Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque são as preocupações que os esforços do Facebook no projeto de reconhecimento facial podem levar a mais problemas com a privacidade.

Esforços de reconhecimento facial do Facebook geram preocupação sobre privacidade

Quando o Facebook lançou seus novos recursos de reconhecimento facial na União Europeia, neste ano, promoveu a tecnologia como uma maneira de ajudar as pessoas a protegerem suas identidades na rede.

“A tecnologia de reconhecimento facial permite que ajudemos a protegê-los contra o uso indevido de suas fotos por desconhecidos que queiram se passar por vocês”, informou o Facebook aos seus usuários na Europa.

Foi uma decisão arriscada. Seis anos antes, a rede social havia desativado essa tecnologia na Europa depois que autoridades regulatórias da região questionaram o sistema de consentimento adotado. Agora, o Facebook está reintroduzindo o recurso como parte de uma atualização de seu processo de autorização por usuários na Europa.

Mas a companhia corre riscos sérios ao promover agressivamente esse tipo de tecnologia. Mais de uma dezena de organizações de defesa da privacidade e do consumidor, e pelo menos algumas autoridades, argumentam que o uso de reconhecimento facial pela empresa viola a privacidade dos usuários por não obter o devido consentimento.

As queixas se somam às críticas que o gigante do Vale do Silício enfrenta por seu uso de dados pessoais de usuários. Diversas agências do governo americano investigam a resposta do Facebook à coleta de dados sobre seus usuários pela consultoria política Cambridge Analytica.

A campanha do Facebook para promover o reconhecimento facial também coloca a empresa em posição central em um debate cada vez mais intenso sobre como essa poderosa tecnologia deveria ser usada. Ela pode ser empregada para identificar pessoas remotamente sem que elas saibam disso ou autorizem a prática. Embora seus proponentes a vejam como um recurso tecnológico de combate ao crime, os especialistas em direitos civis alertam que poderia permitir a criação de um sistema de vigilância em massa.

O reconhecimento facial funciona por meio da análise de imagens de rostos de pessoas não identificadas em fotos, e pela comparação entre os códigos referentes às suas feições, assim obtidos, com um banco de dados de imagens de pessoas identificadas. O Facebook disse que os usuários estão no controle do processo, e afirmou que “vocês controlam o reconhecimento facial”.

Mas os críticos dizem que as pessoas na verdade não têm controle sobre a tecnologia —porque o Facebook analisa as imagens de seus rostos em fotos postadas no serviço mesmo que o controle de reconhecimento facial do usuário não autorize a prática.

“O Facebook tenta explicar suas práticas de maneiras que fazem com que a empresa pareça boa, e que eles de alguma forma estão protegendo a privacidade dos usuários”, disse Jennifer Lynch, advogada sênior da Electronic Freedom Frontier, uma organização de defesa dos direitos dos cidadãos na mídia digital. “Mas não menciona o fato de que eles analisam todas as fotos subidas para o site”.

WhatsApp lança iniciativa global para combater notícias falsas na plataforma

O aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp anunciou nesta terça-feira, 3, sua primeira grande iniciativa para combater as notícias falsas na plataforma. A empresa vai oferecer bolsas de estudo para pesquisadores que se dediquem a entender o fenômeno. O investimento se junta a outras pequenas iniciativas que o WhatsApp – que faz parte do Facebook desde 2014 – vem adotando para tentar minimizar o problema, que tem se ampliado em países como Brasil e Índia – neste último, o aplicativo foi responsabilizado por uma onda de linchamentos a partir da disseminação de notícias falsas.

A princípio, a empresa vai oferecer 20 bolsas de estudo no valor de US$ 50 mil. Para obterem o valor, os especialistas deverão investigar qual o impacto que o compartilhamento de notícias falsas no WhatsApp tem na sociedade. A empresa vai priorizar estudos que abordem fatores como as motivações para pessoas considerarem um conteúdo confiável e o compartilharem no aplicativo e o uso do WhatsApp durante eleições.

Há também a preocupação em investigar formas de detectar comportamentos problemáticos no aplicativo, uma vez que todas as mensagens trocadas por seus mais de 1,5 bilhão de usuários no mundo – 120 milhões deles no Brasil – são criptografadas de ponta a ponta. Na prática, isso significa que elas são codificadas antes de sair do aparelho do remetente, passando pelos servidores do WhatsApp, até finalmente serem decodificadas no destinatário.

Vendas online caíram quase 30% durante jogos do Brasil na Copa

Um estudo promovido pela Konduto, empresa de antifraude que analisa o risco de transações on-line, detectou que o volume de vendas no e-commerce nacional caiu até 28% durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo. As análises levaram em consideração uma amostragem de 22 milhões de pedidos, realizados entre os meses de maio e julho.

O momento de maior declínio de transações on-line para as lojas virtuais brasileiras foi o segundo tempo da partida de quartas de final contra a Bélgica: enquanto o Brasil tentava reverter o placar e evitar a classificação, as transações no e-commerce caíram 28,1% em comparação a uma tarde de sexta-feira sem Copa.

Outras duas partidas impactaram significativamente os gráficos de conversão dos lojistas, ambas na primeira fase: o jogo de estreia, contra a Suíça (25,9% abaixo da média para um domingo), e contra a Costa Rica (25,5%, comparando com uma manhã de sexta). Diante da Sérvia, ainda pela fase de grupos, o reflexo foi de 21,6%. O confronto de oitavas de final contra o México foi o que menos impactou o e-commerce nacional: 18,6%.

“Estes números já eram esperados”, resume Tom Canabarro, co-fundador da Konduto. Segundo ele, o impacto poderia ter sido muito maior se o Brasil tivesse passado da Bélgica e ido à semi-final da Copa do Mundo.

Redação Dinheirama
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