Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque é a notícia de que a Samsung terá que pagar mais de US$ 140 para Apple por plágio.

Samsung terá de pagar mais US$ 140 milhões à Apple por ‘copiar’ iPhone

Depois de quase cinco dias de deliberação, a Justiça americana decidiu que a fabricante de eletrônicos Samsung deverá pagar mais US$ 140 milhões à Apple, por “copiar” o iPhone. No total — somando-se ao valor de US$ 399 milhões que já foi pago pela sul-coreana à americana nos últimos anos — a Samsung terá de pagar US$ 539 milhões por infringir patentes de design e de recursos dos smartphones da Apple. As informações, que constam nos documentos elaborados pela corte, colocam a disputa judicial entre as duas gigantes de tecnologia em seu estágio final.

As duas maiores fabricantes de smartphones do mundo mantêm a disputa na Justiça desde 2011, quando a Apple entrou com um processo alegando que a Samsung havia copiado seus produtos. A Samsung foi considerada culpada em um julgamento em 2012, mas houve um desentendimento em relação à indenização que a companhia sul-coreana deveria pagar à americana, o que levou o julgamento a se arrastar até os dias atuais.

Por meio de comunicado, a Apple afirmou que estava satisfeita que o juri “concordou que a Samsung deve pagar por copiar nossos produtos”. “Nós acreditamos profundamente no valor do design”, afirmou a companhia. “Esse caso sempre representou mais que só dinheiro.”

A Samsung afirmou que está considerando todas as opções para contestar a decisão. “A decisão de hoje vai contra uma decisão da Suprema Corte que decidiu em favor da Samsung em relação às patentes de design”, disse a empresa, por meio de comunicado.

Nova regra de privacidade online na Europa entra em vigor

A União Europeia aciona a partir desta sexta-feira (25) as engrenagens de uma revolução regulatória na internet, revisando as suas regras de privacidade online pela primeira vez desde 1995.

O novo marco legal, conhecido como GDPR (regulação geral de proteção de dados, em inglês), consolida esse bloco econômico como a vanguarda no controle da rede e deve afetar o restante do mundo, inclusive o Brasil.

“Temos visto nos últimos anos que existe um movimento crescente de países interessados em modernizar suas regulações a partir dos princípios Implementados pela UE”, disse a imprensa Bruno Gencarelli, chefe da unidade de fluxo e proteção de dados da Comissão Europeia (braço executivo do bloco).

Com as novas regras, os 500 milhões de cidadãos europeus terão o direito de saber que informações pessoais são armazenadas pelas empresas. Nos casos em que não houver justificativa para a manutenção dos dados, poderão exigir que sumam.

As empresas que descumprirem o novo marco serão multadas em até 4% de sua renda global ou R$ 80 milhões, o que for mais alto.

As leis não afetam apenas as firmas gigantes do naipe do Facebook, mas qualquer companhia que retenha informações, como bancos ou hotéis. Elas também valem às empresas estrangeiras, como as brasileiras, que coletam dados em território europeu.

O GDPR é baseado na ideia de que as informações pessoais são propriedade dos usuários e, portanto, cabe a eles o controle de como são manejados.

Uber vai construir laboratório em Paris para carros voadores

O aplicativo de transportes Uber anunciou que construirá um novo laboratório em Paris para desenvolver o Uber Elevate, sistema responsável pela operação de carros voadores da empresa. O Centro de Tecnologias Avançadas de Paris é o primeiro centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa fora da América do Norte.

Para construir o local, o Uber investirá US$ 23,5 milhões nos próximos cinco anos. Será necessário organizar em Paris todas as tecnologias necessárias para o desenvolvimento dos carros voadores, inclusive algoritmos de inteligência artificial e sistemas de controle de tráfego aéreo.

“A França é o lugar perfeito para desenvolvermos o Uber Elevate e novas iniciativas de tecnologia”, disse o presidente executivo do Uber, Dara Khosrowshahi. Para ajudar no desenvolvimento do projetos de carros voadores, a empresa anunciou também uma parceria de cinco anos com a École polytechnique, uma universidade de Paris que é referência na área de engenharia.

A construção do laboratório em Paris não significa que em breve serão realizados testes com carros voadores na cidade. Até agora, as únicas cidades que concordaram em receber testes de carros voadores a partir de 2012 foram Dallas e Los Angeles.

O Uber está investindo nesse tipo de transporte por acreditar que, no futuro, os transportes planos não atenderão à demanda de transporte das cidades. “Percebemos que aumentar uma dimensão na mobilidade urbana era um ingrediente necessário na transformação”, disse o presidente executivo da empresa recentemente em entrevista ao site The Verge.

Redação Dinheirama
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