuvem e publicidade.

As ações da empresa subiam mais de 2% no pregão após o fechamento, um alívio para investidores do setor de tecnologia que foram abatidos pelos alertas de quedas do Facebook. As ações da rede de Mark Zuckerberg despencarem 19%.

Mais cedo, impactadas pelas quedas do Faceboook, as ações da Amazon.com caíram quase 3%. Foi a  segunda maior queda entre o grupo de grandes empresas de tecnologia — Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google .

A Amazon estimou lucro operacional entre US$ 1,4 bilhão e US$ 2,4 bilhões para o terceiro trimestre, ante US$ 347 milhões no mesmo período do ano passado.

Analistas esperavam que a empresa divulgasse uma cifra de US$ 843 milhões, segundo média de projeções apurada pela Thomson Reuters I/B/E/S.

A companhia informou ainda que espera que as vendas do terceiro trimestre somem entre US$ 54 bilhões e US$ 57,5 bilhões ante US$ 43,7 bilhões registrados um ano antes.

Redação Dinheirama
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