Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque é a notícia de que a Microsoft se tornou membro de um seleto grupo de empresas trilionárias.

Computação em nuvem leva Microsoft a entrar para o ‘clube do US$ 1 trilhão’

O clube das empresas que bateram a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado ganhou nesta semana um novo membro: a Microsoft.

Ao divulgar seus resultados financeiros para o 1º trimestre de 2019, com faturamento de US$ 30,5 bilhões no período, a empresa viu suas ações baterem 4,5% na bolsa de valores Nasdaq – alta suficiente para atingir tal marca pela primeira vez, mesmo que por alguns minutos. O feito já tinha sido alcançado no ano passado pela Amazon e pela Apple, que podem repetir a dose nos próximos dias – ambas as empresas estão valorizadas acima de US$ 950 bilhões no momento.

Além de alcançar um novo patamar, a Microsoft também se tornou de novo a empresa mais valiosa do mundo – posto que já ocupou no passado e, também, em dezembro último. Mérito de Satya Nadella, indiano que assumiu o comando da companhia há cinco anos. Vindo da área de computação em nuvem, Nadella encontrou uma empresa que tinha naufragado no mundo dos smartphones e via seu principal produto, o Windows, perder relevância com a desaceleração da venda de PCs no mundo todo.

De 2014 para cá, Nadella transformou a Microsoft em uma séria competidora do mercado de computação em nuvem, uma das meninas dos olhos do mercado corporativo.

Nesse movimento, Nadella fez as ações da empresa mais que triplicarem em valor de mercado nos últimos cinco anos – do patamar de US$ 40 para US$ 129, nas negociações após o fim do pregão da Nasdaq. A divisão de Azure foi responsável por praticamente um terço das receitas da empresa no período, com faturamento de US$ 9,65 bilhões. “Estamos acelerando nossa inovação na nuvem, de forma que os clientes da Microsoft possam crescer e ser competitivos no mercado”, disse Nadella, a acionistas.

Hoje, o Azure, serviço da companhia de Redmond, tenta tomar a liderança no setor do Amazon Web Services (AWS), comandado por Jeff Bezos.

Samsung adia lançamento do Galaxy Fold, depois de defeitos na tela

A Samsung vai adiar o lançamento de seu primeiro smartphone dotado de tela dobrável, planejado para 26 de abril, depois que surgiram informações sobre defeitos em algumas das unidades distribuídas para jornalistas, um revés para a maior fabricante mundial de celulares.

A companhia, sediada em Suwon, Coreia do Sul, anunciou que adiaria o lançamento do Galaxy Fold no varejo, sem informar uma nova data. Diversas publicações, entre as quais a Bloomberg News, noticiaram diversos problemas com as versões de teste do aparelho de US$ 1.980 (R$ 7.800), depois de apenas alguns dias de uso. A Samsung havia anunciado que investigaria plenamente a questão, embora indicasse inicialmente que manteria a data planejada.

“Embora muitos dos jornalistas que receberam modelos de teste tenham nos falado do vasto potencial que veem no aparelho, alguns também nos mostraram novas melhorias de que o aparelho necessita e poderiam garantir a melhor experiência possível ao usuário”, afirmou a Samsung em comunicado. “Para avaliar plenamente esse feedback e conduzir testes internos, decidimos adiar o lançamento do Galaxy Fold. Planejamos anunciar a data de lançamento dentro de algumas semanas”.

O adiamento pode ajudar a Samsung a evitar os problemas maiores que surgiriam caso vendesse aparelhos defeituosos aos consumidores. A empresa sofreu um grande revés em 2016 quando teve de recolher o Galaxy Note 7, um modelo que exibia a tendência de entrar em combustão espontânea. O episódio causou bilhões de dólares em prejuízos à empresa e prejudicou sua reputação, na batalha contra a Apple no mercado de smartphones de primeira linha.

Crescimento de receita da Uber no Brasil desacelera em 2018

A Uber divulgou detalhes de sua bilionária oferta pública inicial de ações (IPO) que incluem dados sobre a operação da companhia no Brasil, segundo maior mercado da empresa depois dos Estados Unidos.

Os dados disponibilizados no prospecto mostram que a Uber teve receita de US$ 959 milhões (R$ 3,8 bilhões) em 2018, um crescimento de 15,4% sobre o desempenho de 2017.

Enquanto isso, nos EUA, a receita da empresa subiu 49% no período, para US$ 6,07 bilhões .

O desempenho da empresa no Brasil mostra uma desaceleração, uma vez que em 2017 a Uber teve faturamento de US$ 831 milhões, um salto de três vezes e meia sobre a receita de US$ 236 milhões registrada em 2016, segundo o prospecto.

O prospecto não traz explicações sobre a desaceleração na receita. Procurada no Brasil, a companhia não pode comentar o assunto de imediato.

No total, o faturamento da empresa em 2018 somou US$ 11,27 bilhões, crescimento de 42% na base anual.

O IPO da Uber é o maior nos Estados Unidos desde a listagem gigante chinesa de comércio eletrônico Alibaba em 2014.

A companhia deve precificar o IPO em 9 de maio e os negócios com as ações da companhia começam no dia seguinte.

A faixa de preço indicativa foi definida entre US$ 44 e US$ 50.

Redação Dinheirama
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