Chegamos a mais uma de nossas colunas semanais sobre mundo digital, tecnologia e empreendedorismo.

Nosso destaque  é a notícia de que o aplicativo de comunicação WhatsApp terá anúncios na função Status.

WhatsApp vai mostrar anúncio na função Status, diferente do que queriam os fundadores

É questão de tempo até começarmos a ver anúncios no WhatsApp. Pelo menos, as suas conversas não devem ser interrompidas por propagandas – o espaço reservado à elas será a função Status, aquela funcionalidade que imita o Stories do Instagram.

A informação foi confirmada por Chris Daniels, vice-presidente do WhatsApp, na última quarta-feira (31). “Iremos colocar anúncios no Status. Este será o modo primário de monetização para a companhia, bem como uma oportunidades para que os negócios alcancem os usuários do WhatsApp”, disse ele à imprensa indiana.

Os anúncios devem ser veiculados a partir da plataforma de publicidade digital do Facebook. É possível que sejam veiculados anúncios iguais aos que vemos no Instagram, com a possibilidade de contato direto com negócios por meio do WhatsApp Business, que já está funcionando.

O executivo não revelou quando os anúncios devem começar a aparecer, mas se levarmos em conta a recente saída dos dois fundadores do aplicativo do Facebook, é de se esperar que não demore muito.

Brian Acton e Jan Koum deixaram a empresa de Mark Zuckerberg há alguns meses. Em entrevista concedida à Forbes, Acton contou que seus princípios foram confrontados pelo modelo de negócios do Facebook. A pressão do CEO da rede social, Mark Zuckerberg, e da chefe de operações, Sheryl Sandberg, pela monetização do WhatsApp foi a faísca para o desgaste.

A página do blog oficial do WhatsApp que conta que um dos princípios da companhia é não vender anúncios ainda está no ar.

Após balanço, Apple perde patamar de US$ 1 trilhão na Bolsa de Nova York

As ações da Apple caíram 6,6% nesta sexta-feira (2) e fecharam o dia cotadas a US$ 207,48 (R$ 767,01), a maior perda percentual de um dia desde janeiro de 2014 na Bolsa de Nova York. Com a queda, a empresa se afasta do valor de mercado de US$ 1 trilhão que atingiu no início de agosto.

Em um dia, a gigante americana perdeu US$ 86,4 milhões (R$ 319 milhões) em valor. Hoje, sua marca é de  US$ 986 bilhões (R$ 3,6 trilhões).

A previsão derrubou as ações dos fornecedores da Apple nos Estados Unidos, e levou a uma queda de 1,9% no índice do setor de tecnologia do S&P.

O resultado é uma reação de investidores que esperavam uma projeção maior para a receita do quarto trimestre, que deve ficar entre US$ 89 bilhões (R$ 329,02 bilhões) e US$ 93 bilhões (R$ 343,8 bilhões), de acordo com estimativas da companhia.

No mesmo período do ano passado, a receita ficou em US$ 88,3 bilhões (R$ 307,94 bilhões).

Analistas esperam que a receita fique próxima do extremo mais alto da projeção diante da possível forte demanda por aparelhos. Em setembro, a Apple anunciou o iPhone XR, de US$ 749 (R$ 2.768,90), o iPhone XS, de US$ 999 (R$ 3.693), e iPhone XS Max, de US$ 1.099 (4.062,78).

A estratégia de aumentar os preços elevou a receita do iPhone em 29%.

Embora o valor de mercado tenha caído, a Apple divulgou mais um resultado recorde para o trimestre na quinta-feira (1º), o que indica que a empresa se dirige para o melhor ano de sua história.

A receita para os três meses encerrados em 29 de setembro subiu quase 20%, para US$ 62,9 bilhões (R$ 232,5 bilhões), e o lucro registrou alta de 32%, para US$ 14,13 bilhões (R$ 52,5 bilhões) na comparação com o mesmo trimestre de 2017.

Outra explicação para a queda das ações nesta sexta-feira foi a decisão da empresa de não relatar mais os números de vendas de unidades de iPhone, iPad e Mac. Especialistas dizem que a falta de informações pode levar a especulações.

As ações da companhia acumulam de 22,6% no ano.

Para estimular concorrência, governo flexibiliza entrada de fintech estrangeira no Brasil

Na busca por aumentar a competição no setor financeiro e reduzir o custo do crédito, o governo simplificou o processo de autorização para que fintechs (empresas iniciantes de tecnologia financeira) que tenham capital estrangeiro atuem no mercado brasileiro.

Decreto publicado nesta terça (30) retira a obrigatoriedade de que essas empresas tenham autorização expressa da Presidência para se inserir no sistema financeiro nacional, o que dependia de avaliação sobre haver interesse do país na entrada dos acionistas estrangeiros no setor.

A mudança vale para empresas que queiram atuar como Sociedade de Crédito Direto (SCD), que são as fintechs que emprestam com recursos próprios, e como Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), que são as empresas que fazem a ponte entre quem quer emprestar e tomadores de crédito.

Essas modalidades de instituição financeira foram criadas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) em abril.

Com elas, buscou-se dar independência e aumentar a regulação sobre uma série de startups que, até então, precisavam de parcerias com bancos para poderem prestar seus serviços.

Antes disso, elas só poderiam funcionar como correspondentes bancários, usando suas plataformas tecnológicas para vender serviços efetivados pela instituição parceira.

Especialistas no segmento e empresários consideram que a flexibilização da regra trará mais recursos estrangeiros ao setor. Eles devem vir principalmente a partir de investimentos de fundos de capital de risco em companhias que já estão no mercado brasileiro e via aquisição de algumas delas por estrangeiras que queiram entrar no segmento.

De acordo com o advogado Pedro Chueiri, sócio do escritório Ulhoa Canto, sem a facilitação da atuação de estrangeiros no mercado de fintechs, as companhias do setor tinham as opções de investimento e de venda de controle limitadas e muitas vezes se tornavam dependentes dos bancos.

“As fintechs já estão sendo alvo de assédio das grandes instituições, interessadas em comprar participação nelas. Não haver restrições reduz a concentração do mercado e aumenta o valor delas, pois passam a ter mais opções.”

Edson Luiz dos Santos, investidor do setor de fintechs, diz que a medida ajuda a impulsionar um setor que, de um lado, conta com empreendedores precisando de recursos, e, de outro, investidores de fora interessados no grande mercado para crédito no Brasil.

Bruno Sayão, fundador da startup IOUU, de empréstimo entre pessoas e pequenas empresas, diz estar captando R$ 1,2 milhão de pequenos investidores a partir do site EqSeed, de venda de ações de startups pela internet.

Ele afirma que o decreto deve facilitar captações maiores com estrangeiros no futuro.

Marcelo Ciampolini, presidente da fintech de empréstimos Lendico, lembra que boa parte das empresas de destaque no setor já possui investidores de fora e ainda atuam no modelo antigo, de correspondência bancária.

Sua empresa estuda os custos de se adaptar ao novo formato definido pelo governo no primeiro semestre, o que deve ser facilitado com a medida anunciada nessa semana.

Segundo ele, o decreto confirma o interesse do governo de fomentar o avanço do setor e diferencia o tratamento dado às fintechs e aos bancos, que continuam precisando de autorizações para operar com capital de fora.

Sobre o prazo que uma instituição tradicional espera para conseguir uma autorização presidencial, a advogada Evy Marques, do escritório Felsberg, aponta que ele seria incompatível com a realidade das startups.

“Já tive clientes que esperaram dois anos para ter essa autorização. Se uma startup tiver que esperar isso, ela vai fechar antes de conseguir.”

Guilherme Horn, líder de inovação da consultoria Accenture e conselheiro da Associação Brasileira de Fintechs, diz acreditar ser provável que estrangeiros prefiram investir em startups brasileiras a trazer negócios bem-sucedidos de fora para o Brasil.

Isso porque, em sua avaliação, empreendedores brasileiros têm uma importante vantagem em relação aos internacionais, por conhecerem melhor o mercado local.

De acordo com a autoridade monetária, o objetivo da flexibilização no caso das fintechs é incentivar a entrada de novas instituições financeiras de tecnologia no país, estimulando a concorrência e o processo de inovação.

Essas empresas são consideradas pelo BC como uma das apostas para ajudar a reduzir o custo do crédito, com a oferta de produtos a um público que ainda não é atendido pelos bancos tradicionais.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários