Estamos no momento de investir em startups, em inovação, em disrupção, ou seja, em negócios do futuro. É o que retrata o levantamento feito com 5.200 entrevistados com patrimônio acima de 1 milhão de dólares (World Wealth Report, da consultoria Capgemini). Eles acreditam ser o setor mais próspero da próxima década.

Só para se ter uma ideia do potencial e da importância do investimento em startups daqui por diante, a pesquisa indica que este segmento só vai perder para os Serviços Financeiros (35,7% acreditaram ser o setor que mais renderá milionários nos próximos anos). Em contrapartida, 30,9% dos pesquisados acreditam ser a Alta Tecnologia o segundo setor mais próspero da próxima década.

E por aqui no Brasil os números são bem otimistas e sintomáticos também, e vão de encontro à expectativa mundial. A Anjos do Brasil divulgou os resultados atualizados de uma pesquisa sobre o perfil dos investidores anjo no país e perspectivas para o cenário 2016/2017 que revelou que o investimento Anjo no Brasil tem potencial de R$1.7 bilhão.

A pesquisa mostra um amadurecimento dos investidores, com um número maior de investidores experientes, tendo mais projetos já investidos e uma previsão superior de investimento.

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Veja o ranking dos segmentos

O fato é que mercados e negócios tradicionais estão perdendo força e espaço para essa nova economia. Veja quais são esses setores e segmentos elencados, na ordem do melhor para o pior:

  • Serviços financeiros: 35,7%;
  • Alta tecnologia: 30,9%;
  • Saúde: 30,1%;
  • Manufatura: 22,3%;
  • Mercado imobiliário: 20,2%;
  • Comunicação: 20,2%;
  • Educação: 19,8%;
  • Mineração e agricultura: 18,9%;
  • Transporte aéreo: 18%;
  • Energia renovável: 17%;
  • Entretenimento: 15%;
  • Varejo: 14%;
  • Transporte: 13,9%;
  • Recursos naturais: 13,5%;
  • Energia e Saneamento: 6,6%;
  • Comida & Hotelaria: 4%.

Note ainda que se levarmos em consideração que essa pesquisa da consultoria Capgemini estima que no Brasil haja 148 mil pessoas nessa condição (patrimônio acima de US$ 1 milhão), teremos muitos recursos direcionados para STARTUPS daqui por diante.

Ainda segundo a Anjos do Brasil, ao final de 2015 foram contabilizados 7.260 investidores anjos no país, com uma previsão de crescimento de 4% ao ano. E o mais interessante: a pesquisa também levantou os setores de interesse dos investidores e que mais uma vez foi de encontro aos resultados apontados pela Capgemini.

Cerca de 52% dos entrevistados responderam ter interesse na área de TI; 36% em aplicativos para smartphones; 43% em saúde/biotecnologia; 41% em educação; 36% em e-commerce; 37% em energia; 27% em entretenimento e indústria; e 23% em outros setores.

Conclusão

Resultados e pesquisas como essas só reforçam que cada dia mais investir em startups é o caminho e será o melhor caminho muito em breve. São necessários estímulos para que o investimento anjo atinja seu potencial de incentivo e capitalização para startups inovadoras.

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E quais são os próximos passos? Para investidores anjos ativos, a participação em redes de investidores é muito importante, tanto pelo contato com outros investidores e com o ecossistema, como para encontrar bons projetos para investir.

E para quem ainda não é um investidor anjo, minha sugestão é que comece a enxergar o investimento anjo com outros olhos, com o olhar das oportunidades e do desenvolvimento de bons negócios para você e para a sociedade.

João Kepler
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