A Presidente Dilma Rousseff vê que o dia de ser afastada da presidência da República está cada vez mais próximo. Ainda assim, as últimas medidas tomadas, conhecida como “Pacote de Bondades” pode representar um incremento de aproximadamente R$ 10 bilhões nas despesas públicas.

Caberá a nova equipe econômica, em um eventual afastamento de Dilma, ajustar a economia e ainda controlar essa “bomba fiscal”, que poderá comprometer ainda mais o rombo nas contas públicas não só em 2016, mas também em 2017.

A expectativa em torno do corte de ministérios, que se chegou a comentar em um possível governo Michel Temer, deverá ser menor do que o esperado. Mais uma vez os ministérios serão utilizados como moeda de troca em busca de apoio político. O contribuinte continuará pagando por uma máquina pública inchada e ineficiente.

Temer deve nomear investigados pela Lava Jato

Em entrevista concedida ao jornalista Gerson Camarotti (GloboNews) e veiculado nessa terça-feira (03) no Jornal Nacional, o vice-presidente Michel Temer afirmou que não vê “fator impeditivo” em nomear políticos envolvidos nas investigações da operação Lava Jato em um possível governo, caso a Presidente Dilma seja afastada.

“Em primeiro lugar, estou examinando ainda, não formalizei nenhum convite. De toda maneira, em um plano mais geral, a investigação ainda é o que: uma investigação. Então não sei se isso é um fator impeditivo para eventual nomeação”, disse.

Entre os políticos cotados para ocupar cargos no provável novo governo, o senador e ex-ministro da Previdência Romero Jucá (PMDB) é alvo de inquéritos na Lava Jato sob suspeita de formação de quadrilha e de negociar propina com a UTC por Angra 3.

Outros cogitados como Geddel Vieiria Lima (PMDB), sondado para Secretaria de Governo, e Henrique Eduardo Alves (PMDB), possível nome para o Turismo, também foram mencionados nas investigações. Ambos são suspeitos de negociar propina com o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS.

Invista na educação financeira de seus filhos: ebook gratuito “Como falar sobre dinheiro com o seu filho”

Janot quer inquérito contra Dilma, Lula e Cardozo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta segunda-feira (3) a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal contra a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União (AGU). O trio será investigado sob a acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Caberá ao STF decidir se autoriza ou não a apuração.

Mercado financeiro

O mercado financeiro conta os dias para o afastamento da Presidente Dilma e as definições finais em torno da nova equipe econômica.

A Bolsa de Valores de São Paulo reflete o mal humor global com a queda do preço do minério e o resultado desanimador da Ambev, que mesmo com lucro de R$ 2,89 bilhões, no primeiro trimestre de 2016 teve resultado 2,3% pior do mesmo período em 2015.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, operava às 11:55h em baixa de -0,13% com 52.194 pontos, enquanto o dólar caia -0,81% negociado por R$ 3,54.

Foto: Lula: Marques/ Agência PT

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários