Você já ouviu falar da “semanada”?

Nada mais é do que uma variação da famosa “mesada”, e consiste de um valor fixo, entregue semanalmente a seus filhos.

O objetivo principal, é fazer com que aprendam, desde cedo, a lidar com dinheiro e desta forma, conquistar uma certa independência, organização, comprometimento e responsabilidade.

As regras para adoção da semanada devem ser claras, objetivas, e fazer parte de um contexto amplo de educação financeira, caso contrário não haverá um aprendizado efetivo e sustentado.

Com a ajuda dos pais em casa, as crianças aprendem a fazer cálculos, recebem conselhos financeiros, lidam com a frustação de não poder comprar tudo o que querem, aprendem a juntar dinheiro, negociar, criar reservas e planejar suas compras. Em paralelo, os pais devem ensinar através de suas próprias ações e comportamentos de consumo.

Incorporar esse tema na vida de seus filhos, é um verdadeiro gesto de amor e cidadania, com reflexos positivos por toda a sua vida adulta.

Que valor adotar?

Estabeleça um valor que reflita a realidade de seus filhos e de sua família, e calibre um pouco para cima, para que tenham a oportunidade e o incentivo de poupar uma parte do dinheiro.

Este valor, entretanto, não deve ser alto o suficiente para estimular um consumismo excessivo, nem baixo o suficiente para provocar frustação e incapacidade de gestão.

Recomenda-se estabelecer o valor e as condições, em conjunto com seus filhos, evidenciando quais despesas serão cobertas por eles, e quais serão pagas pelos pais.

Uma regra muito utilizada, estabelece o valor de R$ 1,00 por ano de vida (por semana), ou seja, uma criança de 8 anos de idade ganharia uma semanada de R$ 8,00.

Como usá-la?

Idealmente, a semanada deve ser usada para itens que as crianças queiram comprar por vontade própria e esporádica, como um biscoito, um brinquedo, um álbum de figurinhas, e não para aqueles itens que são obrigação dos pais.

Alguns limites podem, e devem, ser estabelecidos para evitar que concentrem todos os gastos em apenas um item, como sorvetes ou chocolates, e aprendam a controlar os recursos ao longo da semana, para que não acabem no primeiro dia.

Que idade começar a receber?

Recomenda-se adotar a semanada para crianças entre 6 e 10 anos, e a mesada para crianças a partir de 11 anos, podendo variar ligeiramente de acordo com a maturidade de cada um.

Com o tempo, as crianças começarão a ter noção do valor do dinheiro e das coisas que querem comprar, e capacidade para fazer cálculos simples, como o valor do troco a receber.

Quais são os benefícios da semanada?

Os benefícios são imensos e se refletirão positivamente por toda a vida adulta das crianças. Abaixo destaco alguns efeitos positivos:

  • Se tornam mais conscientes, organizados e responsáveis financeiramente;
  • Passam a dar mais valor ao dinheiro;
  • Evitam o desperdício;
  • Aprendem o conceito de caro e barato e consequentemente a importância de priorizar os gastos;
  • Criam o hábito de formar poupança e entendem que precisamos nos esforçar para conseguir as coisas e obter um futuro mais tranquilo;
  • Desenvolvem um perfil empreendedor, pois podem negociar uma remuneração para atividades extras, como arrumar o quarto do irmão mais novo, regar as plantas da mãe, dar comida para os animais ou ajudar a lavar o carro dos pais.

“A semanada é o primeiro instrumento de Educação Financeira que podemos oferecer aos nossos filhos e representa um verdadeiro gesto de amor e cidadania que certamente será transformador em suas vidas!!!”

Maurício Perpétuo
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários