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O futuro do Open Finance está acontecendo e fazemos parte dele

Quando iríamos imaginar ter em nosso dia a dia a facilidade do pagamento instantâneo, como o Pix? Agora é a vez do Open Finance

por Tiago Aguiar
3 min leitura
Open Finance
São 43 milhões de consentimentos do Open Finance nos últimos três anos (Imagem: Unsplash/ Rodion Kutsaiev)

Participei da Febraban 2024 nos últimos dias de junho e fui um dos painelistas sobre “As conquistas e próximos passos do Open Finance brasileiro”, ao lado de importantes agentes e colegas do mercado financeiro que estão nessa jornada.

Foi um momento oportuno para falar sobre o crescimento do sistema financeiro aberto aqui no país, que é o maior do mundo. São 43 milhões de consentimentos nos últimos três anos, desde seu lançamento, e o maior volume em dados de cliente, com 1 bilhão de trocas semanais entre as instituições financeiras.

Os dados são expressivos, e certamente o potencial no Brasil é ser ainda maior futuramente. E afirmo isso porque o número que ultrapassa os 40 milhões de consentimentos ativos atualmente, não chegam a 1/3 dos bancarizados, que somam cerca de 90% em todo o território nacional.

Claro que na esteira de todo crescimento, há os desafios. E para essa agenda não é diferente, afinal estamos falando de uma infraestrutura agregadora, desenvolvida de forma escalonada, que entrega cada vez mais avanço em segurança, recompensas e possibilidades de produtos em um único espaço. Inclusive, para as instituições financeiras, tem sido bastante positivo o momento, com a possibilidade de visualizar mais de sete bilhões de clientes presentes em diferentes bancos.

Novidades do Open Finance

Portanto, os próximos passos já começam a acontecer ao lado de desafios por vezes intangíveis, como o contínuo trabalho sobre o sistema, que tem um começo e um meio, mas não um fim.

Nessa trilha, estão a construção de Application Programming Interface (API) abrangente que possa contemplar especificidades sobre a conexão entre os sistemas financeiros – sejam bancos tradicionais ou fintechs, por exemplo; criação de novas APIs a cada produto ou dado lançado no sistema, que atendam suas baixa ou alta complexidade; e o Open Finance Pessoa Jurídica, já que a infra foi pensada e construída olhando para a pessoa física.

Como eu disse, o trabalho não para, por se tratar de uma infraestrutura pensada para crescer e incluir cada vez mais pessoas no ecossistema financeiro e no contexto da inovação.

Se olharmos para trás, pouco antes da pandemia, quando iríamos imaginar ter em nosso dia a dia a facilidade do pagamento instantâneo, como o Pix?

Agora nos cabe o exercício de olhar para o futuro e começar a contemplar cenários em que as tecnologias estarão ainda mais agregadas entregando comodidade, facilidade e segurança na hora de fazermos a gestão de nossas finanças, compras e planos para futuros ainda mais distantes.

É por toda essa robustez e potencial que quando me perguntam se eu acredito que o Open Finance vai decolar, eu respondo que não. Ele não vai decolar, porque ele já está voando, e há três anos apresentando mudanças positivas e significativas em todo o sistema financeiro do país.

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