Você já viu gente que sente culpa por estar feliz? Ou por estar ganhando dinheiro e sendo bem-sucedida? Parece estranho, mas preciso te contar que existem muitas pessoas assim, e talvez até você já tenha sentido isso em algum momento da sua vida. Seja sincero ao pensar no assunto.

É natural que o ser humano esteja sempre muito preparado para ver, aceitar e até se compadecer das dores e misérias alheias. Quando acontece o contrário, porém, nem sempre a recíproca é verdadeira.

As redes sociais mostram um mundo ilusório, mágico, onde todo mundo se esquece da parte ruim e só mostra a boa. Mas até aí é preciso dosar a felicidade postada, senão lá vem chumbo grosso, mesmo que não seja de forma tão direta. A inveja virtual é, na verdade, bastante real (e perigosa).

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Pode acontecer de estarmos felizes demais ou estarmos sendo bem-sucedidos demais, e aí vem aquela nuvenzinha na cabeça que nos faz questionar se realmente merecemos tudo aquilo.

Ou podemos ir além e questionar se está tudo bem termos aquilo tudo de felicidade enquanto a pessoa X ou Y só reclama que a vida está ruim. Mas calma aí, meu amigo, neste momento é preciso respirar fundo e lembrar de algumas coisas:

Ser feliz não é pecado. Nós temos o direito de sermos felizes sim, e precisamos aprender a receber o que chega até nós sem culpa, mas com gratidão e muita humildade;

As pessoas em geral têm livre-arbítrio. Tirando as que estão em situações de privação extrema (de dinheiro, segurança e uma série de coisas), normalmente podemos escolher os caminhos a seguir ou pelo menos a forma de lidar com aquilo que temos. Seremos gratos para colher mais ou reclamaremos de tudo sempre? Há pessoas que infelizmente só reclamam, e nestas horas é preciso que olhem para trás para entender que não deveriam agir desta forma. Não temos como fazer isso por elas;

O que você faz com o livre-arbítrio é problema seu. O que fazemos com nossa felicidade ou nosso dinheiro também é livre-arbítrio nosso, e aí podemos escolher se vamos agir de forma egoísta ou se vamos curtir o que chegou até nós sem culpa e tentar plantar uma semente positiva para os outros também. Eu já disse inúmeras vezes que dinheiro não é para ser guardado debaixo do colchão. Quem tem muito também pode e deve trabalhar para que continue a ter, mas também deve fazer a sua parte (ou mais) por um mundo melhor, mesmo que seja dentro da sua própria casa.

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Resolvi escrever este texto porque um dia, não faz muito tempo, um amigo estava me contando que havia que se decepcionado porque enquanto o seu negócio não fazia sucesso, havia muita gente ao redor pronta para dar-lhe ânimo para seguir em frente.

Mas bastou que os resultados positivos começassem a aparecer para todos sumirem. Literalmente. Não houve quem lhe desse parabéns nem quem demonstrasse estar feliz com tudo aquilo que ele passou a conquistar. E ele começou a questionar se havia algo errado naquilo tudo, com ele e com os resultados que estava colhendo.

Isso me faz questionar: será que como seres humanos não conseguimos nos alegrar com a felicidade alheia e ainda precisamos nos culpar por estarmos felizes? Ou será que norteamos nossas vidas segundo aquela frase que é mais ou menos assim: “Você pode estar feliz, contanto que não seja mais do que eu”?

Para seguir em frente neste mundo maluco que uma hora nos atira para frente e outra hora nos atira para trás, precisamos considerar outros pontos:

Cada um tem seus sonhos e planos individuais

Cada um se realiza de uma forma e vê a riqueza de uma maneira particular como sempre procuro colocar aqui. O que eu tenho ou o que sou não deveria atingir tanto o outro. Se atinge, é um problema do outro, não meu.

Sempre podemos escolher

O ser humano tem poder de escolha dentro de seu ambiente, salvo exceções extremas, não vamos generalizar. Na maioria dos casos, o problema é nosso desejo de ter tudo rápido demais, o que nos faz escolher atalhos e opções de vida que prometem retornos rápidos, mas estão longe de nossos propósitos de vida. Isso gera ansiedade e tristeza.

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Sempre podemos voltar atrás

O ser humano também tem o poder de voltar atrás. A escolha que faço hoje pode não ser a minha escolha de amanhã, porque podemos mudar, podemos melhorar. Isso é possível para cada um de nós. E se o outro ainda não consegue pensar desta forma, você não deve se culpar por isso.

Agradecer ou reclamar, você decide

Eu escolho se quero agradecer ou se quero reclamar por tudo que tenho. Muita gente sofre privações enormes e não reclama de nada. Muita gente tem tão pouco e é muito grata por tudo que tem.

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Conclusão

Coloquei todos esses pontos para que possamos refletir que, em alguns momentos, não podemos e nem devemos carregar o peso do mundo nas costas, caso contrário não sairemos do lugar.

Precisamos estar abertos e prontos para curtir a nossa felicidade, nossas planos e melhorias, sem nos culparmos por não conseguir “resolver a vida” de todos os outros ao nosso redor. Para ajudar os demais, primeiro você precisa estar em paz consigo mesmo.

Se agimos com culpa a cada sinal de melhoria colhida, tendemos a nos fechar para conseguir mais coisas e até a alimentar pensamentos extremamente negativos sobre riqueza, prosperidade, sucesso e felicidade. A inveja começa na incerteza sobre nossa própria capacidade de realização.

Façamos a nossa parte seguindo em frente. Mas sem culpa. Abra-se para receber e ser feliz e procure plantar sementes positivas ao seu redor. Use o dinheiro de forma sábia e compartilhe a sua felicidade de forma sábia. E lembre-se sempre que a decisão do outro é do outro. Você só responde por suas próprias decisões! Vamos em frente?

Conrado Navarro
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