O desafio de decidir esconde ou apresenta o sucesso?Foi num dia comum, mais um daqueles que começam normais demais, que de repente me dei conta de que por alguns momentos havia alguém controlando a minha vida. Não eu, mas algo diferente, que não deixava minha real personalidade vencer. Exatamente como um controle remoto, eu transformava meu dia com certa facilidade, saindo do bom humor à tristeza como se isso fosse normal e necessário. Passava da tranquilidade ao nervosismo exatamente como mudamos de canal na televisão[bb].

Foram várias as mudanças até que me dei conta de que quem segurava o controle remoto era eu mesmo. E eu mesmo apertava os botões. Por que será que não me espantei nenhum pouco? Você já teve essa sensação? Não é estranha, mas ao mesmo tempo reveladora?

Pare um pouquinho e coloque lado a lado todos os controles remotos que você tiver em casa, de todos os seus equipamentos eletrônicos. Junte a estes equipamentos o seu telefone sem fio, o seu celular, sua câmera digital. Tire uma foto. Você vai se assustar com a quantidade de decisões que pode tomar no seu dia-a-dia. Sim, porque os botões representam uma diferente ação no aparelho, uma decisão perante qualquer problema ou necessidade.

Mudar de canal é uma decisão. Aumentar o volume é uma escolha. Atender a uma ligação é uma opção. Desligar o celular, falar “bom dia”, dar um sorriso, começar a investir, pedir desconto… Quantas escolhas passam despercebidas em seu dia a dia? Pois é, muitas vezes nos deixamos influenciar por fatores incomuns e tomamos decisões que nos prejudicam. Mas ainda assim somos nós que apertamos o botão. A decisão é sempre nossa.

Rir ou chorar? Tentar ou desistir?
Tudo isso para perceber que as pessoas, o ambiente e o mundo às vezes tentam dominar nosso controle remoto, mas só quem sabe a hora de usar cada função e recurso somos nós. A hora de calar, a hora de mudar totalmente de área, a hora de desligar-se das coisas para pensar um pouco em si mesmo e descansar.

Recebi por e-mail um diálogo simples, porém genial e o reproduzo aqui. A mensagem veio sem autoria, então se souberem de onde a história foi tirada, por favor me avisem e publicarei os devidos créditos. Leia:

Eu acompanhava um amigo até uma banca de jornal. Meu amigo cumprimentou o jornaleiro de forma calorosa e amável, mas, como retorno, recebeu um tratamento impessoal e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, meu amigo sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.

Quando nós descíamos pela rua, perguntei:
– Ele sempre lhe trata com tanta grosseria?
– Sim, infelizmente é sempre assim – Respondeu meu amigo naturalmente.
– E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
– Sim, sempre sou.
– Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
– Porque não quero que ele decida como eu devo agir.

Então lembrem-se da lição apresentada aqui: nós somos donos de nosso controle e ele não é remoto. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva[bb] dos outros. Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes.

Com o texto de hoje, pretendo despertar você para a importância de enxergar oportunidades onde muitos só veem problemas ou distrações. Abdicar de um fim de semana de agito e curtição para detalhar seu orçamento, plano de investimentos e decisões econômicas do ano lhe parece uma opção mais atraente agora? Se não, do que depende esta decisão? De mim? Do vento? Da chuva? Do seu chefe?

Ora, as ferramentas existem aos montes, são muitos os livros e recomendações. Não faltam ensinamentos, dicas e exemplos de sucesso. O que muda é como cada um de nós interpreta o que lê, ouve ou enxerga e que tipo de atitude tal experiência desperta em nosso cotidiano. A informação serve para quê? Posso mudar algo com o que aprendi? Quero fazer isso? Como diria Seth Godin, “a média é invisível; só as pessoas talentosas se preocupam com a mediocridade”.

Você conhece Erik Weihenmayer?
Assista um resumo de sua história e entenda porque decidir vencer é mais importante que simplesmente reagir. Perceba como um obstáculo serviu de impulso para toda uma carreira de sucesso.

A mensagem é clara: não existe certo e errado. Existe fazer, agir e existe deixar acontecer, esperar. Simples? Nem um pouco? Sonho? Autoajuda? Enfim, interpretação é tudo. Que tal? Deixem seus comentários. Até a próxima.

Crédito da foto para freedigitalphotos.net.

Conrado Navarro
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