Home Comprar ou Vender O Itaú foi para o ataque: o que isso fará com as suas ações?

O Itaú foi para o ataque: o que isso fará com as suas ações?

A transformação com o One Itaú destaca a mudança de postura, que passou de uma abordagem defensiva para uma estratégia de ataque

por Gustavo Kahil
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Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, co-presidentes do Itaú Unibanco
Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, co-presidentes do Itaú Unibanco (Imagem: Divulgação/ Itaú)

Os banqueiros do Itaú (ITUB3; ITUB4) agora admitem que “não sabem de tudo”, e isso tem sido um catalisador para a reinvenção do banco em um cenário competitivo que inclui players como o Nubank (ROXO34).

Conforme a análise do BTG Pactual divulgada nesta sexta-feira (21), assinada pelos analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel, Thiago Paura e Bruno Lima, o Itaú está preparado para enfrentar esses desafios e emergir mais forte. A recomendação é de compra, com um preço-alvo de R$ 42, um potencial de aproximadamente 30%.

Durante o Itaú Day, um evento digital que reuniu a alta administração para discutir a transformação digital e a estratégia do banco, o banco reforçou que está focado em adaptar-se rapidamente às mudanças do mercado. Completando 100 anos em 2024, os co-presidentes Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal destacaram a resiliência e a capacidade de adaptação do banco ao longo dos anos.

A administração do Itaú também apontou diversos desafios, incluindo a redução da lacuna tecnológica, a manutenção da cultura corporativa e a gestão da complexidade devido a um vasto portfólio de produtos.

“O negócio bancário de varejo no Brasil mudou drasticamente, em particular no segmento de baixo renda, e acreditamos que o Itaú tem feito um excelente trabalho na aceitação e adaptação a este cenário em mudança”, afirmam os analistas do BTG Pactual.

Presidente-executivo do Itaú, Milton Maluhy Filho, durante conferência de tecnologia no Rio de Janeiro
Presidente-executivo do Itaú, Milton Maluhy Filho, durante conferência de tecnologia no Rio de Janeiro (Imagem: REUTERS/Pilar Olivares)

Itaú no ataque

O principal foco do CEO Milton Maluhy para 2024 é garantir que o Itaú tenha o custo para servir (CTS) correto e migrar todos os clientes “monolinha” para o super app One Itaú, fornecendo a eles serviços bancários completos e oportunidades de cross-selling. “Principalidade é o nome do jogo”, destacam Rosman, Buchpiguel, Paura e Lima.

O super app One Itaú é claramente o foco principal para o segundo semestre de 2024. Essa transformação digital não é apenas uma resposta às mudanças tecnológicas, mas também uma estratégia proativa para colocar o cliente no centro de suas operações, mesmo que isso signifique oferecer produtos de terceiros.

“Compreendeu antes dos seus pares que a ‘principalidade’ é o nome do jogo e que o cliente tem de estar no centro”, afirmam os analistas.

A transformação com o One Itaú destaca a mudança de postura do banco, que passou de uma abordagem defensiva para uma estratégia de ataque. “O banco não quer ser um ‘seguidor rápido’, mas sim um ‘pioneiro’, sempre impulsionado por uma visão que coloca o cliente em primeiro lugar”, dizem os analistas do BTG Pactual.

Não sabemos de tudo

Em um trecho do Investor Day que chamou a antenção, o CRO (Chief Risk Officer), Matias Granata, aponta que, para melhorar o app do banco, é “importante sempre validar as hipóteses com o cliente, porque, de novo, ‘nós não sabemos de tudo’, e
queremos fazer junto com o cliente o tempo todo”.

O debate se concentrava nas ocasiões em que o cliente se vê com “cliques demais” para executar algumas funções no app.

“Quando você conversa com o cliente, ele entende e acaba valorizando esse clique a mais. E isso passa a ter valor para ele. O problema é quando colocamos cliques a mais onde não está agregando nenhum valor para o cliente. Então, ao parar a transação no meio para mostrar uma tela perguntando se o cliente tem certeza de que quer fazer essa transação porque ela é diferente de todas aquelas que ele já fez até agora, isso tem mais valor”, explicou Granata.

Transformação digital

A equipe de gestão do Itaú, liderada por Milton Maluhy e apoiada pelos co-presidentes, parece estar cada vez mais alinhada e comprometida com essa transformação digital e essa nova abordagem e a implementação do super app One Itaú são vistas como elementos-chave para garantir a competitividade do banco em um mercado que está sendo desafiado por novas tecnologias e novos players.

Os analistas do BTG Pactual também enfatizam que o Itaú continua sendo sua Top Pick entre os bancos da América Latina.

Em conclusão, o Itaú está demonstrando que a humildade e a disposição para aprender e se adaptar são essenciais para manter a liderança no setor bancário. “O novo mantra dos bancos é ‘não sabemos tudo’ e ‘trabalhamos em equipe'”, afirmam Rosman, Buchpiguel, Paura e Lima. Com essa mentalidade, o Itaú está bem posicionado para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgirem.

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