Dizem que as generalizações são incoerentes e que toda unanimidade é burra. Sim, como a maioria das coisas, isso pode ser ou não verdade. Mas jamais será uma verdade inconteste.

Fato é, que se “toda brincadeira tem seu fundo de verdade”; lendas, estereótipos, mitos e crenças também. Pois, onde há fumaça, há (ou houve) fogo, e as coisas não costumam surgir apenas fruto do mero acaso.

Riquinho e folgado

A ideia de “mauricinho e patricinhas” grosseiros e pedantes não é fruto da imaginação popular e nem uma eterna batalha de classes. As pessoas usam de “qualquer tipo de vantagem” para esconder seu complexo de inferioridade.

Isso quer dizer: faço isso para fazer o próximo sentir-se inferior, e assim, a sensação de superioridade mascara meus medos e angústias sociais.

Acredite: TODO mundo tem, em maior ou menor nível, algum problema emocional ligado à inferioridade. Em tempo: o primeiro que gritar “eu não”, esse é o pior.

Assim, algumas pessoas em uma condição financeira melhor, tendem a se sentir melhores que os demais. Note no trânsito, como se comportam os motoristas que estão dirigindo os carros maiores e mais caros.

E assim a coisa se repete: fila de cinema, entrada da escola, avião ou qualquer espaço social, alguns desses “abastados” estão sempre achando que estão acima das regras que se aplicam a todo o resto.

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Os bons pagam pelos maus

Felizmente, a maioria das pessoas, sejam elas endinheiradas ou não, eu vejo se comportarem de forma aceitável. Mas, o estereótipo do “riquinho folgado” nasceu por de fato, haver muitos deles por aí.

E aqueles que desfrutam da mesma condição financeira, acabam sendo rotulados juntos aos “maus elementos”. É como as coisas funcionam em uma sociedade, e, a não ser que haja uma grande mudança nas pessoas, não devemos ver nada muito diferente no futuro vindouro.

O importante é que, independente disso, cada um faça a sua parte.

Não tem ninguém melhor

A maioria absoluta de nós tem grande dificuldade em aceitar que ninguém é melhor que ninguém. Somos apenas diferentes, únicos.

Há idiotas com dinheiro e idiotas sem dinheiro. Há imbecis com doutorado e sem doutorado. Condição social e graduação nada têm a ver com caráter.

Porém, a sociedade é tão debilitada emocionalmente que, as próprias pessoas se colocam em uma posição inferior àquelas que têm dinheiro, títulos ou eloquência suficiente para convencê-los de seus devaneios.

De outra sorte, jamais teria havido as barbáries como o holocausto ou mesmo os regimes ditatoriais que ainda persistem em existir. Infelizmente, pessoas se submetem às outras, pois não tem recursos emocionais para serem diferentes.

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Acredite amigo, todo mundo, eu, você, ricos ou não ricos, ateus, judeus, cristãos, todos nós estamos sujeitos às mesmas coisas: desde uma diarreia, passando por um coração partido até o encontro inevitável com a morte.

Até aparecer alguém que foi decapitado e não morreu, ou transforma estrume em outro (literalmente) com o toque das mãos, vou continuar repetindo que somos iguais. Cada um de nós, com habilidades distintas, e só.

Não seja um otário

O melhor que pode fazer é não perpetuar as coisas ruins. Se você tem dinheiro, saiba que ele pode acabar e que, é só dinheiro. Em algum momento, você vai precisar de algo, que o dinheiro não será capaz de comprar.

Se você não tem, tenha em mente em não deixar o otário que habita em você dar as caras no dia em que suas conquistas chegarem.

A pior coisa é esquecer-se de onde veio, e fazer as mesmas coisas ruins para outros, que um dia fizeram a você. Isso não é “uma volta por cima”, e sim, descer no mesmo nível de quem abominava.

Certa vez fui um otário com o porteiro do meu prédio, que só estava tentando cumprir sua função. No momento, meu orgulho e “superioridade” não me permitiram enxergar.

Passados alguns minutos, percebi a bobagem, e fui pedir desculpas a ele. Fácil? Nem de longe; mas necessário. Hoje nos entendemos muito bem.

Ter crises de idiota é aceitável, desde que, consiga enxergar, aprender e evoluir.

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Conclusão

Sempre cito o Grandpa Joe, da “Fantástica Fábrica de Chocolate” que disse ao Charlie “que não podemos trocar o extraordinário por algo tão comum quanto o dinheiro, já que, dinheiro, eles imprimem mais todos os dias”.

É isso: não troque as coisas extraordinárias da vida, como a gentileza às pessoas, por algo tão banal quanto um suposto status social. Afinal, é importante lembrar: sempre haverá alguém acima disposto a pisar em você também.

Nada de errado em ter sucesso e o dinheiro que vem com ele. A questão reside em que caráter será revelado pelos zeros em sua conta bancária.

Cuidar das pessoas é tão importante quanto cuidar do dinheiro. Desejo a você uma vida plena e próspera. Até o próximo texto!

Renato De Vuono
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