Soubemos na sexta-feira que a coligação da presidenta Dilma Rousseff entrou com representação no TSE contra a coligação de Aécio Neves, a Empiricus e o Google, por nossas campanhas na internet. O argumento seria de que, supostamente, faríamos propaganda eleitoral indevida.

Sobre meu realismo no mercado financeiro

A representação contra Empiricus, Aécio e Google (não necessariamente nessa mesma ordem) acusa minha tese de título “O Fim do Brasil?” de terrorismo no mercado financeiro. Caso você ainda não tenha assistido ao vídeo, recomendo fortemente que o faça. Ele já foi visto por uma infinidade de pessoas e tem se espalhado numa velocidade assustadora.

No Brasil é assim: com ajuda do japonês, a gente sofre para ganhar da Croácia. Empata com México e passa um calorzinho no primeiro tempo contra Camarões. Empata com a potência Chile e sofre para passar da Colômbia. Vamos jogar contra a Alemanha e estão todos otimistas.

Em toda a Copa, fizemos apenas um bom primeiro tempo nas oitavas de final e foi o suficiente para resgatar a mística da amarelinha.

Política econômica não se faz com mística, meia marrom da sorte do Arnaldo César Coelho ou otimismo. Faz-se com realismo e respeito a séculos de conhecimento acumulado. Inventar uma nova matriz econômica parece mais com terrorismo do que o apontamento de ferimentos à ortodoxia e ao clássico tripé macroeconômico.

Foi este otimismo que nos fez tomar de 7×1 da Alemanha. É a mesma incapacidade de enxergar a realidade que nos faz tomar 7% (6,5% para ser preciso) da inflação x 1% de crescimento (0,9% para ser preciso).

A tese sobre “O Fim do Brasil” não é pessimista. Ela é realista, feita por um apaixonado pelo seu país, que não pode furtar-se à sua vocação de dar as melhores recomendações de investimento a seus clientes.

Trata-se de uma abordagem construtiva, que mostra como preparar-se para a crise que, no meu entendimento, está se formando. Se, na opinião da coligação de Dilma, não há crise nesses placares 7×1, eu respeito. O padrão Empiricus é outro.

É a Economia, estúpido!

Ao tentar dar contornos políticos a uma tese econômica, a coligação da situação tenta limitar o debate em torno da economia. Por uma razão simples: não querem debater a economia. Tentam tornar a coisa superficial e esconder o que realmente importa.

Se o debate fosse de um nível minimamente profundo, eu não precisaria explicar que a suposição sobre “O Fim do Brasil” é metafórica, meramente ilustrativa. Pessoas, coisas, empresas e animais podem acabar. Países, não.

Meu argumento é de que nasceu um novo País com a estabilização da economia em 1994, cuja idade adulta é atingida em 1999 com a adoção do tripé macroeconômico. Quando, em reação à crise de 2008, abandonamos o tripé e migramos para a chamada nova matriz econômica, simplesmente matamos o que havia sido construído.

Para não restar dúvidas, deixo aqui, totalmente gratuito, o primeiro relatório da série O Fim do Brasil, escrito há algumas semanas. O parágrafo inicial é explícito ao relacionar a tese a uma metáfora.

Leia as linhas, somente as linhas

Para atestar que a abordagem é construtiva e não destrutiva como os superficiais tentam argumentar, mostro na parte PRO algumas das recomendações feitas até agora pela série “O Fim do Brasil”  – evidencio como os assinantes já puderam ganhar dinheiro e como poderão aumentar ainda mais seu patrimônio, em qualquer cenário.

Ninguém vai nos calar. Estamos mais fortes. Encerro a argumentação com uma homenagem ao monstro sagrado João Ubaldo Ribeiro. Por que os bons vão embora antes?

“Há muita gente, gente demais, que lê nas entrelinhas, um perfeito exercício de imbecilidade, defesa neurótica contra a realidade ou, em inúmeros casos, o achar-se tão sabido que se acaba sendo besta. Não existe essa coisa de entrelinhas. Pelo menos nos livros honestos, como este, não há nada nas entrelinhas, tudo deve ser procurado nas linhas, aqui não são oferecidas entrelinhas, à merda o entrelinhador, pode largar este livro e ir gastar seu tempo ruminando o bolo alimentar de sempre. Melhor do que ler textos diretos querendo ser esperto e vendo nele coisas indiretas.” (João Ubaldo Ribeiro)

Seguiremos nosso trabalho. Obrigado.

Nota: Esta coluna é mantida pela Empiricus, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Foto “Breaking dollar sign”, Shutterstock.

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