Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque é o lançamento no Brasil do novo aplicativo de pagamentos da Google.

Google lança no Brasil aplicativo único para sistemas de pagamentos

O Google anunciou nesta terça-feira (20) a chegada do Google Pay ao Brasil, aplicativo que unifica os serviços do Pagar com Google (Google Wallet), voltado para compras on-line, e do Android Pay, de pagamento por aproximação em lojas físicas.

Para usar a ferramenta, o usuário deve salvar seus cartões de crédito ou débito na sua conta Google.

O aplicativo não compartilha, porém, o número de cartão real na hora de efetuar o pagamento. Ao cadastrar o cartão, ele usa um número virtual criptografado e diferente do original do plástico.

O Google Pay registra ainda dados sobre compras recentes, indica lojas próximas ao usuário e conta com informações sobre programas de fidelidade e vales-presente.

O Google anunciou também uma nova categoria que terá acesso a seus serviços de pagamento: correntistas do Bradesco que possuem cartão de crédito Visa. Demais instituições habilitadas podem ser consultadas no site do Google Pay.

A corrida das empresas de tecnologia pelo setor de pagamentos brasileiro tem se acirrado.

O Google lançou o Android Pay em novembro do ano passado.

Na sexta-feira (16), a Apple trouxe ao Brasil o Apple Pay, seu sistema de pagamento por aproximação, com quatro anos de atraso em relação aos Estados Unidos.

Cinco dias após o anúncio da Apple, a Samsung, pioneira em pagamentos por aproximação no país, informou que o Samsung Pay passou a ser compatível também com  tickets alimentação, refeição e cultura.

Um terço da população brasileira não utiliza a internet

Apesar dos avanços tecnológicos mundo afora, a proporção de desconectados no Brasil ultrapassava um terço da população em 2016. Cerca de 63,4 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade não utilizaram a internet em 2016 (35,3% do total), ou por que não sabiam usar (37,8%), por falta de interesse (37,6%) ou por considerar o serviço caro (14,3%).

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016: acesso à Internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal (Pnad Contínua – TIC 2016) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O total de conectados somou cerca de 116 milhões de brasileiros, o que equivale a 64,7% da população com 10 anos ou mais de idade. De acordo com o IBGE, os brasileiros estão usando a internet como uma forma de comunicação mais barata e alternativa às tradicionais ligações telefônicas.

“Com WhatsApp e outros aplicativos, fica mais barato você passar uma mensagem para alguém, basta estar num guarda-chuva de Wi-Fi. A pessoa pode estar em outro estado, em outro País. Facilita muito, isso aproxima as pessoas que estão distantes”, lembrou o porta voz do IBGE.

Embora a tendência seja de melhora em relação a anos anteriores, mais de 30% dos lares brasileiros ainda estavam desconectados em 2016. Os principais motivos listados para não usar a Internet na residência foram falta de interesse (34,8%), custo alto do serviço (29,6%) e desconhecimento dos moradores sobre como navegar na rede (20,7%).

“Os dados de pobreza vão dialogar muito com esses dados de acesso à internet. Nos locais com menos domicílios com acesso à internet, o rendimento é menor, o grau de instrução da população é mais baixo, isso vai influenciar os resultados”, lembrou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Cerca de 69,3% dos domicílios do País (48,1 milhões) tinham acesso à internet em 2016, graças à disseminação do acesso à rede via telefone celular. O computador foi o único meio de acesso à internet em apenas 2,3% dos domicílios, mesmo presente em 57,8% deles. Em 77,3% das residências conectadas havia o uso da banda larga móvel (3G ou 4G), superando o da banda larga fixa (71,4%). A predominância da banda larga móvel crescia em áreas onde a infraestrutura de rede é mais precária, como o Norte e Nordeste.

“O acesso à internet via celular é especialmente importante para essas regiões Norte e Nordeste”, disse Maria Lucia Vieira, gerente da Pnad.

Falha no Tinder permitia invadir contas apenas com o número do celular da vítima

Vulnerabilidades no Tinder e na ferramenta Account Kit do Facebook permitiram a um hacker assumir o controle do Tinder de outros usuários – ganhando acesso até mesmo as mensagens privadas – usando apenas o número de telefone da vítima.

O problema foi descoberto por Anand Prakash, um pesquisador de segurança, e já foi corrigido tanto pelo Tinder quanto pelo Facebook.

Em vez de pedir que seus usuários cadastrem um nome e uma senha antes de começar a procurar por pretendentes, o Tinder usa o Account Kit, uma ferramenta para desenvolvedores da plataforma Facebook que, como explica a página oficial, as pessoas a se cadastrarem de forma rápida e fácil em aplicativos de terceiros usando o número de telefone ou endereço de email como credenciais, sem a necessidade de utilizar senhas. Usuários podem simplesmente inserir o número do próprio telefone para receber um código de verificação por SMS e usarem o serviço.

Mas Prakash encontrou vulnerabilidades nessa configuração que permitiram a ele logar na conta do Tinder de alguém – e uma vez logado, ele pode ler as mensagens e escolher novos pretendentes para o usuários invadido.

“Havia uma vulnerabilidade no Account Kit, … que um invasor poderia ter usado para ganhar acesso a conta de qualquer usuário usando apenas o número de telefone dele. Uma vez dentro, o invasor poderia encontrar o token de acesso presente nos cookies do Account Kit de cada usuário”, explicou Prakash em seu blog. Disso, o hacker poderia utilizar o token de acesso para logar na conta do Tinder de alguém.

“A API do Tinder não checava o ID do cliente no token providenciado pelo Account Kit”, explicou o pesquisador. “Isso permitia ao invasor usar o token de acesso de qualquer outro aplicativo que fizesse uso do Account Kit para invadir as contas do Tinder de outros usuários”.

Felizmente, Prakash reportou suas descobertas para os programas de denúncia de bugs de cada companhia, que premiam pesquisadores de segurança com dinheiro em troca de informações sobre as vulnerabilidades que eles descobrem.

“Nós rapidamente corrigimos o erro e somos gratos ao pesquisador que a trouxe para nós”, disse um porta-voz do Facebook. Prakash diz que o Facebook o premiou com US$ 5 mil pelo seu programa de bugs. Ele também recebeu US$ 1.250 do Tinder.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários