Os preços dos carros, os leitores do Dinheirama e o efeito viral“Navarro, vamos começando muito bem! Que ótimo! Também estou impressionado com a qualidade dos comentários. Muito bacanas!”. Esse é um trecho da conversa com o meu amigo Conrado Navarro logo após a publicação do artigo “Carros: conheça a (caríssima) Estrutura de Preços no Brasil” publicado por aqui em agosto.

Voltando um pouco no tempo, quando recebi o convite para escrever sobre carros e finanças no Dinheirama, fiquei muito contente de poder colaborar com um blog que é referência de qualidade no Brasil. Como leitor há alguns anos, valorizei bastante essa oportunidade.

Antes da publicação, imaginava que o texto causaria certo impacto e polêmica (considerando que o tema sempre desperta discussões acaloradas), mas, após a divulgação, acredito que a receptividade dos leitores foi muito boa e melhor do que imaginava. Além dos comentários com questionamentos e observações pertinentes, também houve um significativo número de compartilhamentos nas redes sociais.

Dessa forma, pude perceber que foi entendido o objetivo do texto, que era o de apresentar a Estrutura de Preços (aplicável a todos os carros no Brasil) por meio de uma estimativa prática.

A repercussão na mídia
Como consequência do sucesso no Dinheirama, o artigo, para nossa felicidade, foi objeto de reportagem em grandes portais financeiros, como o Infomoney e Yahoo! Finance. Além disso, também teve destaque no Notícias Automotivas, que é o maior blog automotivo do país.

Adicionalmente, tenho sido entrevistado por outros veículos de comunicação a respeito do tema.

Alguns esclarecimentos importantes são necessários
Considerando algumas edições realizadas, houve certo afastamento em relação à proposta original – e, assim, ocorreram algumas interpretações duvidosas. Por conta disso, gostaria de voltar ao tema para esclarecer esses e outros aspectos.

O principal ponto que necessita de mais explicações se refere à escolha do Honda Civic para servir de exemplo. A seleção de um veículo para ilustrar os cálculos foi fundamentada na intenção de detalhar os complexos custos relativos a revisões, peças, consumo, seguro e etc.

No entanto, jamais o foco era tratar especificamente das características desse carro, que foi usado apenas como referência. Aliás, ele foi escolhido justamente pela sua reconhecida qualidade e robustez, o que colaboraria para mais precisão nas estimativas.

Reforçando essa intenção, a foto ilustrativa do artigo publicado aqui no Dinheirama foi a de um carro de brinquedo sobre uma calculadora, o que demonstra a nossa ideia de tratar da Estrutura de Preços, e não de um carro em particular.

Outro ponto importante diz respeito aos cálculos. Se você ficou impressionado com os números apresentados com base no Civic, saiba que esse modelo provavelmente apresenta um dos menores impactos financeiros dentro de sua categoria. De fato, os custos variam bastante de carro para carro, inclusive dentro do mesmo segmento e para veículos que apresentam um preço de compra parecido.

Esse é outro aspecto a destacar: pensar que “qualquer carro de R$ 70 mil apresentaria os mesmos números” é algo totalmente equivocado. Isso porque o “Preço de Compra” é apenas UM dos itens da “Estrutura de Preços” e os demais são extremamente variáveis de acordo com as especificidades de cada veículo.

No meu entendimento, os impactos financeiros sempre são altos no Brasil. Porém, pelo fato de existirem grandes diferenças entre os modelos, é possível escolher aqueles que apresentam as melhores relações de custo-benefício considerando toda a Estrutura de Preços, e não somente o preço de compra. Esse é inclusive o foco do meu trabalho como consultor automotivo pessoal ao orientar as pessoas que pretendem comprar um novo carro.

Quanto às estimativas em si, como era esperado alguns não concordaram com determinados parâmetros adotados, como a troca dos pneus a cada 30 mil km. Nesse ponto, conheço vários casos de mudança com essa quilometragem, considerando o Civic da geração anterior, mas é claro que isso varia conforme as condições de uso. Ressalto que a troca deve respeitar o TWI (indicador de desgaste da banda de rodagem), o qual é inclusive o limite legal.

Prosseguir com os pneus até ficarem “carecas” é algo totalmente desaconselhável e inseguro, para os ocupantes e para terceiros. Houve outros pontos polêmicos que, acredito, foram esclarecidos nas próprias respostas aos comentários do artigo original (vale a pena acompanhar a discussão).

Em síntese, foi adotado um caminho para apresentar uma estimativa factível, sem a pretensão de exatidão em virtude das inúmeras variáveis envolvidas (referentes às condições de uso e aspectos regionais aplicáveis).

Finalmente, gostaria de ressaltar três coisas. A primeira é que o artigo foi escrito com a melhor das intenções – de compartilhar informações úteis. A segunda é que os leitores do Dinheirama foram fundamentais para a enorme repercussão. E a terceira é que daremos continuidade aos artigos sobre o tema “seu carro e seu bolso”, procurando conciliar as visões automotiva e financeira, com o objetivo de facilitar as decisões pessoais em relação aos carros.

Obrigado pela atenção e até a próxima! Grande abraço.

PS: Pensando nas pessoas que dão valor ao seu dinheiro e querem escolher bem os seus carros, foi publicado o livro digital Como Escolher o seu Carro Ideal (clique para detalhes), de minha autoria, que apresenta um roteiro completo para a definição de qual carro comprar, de acordo com o perfil de cada consumidor. Convido você a conhecer mais detalhes do livro clicando aqui.

PPS: Para ajudar você a controlar melhor os gastos crescentes com seu carro no dia a dia, eu também elaborei uma planilha completa e de fácil preenchimento, que pode ser baixada (gratuitamente) no seguinte link: http://bit.ly/PlanilhaCarro

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