Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque é a nova roda de investimento do banco digital Nubank.

Nubank capta US$150 milhões em rodada de investimento liderada por DST Global

O banco digital Nubank levantou US$ 150 milhões em nova rodada de investimento, elevando para US$ 330 milhões o total captado desde a fundação em 2013, informou a instituição financeira na última quinta-feira (1).

O Nubank não informou a fatia da empresa detida atualmente por investidores, nem o percentual que segue nas mãos dos fundadores controladores.

A sexta rodada de investimento foi liderada por DST Global e contou com participação de atuais investidores – Founders Fund, Redpoint Ventures, Ribbit Capital e QED – e dos novos entrantes Dragoneer Investment Group e Thrive Capital.

“O Nubank já gera caixa operacional desde o ano passado, então o objetivo da captação não é operacional, e sim garantir alavancagem financeira para suportar o acelerado crescimento que temos visto desde o nosso lançamento”, disse em comunicado à imprensa David Vélez, fundador e presidente-executivo da companhia.

O Nubank, que alguns meses atrás oferecia apenas cartões de crédito, recebeu autorização em janeiro para ter uma operação bancária.

Netshoes vai contatar 2 milhões de clientes após vazamento de dados

A Netshoes informou nesta terça-feira (27) que registrou, em dezembro, vazamento de dados não bancários específicos de 2 milhões de clientes.

Segundo a assessoria de imprensa da empresa, foram vazados dados como senhas, data de nascimento, forma de pagamento e produto comprado.

A Netshoes disse que vai contatar os clientes afetados pelo vazamento.

O Ministério Público do Distrito Federal notificou a companhia em janeiro para que informasse os usuários atingidos pelo vazamento. Uma nova reunião do MPF com a empresa ocorreu semana passada sobre a forma como a notificação ocorreria.

“Na ocasião, foi acordado que a empresa fará a comunicação pessoal, por meio de contato telefônico, a todos os clientes que tiveram seus dados disponibilizados por terceiros na internet”, afirmou a Netshoes em comunicado à imprensa.

De acordo com o comunicado enviado pela empresa de comércio eletrônico à SEC (Securities and Exchange Commission), a polícia brasileira está investigando o caso, e os clientes atingidos estão sendo notificados sobre o incidente. A expectativa é que todos sejam informados até abril.

Serviço de streaming Spotify vai abrir capital nos Estados Unidos

O serviço de streaming de música Spotify registrou seu pedido de oferta pública direta (DPO, na sigla em inglês) de ações na Bolsa de Valores de Nova York. A empresa sueca, fundada em 2006, tem mais de 70 milhões de assinantes pagos e 159 milhões de usuários ativos em todo o mundo. Com a ação, a empresa pretende levantar US$ 1 bilhão. As ações da empresa serão negociadas em bolsa sob a sigla SPOT.

De acordo com o site de tecnologia The Verge, as ações da empresa serão listadas diretamente, numa estratégia para que a oferta das ações no mercado aberto comece mais rápido, já que a companhia pretende levantar um grande quantia em seu DPO. Ofertas públicas diretas (DPO) são pouco comuns mesmo nos EUA e feitas, na maioria das vezes, por empresas de porte menor. O Spotify tornou-se a primeira grande companhia a protocolocar um pedido para realizar o procedimento nos últimos anos. Fundada em 2008, a empresa sueca é a maior empresa global de streaming de música, com valor de mercado avaliado em U$ 19 bilhões no ano passado.

No relatório, a empresa afirmou que fechou o ano de 2017 com receita próxima a US$ 4,99 bilhões, ao mesmo tempo em que suas perdas ficaram em cerca de US$ 1,5 bilhão. No total, a companhia disse ter 159 milhões de usuários por mês e 71 milhões de assinantes pagos em dezembro do ano passado. O número de assinantes pagos cresceu 46% em relação ao mesmo período de 2016, enquanto o número de usuários ativos subiu 29%.

Apesar do crescimento acelerado, o Spotify tem enfrentado problemas para ganhar dinheiro com sua base de usuários, já que a maior parte de sua receita é usada pela empresa para pagar direitos autorais sobre a reprodução das músicas. Por ora, a empresa ganha dinheiro apenas com a mensalidade paga pela versão premium do serviço, sem anúncios, e com a publicidade exibida aos que usam o serviço de graça.

Redação Dinheirama
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