Quero arrazoar contigo sobre alguns pontos importantes que estão acontecendo neste exato momento na economia de nosso país.

Com isso explicarei o porquê você está diante daquela que talvez seja a última grande oportunidade de você acelerar o crescimento do seu patrimônio.

Preparando o terreno para um país melhor

Comecemos pela bolsa de valores. Somente em 2016 (janeiro à outubro) ela já acumula uma alta de 49,7%. Isso significa maior confiança dos investidores internos e estrangeiros.

A taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) sofreu sua primeira redução em mais de quatro anos. Inflação começa a ceder também. Não dá para fingir que nada está acontecendo.

Temos muitas ressalvas ao PMDB. Temos plena consciência de que a turma que está no poder compunha a base aliada do desastroso governo Dilma. Ainda assim não podemos simplesmente ignorar uma inversão de tendências dessa magnitude.

Para desespero de algumas audiências, fato é que, se aprovar as reformas potenciais até aqui colocadas, o governo Temer deixará para a história um legado institucional comparável apenas às presidências de Castelo Branco e Fernando Henrique Cardoso.

A importância do ajuste fiscal em curso

Agora, muita atenção para o seguinte fato. Ele evidenciará por que a trajetória da Bolsa, do dólar e dos juros, até aqui, foi apenas uma primeira amostra de um amplo processo que determinará o renascimento da economia e do mercado de capitais brasileiro após anos de estagnação.

Este é o principal mérito da transformação em curso e será o responsável pelo grande ciclo de multiplicação dos investimentos (e do seu dinheiro também) que veremos nos próximos meses.

Se a emenda constitucional que limita os gastos públicos (PEC 241) e a reforma da previdência forem aprovadas, o Brasil não flerta mais com o abismo. Pelo contrário, a gente se afasta bastante dele.

Esses dois elementos são fundamentais para a construção de um novo Brasil – e serão o ponto de partida para uma apreciação vigorosa da Bolsa.

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Explico. Hoje, a maior restrição para a queda da taxa Selic vem da política fiscal. O ajuste nas contas públicas é fundamental para que se tenha maior confiança no alcance das metas de inflação e assim seja possível reduzir os juros básicos.

Viemos de dois anos seguidos de rombos bilionários nas contas públicas. Inchado, o governo gasta mais do que arrecada, fechando 2014 (déficit primário de R$ 32,5 bilhões) e 2015 (déficit de R$ 114,9 bilhões) no vermelho.

Para 2016, as projeções são de um rombo adicional de outros R$ 170 bilhões!

Qualquer pessoa com um mínimo de instrução (e juízo) sabe que se você fechar todo mês no vermelho, gastando muito mais do que ganha, uma hora você decretará falência.

A sustentabilidade do governo, portanto, depende do ajuste nas contas. E ele precisa ser feito agora. Como visto, já atingimos situação insustentável.

E qual a única maneira de finalmente reequilibrarmos as contas públicas?

Limitando os gastos do governo. E como fazer isso?

A maioria desses gastos do governo (cerca de 90%) são obrigatórios, como pagamento de pessoal, previdência social e refinanciamento da dívida pública.

Sendo assim, necessariamente, o ajuste fiscal envolve a necessidade de aprovação das medidas no Congresso Nacional. Por isso a importância da reforma da previdência e da PEC do teto de gastos.

São medidas impopulares, isso é fato. Só que são fundamentais. Trata-se, portanto, de um teste de maturidade da sociedade brasileira.

Se o Brasil negar essas propostas, continuaremos gastando mais do que arrecadamos. Então a única saída será aumentar a carga tributária. Mas e se a sociedade também não quiser pagar mais impostos?

Então, se não quisermos controlar o crescimento da despesa e nem aumentar carga tributária para pagar os gastos do governo, o ajuste será feito da pior maneira.

Acontecerá de forma desorganizada via inflação e com o aprofundamento da crise (coisa muito mais danosa que o ajuste fiscal).

Agora, se aprovadas as medidas de ajuste das contas públicas, daremos um passo e tanto para a recuperação do crescimento econômico.

Isso porque você retira o componente fiscal da pressão inflacionária. Assim, permite que a inflação vá para baixo de 4% em 2018. O próprio Banco Central já está projetando a faixa de 3,8% de inflação oficial em 2018 (segundo o último Relatório Trimestral de Inflação).

Qual a beleza disso? A autoridade monetária terá o caminho livre para cortar a taxa Selic para a casa de um dígito em um horizonte de 18 meses.

Essas são medidas de difícil entendimento e aceitação popular.

Como vimos, a aprovação da PEC do teto dos gastos públicos e da reforma da previdência permitiria uma recuperação da confiança e a retomada de uma dinâmica de crescimento para a nossa economia.

Mas há algo que pouca gente se deu conta neste momento…

O que a maior parte da imprensa e do mercado não entendeu ainda é que se você aprova a PEC de teto dos gastos, é quase uma decorrência lógica que você TEM que aprovar a reforma da previdência.

Essa é a grande sacada da equipe econômica atual para fazer o Brasil voltar a ser um país normal.

Para você entender todo o racional por trás disso; entender a relação disso com a explosão de investimentos que virá através da bolsa de valores; e o mais importante, que é como você aproveitar esses eventos para fazer seu patrimônio crescer, clique aqui.

Vamos continuar essa conversa através de um vídeo exclusivo que gravamos sobre este importante assunto.

Nota: Esta coluna é mantida pela Empiricus, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Empiricus Research
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