Warren Buffett, certa vez disse uma frase parecida com essa: “Wall Strett é o único lugar onde as pessoas chegam em um Rolls-Royce para obter conselhos daqueles que pegam o metrô”. Foi uma frase que nunca me esqueci.

Dentre as muitas leituras que se pode fazer, uma delas diz respeito à incoerência daqueles que já construíram um patrimônio enorme, aconselharem-se financeiramente com pessoas que, em relação a eles mesmos, têm muito pouco. Não deveria ser o contrário?

A arrogância causa cegueira

Acredite, ter muito dinheiro não faz de ninguém expert no assunto. Claro, não estou falando de Buffett, já que o negócio dele é dinheiro e investimentos. No entanto, muitas das pessoas mais ricas do mundo, não necessariamente chegaram lá da mesma forma que Warren.

O homem mais rico do mundo, Mr. Gates, chegou lá desenvolvendo tecnologia. Sam Walton, com a maior rede varejista do mundo (Walmart).

Como eles, tem de tudo: magnatas do petróleo, fazendeiros, mineradores e uma infinidade de negócios que fizeram de seus fundadores, pessoas muito ricas financeiramente.

Mesmo tendo um negócio “principal” com o qual fizeram fortuna, é natural que, em determinado ponto, pessoas com muito dinheiro diversifiquem seus investimentos: seja abrindo ou comprando novas empresas, investindo no mercado financeiro ou de qualquer outra forma.

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É raro que fiquem “comprados” em um ativo só, mesmo que seja no negócio que eles próprios criaram.

E é justamente aí que “os que andam de metrô” costumam entrar em cena. Boa parte dos “grandes” sabe que conhecimento está em todo lugar, e que ser arrogante, é como ser cego.

Por isso, estão sempre abertos a aprender. E quem ficou rico com petróleo, por exemplo, não necessariamente conhece os meandros do mercado financeiro.

Ninguém sabe tudo

Ter muito dinheiro, como disse antes, não faz ninguém unanimidade. Bem como, ler todos os livros sobre aquele assunto. Há sempre algo a aprender, a ensinar e, sempre, erros serão cometidos no caminho.

Por isso é tão importante que você aprenda o máximo sobre assuntos que te interessem, para que, na hora de definir suas estratégias de investimento, mesmo que se utilize de especialista para se aconselhar, estejam alinhadas com seus objetivos.

Ninguém; seja você, o gerente do banco, o pessoal da corretora ou nós do Dinheirama, sabe tudo. Se você perguntar a qualquer um de nós, todos vão confirmar que já perdemos dinheiro com negócios e estratégias equivocadas. E foi justamente assim que aprendemos.

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Agora, preparado? Mesmo com esses erros, outros novos vieram. Ou seja, o erro não é uma vacina para tudo que há de errado, quiçá para o mesmo erro. A ideia é errar menos, tentar outros caminhos, mas sempre ciente que fracasso e sucesso estão sempre de mãos dadas.

Só você pode saber sobre você mesmo

Muita gente ganhou dinheiro com imóveis? Mas muito mais perdeu. O motivo? Seguiram a manada, sem ao menos se perguntarem “por que” estavam fazendo aquilo. E assim acontece com ações, gado, e qualquer outro tipo de negócio que possa imaginar.

Repito: você deve conhecer-se muito bem. Seus limites, seus objetivos, seus prazos são mais importantes que qualquer conhecimento técnico. Pois desse ponto em diante você poderá definir o melhor investimento “para você”.

Um bom analista vai sempre começar a resposta sobre “o melhor investimento” com “depende”. Porque, de fato, tudo depende dessas variáveis, que nada tem a ver com o mercado, mas sim com você mesmo.

Eu, certa vez, entrei em um fundo de investimentos completamente oposto ao meu momento de vida, pelo simples fato de ter ignorado esses passos tão básicos e embarcado na necessidade daquele que me vendia o fundo, e não na minha.

Resultado: perdi dinheiro. Ponto positivo: não cometi mais o mesmo erro. Aprendi do jeito mais doloroso, porém, mais eficiente.

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Conclusão

Warren Buffett está certo, se fizermos a leitura de sua frase no sentido de que as pessoas estão sempre querendo “terceirizar” a responsabilidade. E assim, se algo der errado, elas têm a quem culpar.

O problema é que apontar o dedo não traz o dinheiro e o tempo perdido de volta. Portanto, é fundamental termos claro que “ninguém sabe tudo”. Pelo contrário, “pessoas sabem quase nada”.

E assim, partindo dessa premissa, é importante que cuide melhor da sua vida e do seu dinheiro, porque ninguém; repito, ninguém, fará isso para você, por mais que vejamos essa promessa por aí todos os dias.

Seja para comprar um seguro de vida ou investir seu dinheiro, sua melhor arma é a informação e, olhar sempre de forma muito crítica para toda informação que recebe, principalmente, daqueles que estão tentando te vender algo.

Segunda, terceiras, quartas opiniões, são sempre bem vindas. Lembrando que, independentemente de tudo isso, a decisão e a responsabilidade são suas, certo? Um grande abraço e nos vemos no próximo post!

Renato De Vuono
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