O conhecimento também é um ativo corporativoO conhecimento sempre exerceu papel importante na sociedade e hoje ocupa lugar central nos processos de trabalho. As pessoas transformam a informação em conhecimento fazendo comparações, analisando, buscando conexões e trocando experiências. Nas empresas, está embutido em documentos, rotinas, práticas, normas e nos diálogos no trabalho, conduzindo a tomada de decisões e o desenvolvimento de novos produtos ou processos.

Verdade seja dita, o conhecimento não é algo novo. Mas novo é reconhecê-lo como ativo corporativo gerador de vantagem competitiva sustentável. Novo é entender a necessidade de geri-lo. Esse ativo tem um potencial catalisador de inovação, sendo um importante combustível para a competitividade das organizações, como aponta Rodrigo Carvalho, pesquisador do BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais).

A Gestão do Conhecimento para o sucesso das empresas
Para trabalhar os saberes e transformá-los em estratégia competitiva surge a Gestão do Conhecimento[bb] e suas ferramentas, que segundo a professora Valéria Leite, da UNIFEI, é descrita como “conectar de modo eficiente aqueles que sabem com aqueles que precisam saber e converter saber individual em conhecimento organizacional”.

As diversas abordagens sobre Gestão do Conhecimento começam a aparecer no início dos anos 90, resultantes de algumas mudanças significativas ocorridas nesse período. A principal delas, segundo José Cláudio Terra, foi o surgimento da Internet[bb] e o conseqüente aumento na quantidade e na velocidade de acesso às informações.

Compartilhar conhecimento é uma atividade natural, exceto nas organizações, onde essa troca precisa ser mais e melhor estimulada. Afinal, os métodos estruturados da Gestão do Conhecimento permitem que as organizações trabalhem com seus ativos de informação.

A Gestão do Conhecimento no Brasil
Muitas empresas brasileiras já perceberam a importância da adoção de ações voltadas para a Gestão do Conhecimento na busca pela inovação e vantagem competitiva, conquistando fatias do mercado significativas. Dois exemplos são a Natura e a Embraer.

Veja o relato de Décio da Silva, presidente da WEG, empresa que adotou a cultura do aprendizado e hoje é maior produtora de motores elétricos do país, com faturamento superior a US$ 600 milhões anuais:

“O Brasil e o mundo estão cada vez mais preocupados em como gerenciar da melhor forma possível a enorme quantidade de informações a que somos expostos diariamente, cada vez fica mais claro que o sucesso e o fracasso de qualquer empresa dependem dessa habilidade”

É importante lembrar que o conhecimento deve ser uma ferramenta importante na busca por resultados e não um fim em si mesmo. Esse recurso está disponível para todas as empresas. Mesmo as de pequeno porte podem e devem implantar programas de Gestão do Conhecimento; para isso, sugiro que procurem as universidades, pois estas possuem, em seus programas de pós-graduação, pesquisadores capazes de auxiliar nesse sentido.

Mas atenção! Gerir o conhecimento existente nas estruturas organizacionais não é tarefa simples. É preciso criar uma cultura de aprendizado e estabelecer uma política interna coerente onde os líderes[bb] acreditem que o conhecimento é fundamental!

Crédito da foto para stock.xchng.

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